quarta-feira, 28 de novembro de 2007

A Moda e o Meio Ambiente - por Gislaine Bezerra Tourinho

“Conceber um produto integrando o meio ambiente. O ecodesign, cuja primeira definição foi dada por Victor Papanek, participa de um processo que tem por conseqüência tornar a economia mais “leve”. Igualmente chamada ecoconcepção, trata-se de uma abordagem que consiste em reduzir os impactos de um produto, ao mesmo tempo em que conserva sua qualidade de uso (funcionalidade, desempenho), para melhorar a qualidade de vida dos usuários de hoje e de amanhã.” Thierry Kazazian, 2005.
A moda sempre acompanha os principais acontecimentos e fatos que ocorrem no mundo, pois moda vai muito além de ser apenas um negócio, é um instrumento de comunicação dentro da sociedade que anda em paralelo com outros segmentos como: arquitetura, artes, música, design, política, economia e meio ambiente.
A última semana de moda de Paris teve como enfoque o aquecimento global, o estilista Hussein Chalayan desenvolveu sua coleção baseada no conceito da relação clima x corpo e o tempo das coisas. Quando falamos do tempo das coisas, talvez tenhamos achado uma das pontas para começarmos a desatar um dos muitos nós deste novelo chamado Aquecimento Global que vem afetando nosso planeta.
Será que quebraremos paradigmas em relação à moda? Como a obsolescência das roupas ou talvez a valorização do vintage e dos brechós, gosto até pouco tempo apenas para alguns “descolados”. Precisamos consumir menos, mas por outro lado como reação a este novo comportamento cada vez mais serão valorizados os produtos de design, com qualidade e consciência ecológica o ecodesign.
De qualquer forma a indústria da moda deverá se adaptar a esta nova realidade, os estilistas contarão cada vez mais com tecidos tecnológicos e inteligentes, as roupas poderão (e deverão) ser recicláveis.
Fonte: http://www.brasilfashion.com.br/?conteudo=artigos&id=143

Uma moda mais verde - Por Maria Alice Rocha

Durante esta semana, os acontecimentos em torno do encontro das Nações Unidas têm fomentado o interesse da mídia por vários motivos. Seja por conta de dirigentes polêmicos, seja pela emergência de novas lideranças, ou seja por aquilo que afeta a todos: o aquecimento global e as iniciativas para "poupar" o planeta do seu fim.
Considerando que o que se está sendo exibido nas semanas de moda de Nova Iorque, Londres e Milão até agora não enfatiza um assunto tão esperado no meio da indústria da moda, a cadeia de lojas britânica Marks & Spencer aproveitou os holofotes na capital inglesa para anunciar "uma moda mais verde".
Já há algum tempo que a tradicional M&S, como é também bastante conhecida, vem mudando sua estratégia para recuperar a clientela perdida para lojas que oferecem produtos de moda baseados na efemeridade, nos preços atraentes e numa prática eticamente duvidosa.
Em janeiro passado a empresa anunciou um plano estratégico para ser implementado em cinco anos, no qual as premissas básicas são: neutralizar suas emissões de gás carbônico, reduzir a produção de lixo, focar o uso em matérias-primas sustentáveis, ter parceiros locais e globais justos e promover um estilo de vida mais saudável para consumidores e funcionários.
Além do lançamento de linhas diferenciadas para produtos - classificados em: coleção ecológica, coleção comércio justo (fair trade, em inglês), coleção orgânica e coleção reciclados -, a empresa anuncia iniciativas também na distribuição dos produtos, demonstrando o seu compromisso de responsabilidade social.
Os seus novos caminhões de entrega, que não são poucos considerando as 760 lojas do grupo espalhadas pelo mundo, desenvolvidos com um design inovativo e otimizado, serão responsáveis pelo corte de 20% na emissão de dióxido de carbono se comparados aos caminhões tradicionais. O veículo, por ser mais leve, possibilita o carregamento de mais 16% do peso padrão e a sua aerodinâmica promete economizar 10% de combustível.
Outra iniciativa anunciada pela cadeia é a reforma dos seus pontos de venda, com a alteração da arquitetura dos espaços no que diz respeito a iluminação, ventilação e condicionamento de ar, com o uso de madeira certificada e com a instalação de um sistema de reciclagem da água consumida e unidades de condensação de águas da chuva, entre outras inovações. A primeira de uma série de "Eco-lojas" será inaugurada em breve na Escócia, com uma economia de energia projetada para chegar a 25%, sem perder o glamur.
Quanto às embalagens dos produtos, assunto recorrente neste espaço, os plásticos e celofanes serão subtituídos por materiais naturais e 100% recicláveis. Mas isso ainda é apenas mais uma das iniciativas da marca que veste gerações no Reino Unido e é considerada como parte da tradicional cultura dessas ilhas.
A empresa, com os olhos bem abertos no consumidor final, após um longo período de sufoco nas vendas justamente por não acompanhar a dinamicidade da sociedade contemporânea, lançou também uma campanha interessante e simpática, relacionada com o cotidiano das pessoas: o retorno dos cabides "encostados".
É tradição no Reino Unido, quando da compra de qualquer peça do vestuário, o consumidor levar para casa também o cabide no qual a roupa estava exposta. E isso tem gerado um volume enorme de pilhas de cabides nos fundos de armários, depósitos, num canto qualquer da casa, ou pior, diretamente no lixo.
Uma recente pesquisa revelou a existência de 530 milhões de cabides desprezados nos lares britânicos, sendo que pelo menos 100 milhões deles poderiam ser reciclados anualmente, tanto o plástico quanto o de metal, ao invés de serem simplesmente jogados fora.
A equipe de vendas da M&S acaba de receber treinamento para sempre perguntar se o consumidor deseja levar o cabide para casa ou destiná-lo para reuso. Mais que isso, desde o começo deste mês, a empresa tem promovido ações nas suas lojas por todo o Reino Unido para que os consumidores tragam os seus cabides indesejados para a reciclagem.
Às vezes uma decisão tão simples pode fazer muita diferença.

terça-feira, 27 de novembro de 2007

sexta-feira, 23 de novembro de 2007

A roupa feita de garrafas PET

Se a sacola plástica demora até cem anos para se decompor, as garrafas do tipo PET podem chegar a quatro séculos contaminando a natureza. Assim, merece aplausos toda iniciativa que se destine a estimular a coleta e aproveitamento desse material, via reciclagem.

Porém, pouca gente sabe que é possível fazer tecidos usando garrafas PET. Uma grande empresa têxtil com sede em São Paulo tem uma linha voltada para roupas profissionais. Nela, utiliza tecidos de composição mista, na qual inclui-se a fibra reciclada, comprada já pronta.

Apesar de seu caráter surpreendente, a roupa em cujo tecido há garrafas PET nada perde em termos de conforto, caimento, beleza e durabilidade. E traz o bônus extra de ajudar na preservação dos recursos naturais. “É o tecido ecologicamente correto”, resume Cristiane Yajima, gerente de Produtos da Divisão Workwear da empresa que compra a fibra reciclada para utilizá-la na confecção de roupas profissionais. Segundo ela, é gratificante, inclusive para os trabalhadores a vesti-las, a consciência de que também estão, de alguma forma, contribuindo para um meio ambiente menos degradado.

Já a empresa que vende a fibra registra, em sua propaganda, o compromisso social estabelecido pela atividade que exerce, posto que a captação de materiais recicláveis é fonte de renda para cerca de 200 mil famílias em todo o Brasil. A fábrica recicla 18 mil toneladas de garrafas PET por ano, montante que é totalmente reaproveitado em forma de fibra. O processo ocorre sem perdas porque o poliéster preserva integralmente as propriedades dos flocos em que são transformadas as garrafas, depois de separadas por cores, lavadas e moídas.

Esse é um mercado que também tende a crescer. “Há empresas que valorizam a questão ecológica”, diz Cristiane Yajima, lembrando que o aspecto social, de estímulo à atividade através da qual sobrevivem tantas famílias, também conta pontos na hora de decidir pela fibra reciclada.

quarta-feira, 21 de novembro de 2007

Tecidos ecológicos invadem o mundo da moda

É possível estar na moda e ao mesmo tempo respeitar o ambiente. Foi o que se provou no dia 06/10/2007, no Parlamento europeu o desfile de modelos fabricados com substâncias alternativas à química, normalmente usada pelas indústrias têxteis. "Um jeito colorido de demonstrar que é possível produzir tecidos e modelos da moda sem o uso de substâncias nocivas à saúde e ao ambiente."

Organizada pelo Greenpeace e promovida por quatro eurodeputados, a manifestação tinha por objetivo sensibilizar os deputados europeus. "Esta é uma forma concreta de demonstrar que é possível produzir roupas usando substâncias alternativas", explicou Frassoni, defendendo que "isso não anula a competitividade das indústrias européias, ao contrário: relança a procura na Europa". Da mesma opinião é Guidoni, que elogiou a iniciativa. "A organização destes eventos é importante porque prova que as indústrias são capazes de produzir sem usar substâncias tóxicas. É uma aposta para o futuro porque estamos criando as condições para sermos mais competitivos", explicou Guidoni. Segundo Marco Contiero, responsável do Greenpeace pelas políticas químicas "são muitas as indústrias na Europa e no mundo que abandonaram o uso de substâncias químicas perigosas que, na opinião dos especialistas, são cancerígenas e podem comprometer o sistema hormonal e reprodutor das pessoas". Adidas, Ikea, Nokia, Lego, Mango, Zara e a italiana Chicco são alguns destes nomes.

Nos desfiles de moda na quarta-feira, as modelos da espanhola Agatha Ruiz de la Prada, Luxoir e Mango ganharam de presente um lenço fabricado com fibras alternativas, que ao tato se assemelha a qualquer outro."O problema é a dificuldade de encontrar tais fibras e obter fundos para a pesquisa e a produção", explica Contiero. O que foi apresentado nos desfiles de moda é um jeito inovador de produzir, que segundo os organizadores beneficiará a todos porque nem consumidores nem trabalhadores entrarão em contato com substâncias químicas nocivas. Enquanto isso, se promoverá a pesquisa na Europa.



terça-feira, 20 de novembro de 2007

Ecomoda - Por Cecília Fontes e Tatiana Guardian

A moda finalmente abriu os olhos para as questões ecológicas e começou a investir pesado nas peças orgânicas, recicladas e em campanhas que mostram essa preocupação com meio ambiente. A moda ecológica já é uma mania que inclui grandes marcas nacionais (Osklen, Guelt...) e internacionais (Giorgio Armani, Adidas, Gap, Levis, Nike, Diesel...).

A Levis criou a linha Levi's Eco só com jeans feito de algodão orgânico. Por enquanto eles só são vendidos nos Estados Unidos e na Europa. Mas, em breve, chegarão ao Brasil.

A inglesa Anya Hindmarch desenha bolsas exclusivas para Madonna e Kate Moss. A designer inglesa teve a idéia de fazer uma sacola para substituir as sacolas de plástico de supermercados. Assim, a pessoa leva essa bolsa especial às compras, já que o plástico demora cerca de 500 anos para se decompor. A sacola ecológica de lona com a inscrição "I'm not a plastic bag", que em português é "Não sou uma sacola de plástico", fez tanto sucesso que já criou até tumulto na porta de uma loja em Taiwan. Elas ainda não chegaram ao Brasil, mas algumas lojas da Rua 25 de Março, em São Paulo, já vendem sacolas parecidas com frases apelativas para a preservação do meio ambiente.

Abaixo foto da sacola criado pela Designer inglesa Anya Hindmarch:


Fonte da Notícia: http://capricho.abril.ig.com.br/atelie/conteudo_247877.shtml