sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

Cursos sobre Moda e Sustentabilidade

E ai pessoal, gostaram das dicas de livros? Ótimas né? 
E agora que tal ampliar ainda mas seu conhecimento focando em cursos de Moda Sustentável?

Por enquanto encontrei três, uma pós-graduação que estou sonhando para conseguir fazer, pena que é em outro estado e mais dois cursos de extensão. Se eu descobrir mais cursos vou trazendo para vocês.
Então vamos falar mais sobre cada um deles:

Curso de pós-graduação: Sustentabilidade em Negócios Têxteis e da Moda - SENAI-SP.
Área: Têxtil e Vestuário - Duração: 360 horas - Em média 18 meses.
Unidade: ESCOLA SENAI "ENGENHEIRO ADRIANO JOSÉ MARCHINI"
Rua Anhaia, 1321 - Bom Retiro | São Paulo CEP: 01130-000 - Telefone: 11 3225-0291
Site: http://www.sp.senai.br/vestuario - E-mail: senaivestuario@sp.senai.br


Resumo: Tornar o participante apto ao exercício competente técnica e eticamente à Gestão da Sustentabilidade em Negócios Têxteis e da Moda. Dotar o participante de tecnologias, técnicas e conhecimentos passíveis de, serem replicados nas organizações, para alavancar seus processos produtivos, promovendo o desenvolvimento sustentável.

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Esses outros dois que falarei abaixo já são mais acessíveis, pois são à distância.

CURSOS DE EXTENSÃO A DISTÂNCIA - SENAI/CETIQT -RJ

Design Sustentável na Moda - Carga Horária: 25h
Objetivos: Capacidade de investigar e analisar questões relacionadas às diversas etapas do ciclo de vida de produtos e considerações relevantes para o desenvolvimento sustentável destes produtos e a redução de impactos ambientais e sociais. Capacidade de verificar os fatores que contribuem para o processo produtivo no processamento de materiais de baixo impacto e sua relação com o design de moda e comparar as tecnologias utilizadas no processamento e manufatura destes materiais, identificando, neste contexto, fatores que contribuam para a melhoria do bem estar físico e social.
Conteúdo: Design sustentável. Ciclo de vida do sistema-produto. Interações entre design sustentável, moda, e responsabilidade social. Investigação sobre materiais e processos de baixo impacto ambiental e social suas inter-relações com o design de moda. Reaproveitamento de materiais e resíduos.

Gestão Ambiental Têxtil - Carga Horária: 30h

Objetivos: Capacitar profissionais para a implementação e manutenção de um SGA numa empresa têxtil. Além dos principais conceitos e ferramentas utilizados, são também abordados conceitos ambientais básicos aplicados aos diferentes processos da cadeia produtiva têxtil, Eco-etiqueta, Educação Ambiental e as novas tendências na área ambiental com vistas a aplicação têxtil, como Indicadores de Eco-eficiência e Produção mais Limpa (P+L).
Conteúdo: O Setor Industrial Têxtil; Os processos Produtivos Têxteis e seus Impactos Ambientais; A Certificação Ecológica na Área Têxtil; Educação Ambiental para Gestão Ambiental; O Sistema de Gestão Ambiental e a Norma ISO 14001; Aspectos e Impactos Ambientais; SGA: Etapa de Implantação e Operacionalização; A quarta etapa do SGA: as Auditorias; Concluindo o ciclo do SGA: a Análise Crítica; Tendências para a Gestão Ambiental.

Outras informações: (21) 2582-1001 ou atendimento@cetiqt.senai.br.

Mais informações: http://www.sp.senai.br ou http://www.cetiqt.senai.br

quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

Dica de Livros sobre Moda e Sustentabilidade

E ai pessoal ... tudo bem com vocês? Essa semana voltei a ativa e prometo que atualizarei o blog mais frequentemente...

Então que tal iniciar o ano programando o que você vai ler? E melhor ainda se nesta lista você incluir livros que falem sobre Moda e Sustentabilidade! Segue uma lista com dicas de alguns desses tipos de livros...

1 - Moda & Sustentabilidade: Design para a mudança - Autoras: Kate Fletcher; Lynda Grose.
Editora SENAC-SP - Valor em média: R$ 59,90.

Foto da capa:

Resumo: "Nenhum produto recebe tanta divulgação e é tão analisado quanto o de moda. Mas a superconsciência sobre estilos, tecidos e cores não inclui o mundo por trás dos cabideiros, a tecnologia por trás do corte, a fibra por trás do tecido, a terra por trás da fibra ou a pessoa na terra. O verdadeiro impacto de nossas escolhas de vestuário quase nunca é considerado ou notado. Este livro revelador traz a reflexão sobre a criação de um modelo de mudança que oriente as atividades na indústria da moda." 

2 - Moda e Sustentabilidade: uma reflexão necessária - Autora: Lylian Berlim. Editora Estação das Letras e Cores. - Valor em média: R$ 35,00.

Foto da capa:

Resumo: "Este livro reúne importantes informações sobre as relações entre e Moda e os princípios da Sustentabilidade. Apresentamos uma série de dados, propondo uma maior contextualização do assunto e reflexões no que tange nosso estilo de vida,  nossos hábitos de consumo e nossos modelos de negócios.
Designers de Moda atuam em áreas que envolvem as relações sociais, ambientais e econômicas e, as informações aqui propostas podem ser refletidas gerando conhecimento e possibilitando transformação na área e no processo criativo. Dividido em quatro capítulos, o livro aborda o campo da Moda, o consumo  e suas implicações com a sustentabilidade; as questões de responsabilidade socioambiental na moda enquanto gestão, difusão, criação, formação acadêmica e marcas pioneiras; os principais materiais, matérias primas e serviços considerados sustentáveis e seus aspectos sociais, ambientais e econômicos; reflexões sobre a dicotomia consumo/moda; e uma abordagem sobre as novas percepções dos estudantes e profissionais de Design de Moda quanto a materialidade, conceitos e consciência sobre o referido assunto: sustentabilidade." Fonte: Estação das Letras

3 - Moda, Sustentabilidade e Emergências - Organizadoras: Ana Mery Sehbe De Carli e Bernardete Lenita Susin Venzon. Editora EDUCS. Valor em média: R$ 48,00.

Foto da capa:

Resumo: "A sustentabilidade abarca três dimensões: social, ambiental e econômica. A sustentabilidade social refere-se ao respeito pelo trabalhador, quer no aspecto legal, quer no incentivo à impregabilidade, à inserção no mercado, à capacitação profissional, ao salário justo, à qualificação subsidiada. A sustentabilidade ambiental trata da definição dos limites de uso dos recursos naturais, para evitar sua exaustão e os decorrentes desequilíbrios dos ecossistemas, bem como tenta banir e / ou substituir agentes poluidores do meio ambiente, para reduzir o impacto ambiental do sistema industrial estabelecido. A sustentabilidade econômica analisa e mede a eficiência dos processos produtivos, considerando as tendências de maior geração de benefícios, com menor uso de recursos." 

4 - Ama: Sustentabilidade Moda Cultura - Autor: Alexandre Iódice. Editora: Sds - Secretaria de Estado do Meio Ambiente do Amazonas. Valor em média: R$ 80,00.

Foto da capa: 

Resumo: "O livro relata em 41 páginas ilustradas os resultados do Projeto AMA, parceria entre o Governo do Amazonas e a grife IODICE, evidenciando que o Estado do Amazonas oferece, além da inspiração por conta da riqueza da biodiversidade, produtos provenientes de material abundante na região. A obra é composta de imagens que apresentam os produtos de design da coleção de inverno 2010 baseada em diversos elementos sustentáveis, originários do Amazonas, que foram destaque nas passarelas do Brasil e do mundo pela IODICE no ano de 2010. Na parte textual, a obra retrata o trabalho do Governo do Amazonas com a criação de áreas protegidas, com o objetivo de conservar a biodiversidade do Estado, através de projetos que estimulam a geração de renda e valorizam o potencial da região. O relato evidencia as 41 Unidades de Conservação do Estado do Amazonas, as características e as estratégias para controlar o equilíbrio de cada umas delas, além de dar destaque aos povos tradicionais amazônicos, abordando um pouco da diversidade cultural que é o diferencial da população." 

Além destes livros, no dia 25 de janeiro de 2010 e falei sobre mais dois aqui no blog, o dois tem o nome quase igual:

- "Eco Chic: O guia de moda ética para a consumidora consciente", autora Matilda Lee, Editora Larousse, no site da Saraiva custa em torno de R$ 29,90.
- "Eco chic: Salvando o planeta com estilo", autora Christie Matheson, Editora Matrix. Valor: R$ 29,90.
Para mais informações sobre estes dois últimos acesse: Dicas de livros

Espero que tenham gostado, o primeiro já estou lendo, e estou gostando muito, uma pena que fala de estatísticas e dados de fora do Brasil. O segundo acabei de comprar e assim que eu ler, comento com vocês o que eu achei. Espero que tenham gostado!

Ainda essa semana trarei um post sobre Cursos de Moda Sustentável e afins, aguardem...

Comentem, deixem sua opinião...

segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

Moda sustentável brasileira agora na Austrália

Olá meus leitores queridos, peço mil desculpas pelo abandono. Correria de final de ano, sabemos como é...
Mas ínicio este novo ano, com um post muito legal, que tal acessórios de Moda Brasileira, sendo vendido numa loja virtual na Austrália? Isso mesmo é a moda ecológica brasileira correndo o mundo.
Está loja chama-se Purple Mango.
Segue abaixo release sobre a loja, enviado a mim pela diretora da loja Roberta Rangel:
"A Austrália acaba de ganhar uma nova marca que promete inovar seu cenário fashion. PurpleMango é uma loja on-line na missão de incentivar o consumo correto. Os acessórios, além de belos e eco-friendly, possuem o tempero brasileiro que os fazem únicos.
PurpleMango acredita que as escolhas de moda são fundamentais para aqueles que se importam com o meio ambiente e com a sociedade. A partir disso, a marca traz para a Austrália uma linha de bijuterias belas e ecologicamente corretas, cuidadosamente escolhidas no Brasil.
Os produtos à venda no site - que tem entrega exclusiva para a Austrália - são o resultado de uma extensa pesquisa ao redor do Brasil. Seja reciclando materiais que virariam lixo ou ajudando a qualificar pessoas em necessidade, os designers estão contribuindo para construir um futuro melhor através da moda.
PurpleMango é destinada à mulheres inteligentes, e estilosas, que se importam com o planeta e respeitam seus habitantes."

Acessem: http://www.purplemango.com.au




segunda-feira, 31 de dezembro de 2012

Feliz Ano Novo! Bem-vindo 2013!


quinta-feira, 15 de novembro de 2012

As Monster High também estão na onda da Moda Ecológica!

Boa tarde leitores... faz tempo que não faço um post aqui... e para que melhor do que assistir vídeos legais em um dia chuvoso como hoje...

Vim aqui para confessar um gosto infantil... as bonecas Monster High da Mattel. E qual foi minha felicidade ao criarem uma personagem preocupada com o Meio Ambiente, a Venus Mcflytrap. Não sou a favor do consumismo que essas grandes marcas de brinquedos pregam, porém é sempre bom ressaltar a importância de que eles utilizem de sua grande influência em cima das crianças para algo Bom! Como orientar as crianças para um pensamento mais ecológico, mas preocupado com o futuro do planeta.

Então minha felicidade ficou ainda maior quando estou com minha priminha Alice, assistindo aos vídeos dessas bonecas no site oficial e vejo um episódio que se chama "Reciclando Ideias". 

Neste episódio as outras monstrinhas ajudam a Venus a influenciar seus colegas em prol da separação do lixo e da reciclagem, e fazem isso com um desfile feito com roupas de materiais recicláveis, um desfile Ecológico. Muito legal né? Assistam:


sábado, 10 de novembro de 2012

Produção da indústria ganha do volume de reciclagem em Santa Catarina


As maiores empresas do Estado precisam comprar material de outras partes do país, porque a reciclagem local não é suficiente para as suas capacidades.

Cada garrafa PET, depois de passar por um processo de fragmentação de poucos segundos, se transforma em um novo produto e volta ao mercado. O processo ocorre todos os dias em 409 empresas país afora, 45 delas em SC. Na Arteplas, empresa de Itajaí que é hoje a maior da América Latina na reciclagem e transformação do material em fios trançados, o produto final são cordas fabricadas a partir da reciclagem do PET. A empresa de Itajaí é exemplo daquilo que o segmento intitula como empresas integradas, ou seja, indústrias que adquirem a garrafa PET, transformam o produto em flocos e depois em grãos até se transformarem em filamentos para cerdas ou para cordas. Para realizar este processo, a empresa envolve 318 funcionários diretos e outros 5 mil indiretos. A Arteplas trocou de mãos apenas uma vez durante os 38 anos de fundação, quando o empresário Mário Reis repassou o negócio para o atual presidente, Janor Bianchini, em 2008.
Empresa teve que fazer suas máquinas
Uma das tradições preservadas desde o início da operação é o desenvolvimento de novas máquinas para atender ao negócio:
— A Arteplas foi fundada apenas dois anos depois da primeira conferência da ONU a discutir a preservação ambiental no planeta. E, para dar conta do projeto, o próprio empresário Mário Reis precisou desenvolver parte do maquinário que temos aqui. Hoje, continuamos a manter um setor para desenvolver novas peças — comenta Renato Hadlich, contratado para acompanhar a rotina da produção e aprimorar os processos sob a função de gestor.
Apesar de contar com apenas 11% do total de recicladoras do país, Santa Catarina detém grandes empresas, que consomem muito mais do que há disponível de oferta no mercado, segundo o presidente da Associação Brasileira da Indústria PET (Abipet), Auri Marçon. No caso das indústrias catarinenses, por exemplo, é preciso comprar garrafas de outros estados para produzir conforme a capacidade instalada.
— Há três segmentos muito fortes de reciclagem no Estado, que são a transformação em cordas, a aplicação têxtil nas formas mais diversas — de travesseiros e cobertores a roupas — e o uso como cerdas de materiais de higiene — explica Marçon.

quinta-feira, 20 de setembro de 2012

Moda de luxo consciente: joias a partir de camisas descartadas

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Com detalhe em ouro as peças feitas a partir de tecidos reutilizados se transformam em verdadeiras joias. 
Fotos: Julia Vasic

Acrescentando materiais preciosos como o ouro, a designer Julia Vasic transforma tecidos descartados de indústrias de vestuário em uma série luxuosa de colares e pulseiras.

“Eu quero que meus clientes pensem de forma diferente sobre materiais e a possibilidade de inserir a reutilização em suas vidas" Julia Vasic, designer

Segundo a designer de São Francisco (EUA), a missão da marca é criar e inspirar a mudança em torno de questões sociais e ambientais, tais como poluição, redução de resíduos e extinção de espécies. "Ao salvar materiais destinados a aterros, eu estou economizando energia e dando nova vida em algo desgastado", explicou Vasic ao Ecouterre. "Eu quero que meus clientes pensem de forma diferente sobre materiais e a possibilidade de inserir a reutilização em suas vidas", reforçou.
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Além da formação de Design de Moda na Persons School of Design, ela também é formada em Biologia com especialização em Art Studio pela Northeastern University e um MBA da Escola de Pós-Graduação em Gestão de Manejamento Sustentável, o que lhe deu essa consciência ecológica dentro da moda. “Há tantos camisas descartadas no mundo, que eu sabia que poderia fazer algo belo com elas."
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Vasic trabalhou muitos anos como designer de moda para marcas de luxo como a Michael Kors, Libertine, Victoria Secret e Cynthia Rowley. A filosofia do seu trabalho engloba os adjetivos: bom, já que ela quer criar um impacto positivo sobre as pessoas e ao planeta; verdadeiro, por mostrar transparência e autenticidade no projeto; e bonito, revelando produtos atemporais e a beleza interior de inspirar e conectar os consumidores a valores de sustentabilidade.

Site da Designer: Julia Vasic



sexta-feira, 14 de setembro de 2012

Grandes Marcas Têxteis Começam a exigir algodão produzido de forma sustentável


No Brasil, o número de fazendas produtoras licenciadas pelo selo verde Better Cotton Iniciative dobrou em apenas um ano. A busca por fibras de algodão produzidas com qualidade e sustentabilidade é uma tendência cada vez mais crescente na produção e no mercado mundial. Grandes marcas como Adidas, Nike, Migros, Jackpot e KEA, são algumas do segmento têxtil que já aderiram à Better Cotton Iniciative e usam o algodão em pluma produzido em lavouras que desenvolvem as boas práticas agrícolas, com o respeito pela saúde, segurança e bem estar do trabalhador e a preservação do meio-ambiente. Isso tem feito crescer o número de cotonicultores que estão aderindo aos requisitos da BCI, principalmente na Índia, Paquistão e Brasil, maiores produtores mundiais. Do ano passado para cá, a adesão ao programa subiu de 68 mil para mais de 125 mil produtores nos 3 países, além de África e China.
A BCI é uma associação sem fins lucrativos registrada na Suíça que reúne produtores, indústria têxtil e organizações não governamentais e que tem grandes grupos, como Levi Strauss e H&M entre os seus fundadores. O algodão cultivado segundo seus requisitos é registrado e rastreado, desde a propriedade até a beneficiadora.
O cultivo de algodão tradicional ocupa hoje 34.8 milhões de ha em 80 países. As 25,5 milhões de toneladas produzidas por ano vêm de propriedades com menos de dois hectares e envolvem 350 milhões de pessoas em toda a cadeia. Segundo recentes levantamentos da OTA – Organic Trade Association, o algodão é responsável por 24% de vendas de inseticidas e 11% das vendas globais de pesticidas.
Por isso, os principais objetivos da BCI são o de promover o uso eficiente de água, melhorar as condições de trabalho e ensinar os agricultores a aplicarem nutrientes apenas conforme a necessidade, identificando pragas e combatendo-as de forma menos agressiva, sem o uso intensivo de produtos químicos. Essas medidas, além de reduzir os gastos do produtor – que em muitos países chegam a 60% só com pesticidas, ainda trazem menor desgaste ao meio ambiente e melhoram o bem-estar das comunidades agrícolas.


Programa pode virar Norma
Para Nicolas Petit, Mannager da BCI em Bruxelas, dentro de pouco tempo a produção sustentável do algodão deixará de ser apenas uma iniciativa voluntária ou uma recomendação para se tornar uma norma. Para ele, embora o selo “Better Cotton” ainda não signifique um preço maior pela arroba, os produtores que não aderirem a ele podem perder grandes negócios no futuro. “Hoje, as grandes marcas estão exigindo cada vez mais que seus produtos sejam confeccionados com fribras de algodão sustentável, porque nem eles nem seus consumidores querem ver seus nomes associados à utilização em massa de pesticidas, à mão de obra infantil ou à degradação do meio ambiente e de seus recursos naturais. E alguns bancos passaram a incluir requisitos de sustentabilidade antes de fornecer o acesso ao financiamento para os produtores, como é o caso do Rabobank no Brasil, por exemplo”.



No Brasil
Pelos levantamentos da Associação Nacional dos Exportadores de Algodão (Anea), a produção de algodão no Brasil, nesta safra, deve ficar em torno de 1,8 milhão de toneladas. Entre os grandes produtores licenciados pela BCI no Brasil, em parceria com a ABRAPA – Associação Brasileira dos Produtores de Algodão estão 10 fazendas na Bahia, 13 em Goiás, 16 no MS, 19 em MT e 2 em MG, além de 47 produtores familiares de Catuti e Mato Verde, norte de MG, que processam e comercializam sua safra através da Coopercat. Os números são o dobro do ano anterior. Para a certificadora IGCert, do GenesisGroup, credenciada pela BCI para fazer as verificações, o aumento foi ainda mais expressivo. Em 2011 foram 4 fazendas. Este ano, o IGCert foi a única certificadora a realizar verificações no Brasil e registrou nestes primeiros 8 meses 18 fazendas aprovadas, um crescimento de 450%.