quinta-feira, 25 de julho de 2013

A Moda Sustentável De Gustavo Silvestre

A sustentabilidade deve estar presente em todos os aspectos da vida de quem deseja seguir esse conceito, inclusive na moda. Isso é o que pensa o designer pernambucano Gustavo Silvestre.
O designer começou a desfilar suas peças na Casa dos Criadores, em 2004, mesmo ano em que se mudou para São Paulo e montou o seu ateliê. Alguns anos mais tarde, a partir de 2011, Silvestre começou a incorporar o “ecologicamente correto” em suas criações. O estilista usa lona de caminhão reaproveitada, PET reciclado e tinturaria natural na composição de suas malhas e jeans. Ele produz através de três sistemas sustentáveis: reaproveitamento, reciclagem e upcycling. O reaproveitamento consiste em usar materiais que seriam jogados fora, como jeans antigos que ele guarda em estoque.
A reciclagem é a transformação de materiais para a utilização e, por último, o upcycling usa materiais descartáveis para criar itens de valor agregado maior do que o produto original. Um bom exemplo é o uso dos tecidos de paraquedas para criar vestidos. Se a sustentabilidade é um conceito do qual, agora, Gustavo Silvestre não abre mão, outro elemento que começou a fazer parte de suas criações é o crochê. Desde o ano passado, o designer vem lançando coleções utilizando a técnica.
Trabalhos artesanais, como o bordado, por exemplo, sempre agradaram Silvestre. O crochê, inclusive, é algo que ele aprendeu com a família, já que desde criança observava a mãe e a avó utilizando a tradicional técnica. Além das peças de roupa, ele também utiliza o crochê em acessórios, como pulseiras e maxicolares.
 
Conheça mais sobre o Estilista em: Gustavo Silvestre
 
Fonte da postagem: http://societeperrier.com

Moda ecológica: mais do que tendência

O uso verde na moda vence os limites de mania passageira e se firma como conceito duradouro em passarelas e araras
 
Passarelas e vitrines cheias de glamour são, por essência, mutantes. Quando a escassez de recursos começa a ser uma verdade, o luxo ganha outro conceito. O Brasil conhece agora o início de uma transformação que já está arraigada em grandes territórios da moda, como Londres, Nova York e Paris. A peça de roupa do momento é feita de matéria-prima renovável, polui menos para ser fabricada e paga um valor justo aos trabalhadores envolvidos na fabricação.
É algo muito além da modelagem e do belo. O valor da roupa agora passa pela ética. Como toda grande tendência fashion que chega, porém, custa mais caro. Por enquanto. A jornalista Alice Lobo, que mantém o blog Verdinho Básico, voltado à moda sustentável, acredita que essa transformação é um caminho sem volta. A banalização de produtos conscientes nas araras deve seguir a lei da oferta e da procura e reduzir os preços para o consumidor.
– Hoje o sustentável é um nicho na moda. Mas a alta costura já foi nicho um dia, e o luxo, também – relembra Alice para quem acredita que o eco é uma tendência passageira.
Enquanto colocamos o primeiro pé na passarela, os gringos desfilam com passos firmes no quesito responsabilidade. Em eventos paralelos às semanas de moda, como o Estethica, salão de moda ética de Londres, os novos conceitos são elaborados e trocados entre diferentes produtores. Até mesmo conhecidas lojas de departamento, como as inglesas H&M e TopShop, lançam coleções inteiras feitas a partir de algodão orgânico ou de tecido reciclado.
Aqui, as ações continuam sendo pontuais. Parte vem de investimento de estilistas arrojados como Alexandre Herchcovitch, que lançou, na edição passada da São Paulo Fashion Week, peças de alfaiataria masculina feitas com tecido reciclado. A outra parte vem de novos nomes, como a gaúcha Débora Ydalgo, que, mesmo autônoma, produz peças com tecido que tem PET reciclado em sua composição.
A modelo veste blusa e colete de malha de garrafa PET Débora Ydalgo, e chapéu de lã orgânica Osklen
Foto:  Júlio Cordeiro
Ainda que as ações sejam isoladas, a consultora de moda especializada em sustentabilidade Danielle Ferraz relata um movimento crescente das marcas nos últimos dois anos:
– Hoje, muitas já nascem nos padrões da moda do futuro, enquanto as antigas se enquadraram ao conceito.
Apresentadora do canal GNT e consultora de moda, Chiara Gadaleta deseja que o tempo transforme os valores da sustentabilidade, que hoje são diferenciais de mercado, em princípios básicos da moda. Na TV e em seu blog, Ser Sustentável com Estilo, Chiara ensina a customizar e estimula o uso de roupas de brechó.
Para ela, o desejo de individualidade nas produções pode equilibrar a balança das compras em excesso. Nesse sentido, a ideia de brasilidade, com o uso de técnicas artesanais e materiais naturais, já aprovada no Exterior, pode reforçar o conceito sustentável nas roupas. Questionada sobre a possível efemeridade do que é eco no mundo fashion, Chiara é incisiva:
– Quem pensa que a moda sustentável vai acabar não entendeu nada.
 
Fonte: Hagah
 
 

terça-feira, 23 de julho de 2013

Postagem do Blog Dona Marokas sobre o Projeto Mini Estilista

Boa tarde leitores do blog ME... Tudo bem com vocês?
Hoje gostaria de mostrar para vocês uma postagem que foi feita no blog da minha amiga Mari Pacheco, o blog Dona Marokas, sobre o meu projeto Mini Estilista. Amei a postagem!


"Fala pra Marokas: Projeto Mini Estilista

Hoje vamos mostrar um projeto incrível, o Mini Estilista! A Micheli Hoffmann, além de ser a criadora da iniciativa, também coordena e cuida de todos os detalhes. É um belíssimo exemplo de como aquilo que fazemos com amor tem tudo para dar certo. O começo da história dela foi inusitado, quando a Micheli trabalhava na biblioteca de uma escola, isso lá em 2011, ela percebeu que as alunas adoravam vê-la desenhando croquis – afinal, a moda é a sua paixão e formação. Em pouco tempo, as meninas se reuniram e pediram que ela ensinasse a turma a desenhar. Pronto! Nascia aí uma ação linda.

Depois do incentivo das alunas, a Micheli apresentou um projeto de Oficina extra-curricular aos diretores da escola onde trabalhava. Com tudo aprovado, as alunas de 10 a 14 anos passaram a ter 1 hora de aula por semana. No começo, o conteúdo era desenho de moda, história da moda e tudo que envolvesse o ramo. O sucesso foi total! No outro ano, 2012, ela começou uma turminha de 6 a 9 anos, com um didática adaptada a idade delas.

Neste ano, 2013, as crianças ganharam um novo foco dentro das oficinas: a  Customização e a Eco bijus (feitas com materiais recicláveis). Por ter uma formação na área ambiental, Micheli aborda assuntos super importantes. “Decidi mostrar a essas crianças a importância da Sustentabilidade na Moda, principalmente por ser uma área tão focada no consumismo desenfreado e no problema de grande geração de lixo e de poluição que causa”, conta.

Na Eco bijus, as crianças utilizam jornais e revistas velhos, garrafas pet, caixas, latas e lacres de alumínio, entre outros. Juntando tudo isso com algumas peças básicas de biju para dar acabamento. A oficina funciona atualmente na Escola da Ilha e no Colégio da Lagoa, com duas turmas de diferentes idades em cada colégio e na Biblioteca Municipal Professor Barreiros Filho, no Estreito, com uma turma de 10 a 18 anos. Na Biblioteca é o Instituto de Geração de Oportunidades de Florianópolis que a remunera, as alunas não pagam nada!

O resultado é recompensador! “A experiência para mim é inexplicável, pois sou formada em Moda e Gestão Ambiental e é muito gratificante lidar com crianças. Amo o que faço e quero me dedicar a fazer isso cada vez melhor, levando sempre algo lúdico envolvendo a Moda e principalmente a Sustentabilidade, focando sempre em explorar a criatividade e a consciência delas. Sei que estou plantando uma sementinha nelas desde cedo. Fico feliz de pensar assim!”, finaliza Micheli. Não é um belo exemplo?"


Acessem o blog e leiam também outras postagens muito interessantes: Donamarokas.com.br

quarta-feira, 17 de julho de 2013

Nina Morena Recycled - 1 camiseta = 1 árvore

Bom dia queridos leitores do Blog ME, tudo bem?

Hoje trago a vocês a nova campanha da marca Nina Morena.
"É a primeira campanha ecológica da Nina Morena, vamos desenvolver a blusa de referência 1400 feita com tecido 100% de garrafa pet reciclada. Para cada unidade vendida será plantada uma arvore. Informações do plantio: Será feito no final da campanha, totalizando o numero de unidades vendidas. O plantio será no parque ecológico Acaraí localizado em Santa Catarina no município de São Francisco do Sul, e preserva uma área de 6 667 hectares da mata atlântica. Informações da blusa: Uma linda T-shirt estampada, tecido de malha feito de garrafas pet reciclada, estampa feita no processo de sublimação, a base de água e com papel 100% reciclado, e tag com papel 100% reciclado."

 
Site da marca: ninamorena.com.br
 

sexta-feira, 28 de junho de 2013

Projeto Mini Estilista na Ric Record no Programa Ver Mais.

Boa tarde pessoal,

Hoje quero mostrar toda orgulhosa uma reportagem que passou ontem (27/06) no programa Ver Mais Floripa do canal Ric Record. Expliquei sobre o que é o problema, sempre com foco na sustentabilidade é claro. Ensinando as crianças a customizar e a fazer eco bijuterias, levando a preocupação ambiental para a moda.

Como está no site da emissora:

"Crianças têm aulas em mini faculdade de moda em Florianópolis

quinta-feira, 20 de junho de 2013

Fazer novo a partir de velho

A reciclagem de fibras está a convencer cada vez mais marcas, com muitas a apostarem em novos projetos para fecharem o ciclo da cadeia de aprovisionamento. É o caso da G-Star, Kuyichi e H&M, que têm a ambição de darem vida nova a vestuário velho.
Fazer novo a partir de velho
O fechar do ciclo na cadeia de aprovisionamento de vestuário continua a marcar pontos, com mais marcas a começarem a lançar produtos que usam fibras recicladas.
Num evento organizado pelo grupo de sustentabilidade Made-By, representantes das marcas de denim G-Star e Kuyichi revelaram como estão a integrar algodão reciclado nos seus produtos. Atualmente, a G-Star recicla o denim usado pelos seus funcionários e de produtos defeituosos, enquanto a Kuyichi lançou no mês passado um sistema batizado Deposit Denim.
A trabalhar em parceria com a Texperium, o diretor de vendas internacionais da Kuyichi, Peter Schuitema, indicou que a empresa pretende incluir até 40% de fibras recicladas nos seus jeans. A fibra reciclada será fiada com algodão virgem orgânico para assegurar que o tecido é suficientemente resistente para ser usado como denim.
O desejo da Kuyichi de inovar remonta ao seu passado, já que foi criada em 2000 depois da organização não-governamental holandesa Solidaridad ter apoiado a produção de algodão orgânico no Peru. Na altura, nenhuma das grandes marcas estava interessada em comprar algodão orgânico, por isso decidiram lançar a Kuyichi. «A razão pela qual o fizemos foi para mostrar que é possível», explicou Schuitema.
Outra retalhista que está a apostar no ciclo fechado é a H&M, que lançou um projeto de reciclagem de vestuário em dezembro do ano passado. O especialista de ciclo de vida da empresa de moda, Erik Karlsson, revelou que recebeu 750 toneladas de vestuário desde fevereiro. Mas embora tenha ambições a longo prazo para o programa, «mudar o comportamento do consumidor é essencial, devolver vestuário é novo e irá demorar algum tempo», defendeu Karlsson.
Apesar de estar ainda numa fase inicial, Erik Karlsson explicou que o PET reciclado, da garrafa ao tecido, reduz a emissão de gases com efeito de estufa em 58%, o que mostra o «enorme potencial» para modelos de negócio de ciclo fechado. «Fechar o ciclo nos têxteis, fazer novo a partir de velho é a nossa ambição a longo prazo», sublinhou. O responsável da H&M explicou ainda que 95% do vestuário que vai para aterro poderia ter outras utilizações e que na Suécia, os consumidores deitam fora 15 kg de vestuário por pessoa por ano, com 8 kg a serem incinerados.
Nick Morley, diretor de sustentabilidade na consultora Oakdene Hollins, acredita que a indústria precisa de se focar em todas as formas de reciclagem, não apenas no ciclo fechado. «O ciclo fechado atraiu a imaginação, é mais fácil de explicar do que as associações que vendem produtos no terceiro mundo», considera.
Morley antecipa a que a concorrência às associações por vestuário velho e os programas de vestuário por dinheiro aumentem, o que significa que os consumidores vão tornar-se cada vez mais cuidadosos com a forma como deitam fora as suas roupas. Sugere mesmo que isso pode significar que 70% a 80% do vestuário será recolhido a longo prazo. «Vai tornar-se rapidamente muito valioso», concluiu Morley.
 

sexta-feira, 14 de junho de 2013

Brinquedos feitos de chinelos tiraram 400 toneladas de lixo do oceano no Quênia

Em minhas viagens pela rede virtual encontramos e lemos muitas coisas, boas e ruins... Mas fiquei super admirada ao conhecer um projeto no Quênia, através do site Papo de Homem.
 
Um projeto que retira do oceano próximo ao país toneladas de chinelos que vem com as correntes marítimas. Esses chinelos são reciclados, transformando em novos produtos extremamente criativos. Como brinquedos, chaveiros, objetos de decoração, entre outras.
 
Leia a notícia na íntegra retirada do Site Papo de Homem e escrita por Luciano Ribeiro.
 
"Existem duas  manchas gigantescas que se aglomeram no Oceano Pacífico, devido às correntes marítimas. Calcula-se que uma área equivalente à dos Estados Unidos de lixo está flutuando sobre o oceano. Há quem diga que, na verdade, esta área é muito maior, já que não é fácil estimar seu tamanho real, devido ao constante movimento que ela executa. Invisível para nós, que estamos em terra, utilizando e descartando material freneticamente todos os dias, sem fazer a menor ideia do destino disso tudo que jogamos fora, mas que gera efeitos.
Um desses efeitos é os detritos pararem em praias pelo mundo inteiro. E em uma dessas praias, em Nairobi, Quênia, os moradores decidiram reaproveitar o lixo, criando brinquedos à partir da enorme quantidade de chinelos que vinham pelo mar.
A iniciativa se chama Ocean Sole, empregam cerca de 100 pessoas e já conseguiram reaproveitar mais de 400 toneladas de lixo do oceano. Repito: 400 toneladas."
 
 
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Não são lindos? A proposta deste projeto é incrível! O site do projeto é: Ocean Sole
 
Se quiserem ver o site do qual eu extrai esta noticia: Papo de Homem.

quarta-feira, 5 de junho de 2013

5 de Junho - Dia Mundial do Meio Ambiente - Dia de Reciclar inventando Moda!

Bom dia queridos leitores do Blog ME, hoje é celebrado o Dia Mundial do Meio Ambiente, que na minha opinião deve ser igual Dia das Mães, tem que ser celebrado e lembrado todos os dias... mas vamos lá...
 
Como hoje é o dia dele... vamos inventar Moda reciclando!!! Trouxe para vocês duas ideias de Eco Bijoux, colares feitos de Jornal e de Revista...
 
Colar de Jornal:
Primeiro tem um vídeo do passo a passo para fazer o canudinho de jornal. Depois é só enrolar formando uma "mandala" em formato de círculo, os tamanhos variam de acordo com sua criatividade.

Eu fiz esses três modelos:
 
Mas podem ser feitos de diversos jeitos, mais modelos abaixo:


Vídeo do passo a passo para fazer o canudinho de jornal.
 
Se não quiserem assistir ao vídeo, tem um Passo-a-passo neste link: Sonholilas.com.br
 
Colar de miçangas de Revista:
 
 
Neste site tem o passo-a-passo: Comocriarbijuterias
 
No PAP, mostra uma ferramenta de ferro, mas pode usar palito de dente ou de churrasco, também serve. Pode incrementar o seu colar com miçangas normais também.
 
Mais alguns modelos:



 
Espero que tenham gostado das ideias, os dois tipos são bem fáceis e fazer, depois você pode pintar ou envernizar, para não ter problema do papel molhar. As miçangas de revistas, geralmente já ficam da cor da página escolhida então não é necessário pintar.
 
MÃOS À OBRA!!!