terça-feira, 13 de março de 2012

A moda sustentável

Como nós já sabemos, a moda sustentável vem marcando presença nos dias de hoje. E os grandes estilistas do mundo estão se preparando para transformar suas coleções de verão em peças ecologicamente corretas e recicladas.

O estilista  da Osklen, Oscar Metsavaht, por exemplo, mostrou na última edição do São Paulo Fashion Week, sua coleção feita de algodão orgânico sem uso de agrotóxicos. Para ele, “as pessoas querem se vestir sem agredir o planeta”. Do mesmo modo, o estilista italiano, Giorgio Armani, lançou em um desfile em Milão sua coleção de jeans com fibras orgânicas.

A indústria têxtil é uma das quatro que mais consome os recursos naturais, e os estilistas perceberam que os consumidores preferem a moda que não agride o planeta, e por isso foram praticamente obrigados a começar a usar materiais ecologicamente corretos. Por causa disso, algumas marcas pararam de usar fibras vegetais cultivadas com produtos químicos.

E essa moda só tem aumentado: as marcas americanas Levi’s, Gap e Nike e a britânica Marks & Spencer aderiram à moda verde. Em Milão, o Istituto Europeo di Design, uma rede internacional de escolas de artes, criou saias com peças de aço, vestidos de fios elétricos e calças com metal de bicicleta, feitos a partir de objetos que iriam para o lixo.
 

1. Bambu: os modelos foram feitos com fibra de bambu, boa alternativa para o algodão convencional.

2. Papel: peças como uma pulseira de bobina de papelão e um colar de papel reciclado são uma alternativa, mas podem ser destruídos com a chuva.

3. Película de filme: alguns acessórios usam película de filmes envernizados e costurados em crochê.

4.  Redes de pesca: a bolsa foi feita com redes de pesca que iriam ser jogadas fora.

5. Borracha que parece couro: a bolsa foi feita com látex e algodão com tingimento natural.

6. Sacolas plásticas: a bolsa surgiu de sacolas plásticas descartadas e apliques em tecido.

7. Garrafa PET: camiseta feita com uma mistura de garrafas PET com fibras de algodão.

8. Jeans ecológico: o jeans usou algodão orgânico e tingimento natural.

9. Algodão: peças feitas com algodão orgânico colorido naturalmente.

10. Couro de peixe: sapatos e bolsas feitos com couro dos peixes tambaquis e tilápias.

A moda verde lança peças que atingem diversas tribos: há roupas chiques, casuais, exóticas, mas a maioria é muito parecida com as que  nós vemos nas prateleiras e nós podemos até confundir uma bolsa de lona de caminhão com uma de tecido sintético. Na vitrine, com o mesmo tingimento, as duas parecem feitas do mesmo material.

quinta-feira, 8 de março de 2012

Em Barcelona, bolsas feitas de banners usados são confeccionadas por detentos

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O EcoD já mostrou iniciativas de empresas que transformam banners comerciais em bolsas e estojos. Mas além da pegada sustentável de reutulização de materiais não recicláveis, a iniciativa da Vaho Trashion tem visão social.
É que além de coletar banners velhos das ruas ao redor de Barcelona, a companhia trabalha com projetos de reintegração social com a prisão Modelo de Barcelona. Os participantes do projeto usam vinagre como principal ferramenta para limpar a matéria-prima usada e recebem uma série de workshops para a confecção das bolsas.

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A Vaho mantém um processo de controle de qualidade enquanto trabalha com os diferentes projetos sociais. Entre as bolsas há estilos que variam entre sacolas e bolsas de mãos. 


Vivienne Westwood lança linha de bolsas feitas a partir de retalhos de lonas e banners

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Depois de lançar uma linha de sandálias feitas com plástico reciclado, a estilista inglesa Vivienne Westwood, conhecida pelo seu engajamento socioambiental, apresentou no final de 2010 a coleção de bolsas ecológicas produzidas em parceria com o Centro de Comércio Internacional.
São três modelos de bolsas feitas a partir de retalhos de tecido, lonas e banners reciclados. Todas são feitas manualmente por um grupo de 7 mil trabalhadoras de Nairobi, no Quênia.

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Elas fazem parte do Programa de Moda Ética do Centro de Comércio Internacional das Nações Unidas, que apoia mulheres em situação de pobreza extrema, mães solteiras e portadoras do vírus HIV, dando-lhes treinamento, emprego e renda fixa.
Por serem feitas artesanalmente e a partir de materiais reciclados, cada bolsa é exclusiva e tem uma aparência única.

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As bolsas foram apresentadas durante os desfiles da coleção Primavera/Verão 2011 e já estão à venda no site de Vivienne por £100 cada. A coleção é limitada e todo o dinheiro arrecadado é doado para programas de apoio às comunidades das trabalhadoras.


Fonte: http://www.ecodesenvolvimento.org.br/

Marca de acessórios eco-friendly cria bolsas a partir de restos de conversíveis

Lembram que no mês postei uma nota falando sobre uma marca que reutiliza cintos de segurança para fazer bolsas. Hoje trago outra noticia que fala obre reutilização de peças de carro para fazer acessórios/bolsas.

Leiam!!! É do site ECO-D, que tem sempre muitas noticias interessantes e atuais!!

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Todas as bolsas são feitas a partir de um elemento do Roadster/Fotos:Divulgação


A marca de acessórios eco-friendly, Carmina Campus, desenvolveu bolsas feitas a partir de partes de carros, como tela de teto conversível, quebra sol e estofados. Sob a direção da Fendi, a equipe de artesãos italianos transformaram os restos de conversíveis da Mini Roadster em 50 tipos de bolsas para homens e mulheres e pastas para laptop.

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"O Mini Roadster inspirou-me com muitos materiais, como a tela dos telhados conversíveis rejeitadas após os testes ou as pequenas placas de metais obtidos a partir de restos do corpo dos carros”, explicou Fendi, ao Ecouterre.


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Todas as bolsas são feitas a partir de um elemento do Roadster, tal como um identificador de carro, estofados excedentes ou um cinto de segurança. Como um símbolo de exclusividade, os interiores são bordados com um número único. Os preços variam entre 350 a 700 euros.

Fonte: http://www.ecodesenvolvimento.org.br/

Jovens empreendedores conhecem alternativas da Eco Moda

Nesta segunda-feira (5), a reunião do Núcleo do Jovem Empreendedor da CDL/Associação Empresarial de Maravilha ocorreu na Cris Regina Confecções. Na oportunidade, a nucleada Cristiane Regina Di Domenico apresentou o quadro Fique Sabendo, explanando sobre Eco Moda, ou, moda de baixo impacto ambiental.
Maravilha - Jovens empreendedores conhecem alternativas da Eco Moda
Segundo ela, a característica principal da Eco Moda é o respeito pelo meio ambiente. “Os produtos considerados ecologicamente corretos primam pela utilização de fibras e tintas naturais, tecidos em cuja produção não são usados produtos químicos, como fertilizantes e pesticidas, e ainda podem ser reciclados”, frisou.
Cristiane mostrou o trabalho de empresas que têm sua produção baseada em matérias-primas sustentáveis – tecidos ecológicos fabricados a partir da reciclagem de garrafas pet, grãos de café, bambu e algodão orgânico, por exemplo – e afirmou que os pequenos empreendimentos ainda não conseguem adotar essa prática devido ao custo elevado das peças. “O desenvolvimento sustentável é um grande desafio para a criação de novos produtos para o vestuário de moda, pois o ciclo de vida muito curto desses produtos e o apelo ao consumismo representam uma barreira”, destacou a empresária.
Uma forma de mudar este cenário, de acordo com ela, seria criar incentivos fiscais para aumentar a competitividade das empresas e estimular o consumo consciente por meio da mídia. “O produto do vestuário de moda exerce forte influência sobre as pessoas. Assim, propor produtos desenvolvidos com um apelo ecológico é um meio de estimular e consolidar o desenvolvimento sustentável e o consumo consciente”, finalizou Cristiane, que atua há quatro anos no ramo de confecções.
A próxima atividade do Núcleo do Jovem Empreendedor será dia 11 de abril, quando o supervisor estadual da Federação das Associações Empresariais de Santa Catarina (Facisc), Clóvis Consoli, participará do Business, trazendo sua experiência profissional aos nucleados.
Assessoria de Comunicação - CDL/Associação Empresarial de Maravilha

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

Bolsas feitas com a reutilização de cintos de segurança



Estima-se que hoje já existam de 1 bilhão de carros no mundo e a produção continua a todo vapor. Só no Brasil são comprados mais de 3,5 milhões de carros novos por ano, é muito carro né?
E ai surge a pergunta: Para aonde vão estes carros quando ficarem velhos ou quando não tiverem mais serventia? Enquanto a indústria automobilística não repensa o design e coloca em pauta a destinação dos carros, alguns designers reaproveitam os materiais descartados e os transformam em produtos incríveis.

Transformando cintos de segurança em bolsas


quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

Moda ecológica estimula consumo consciente

Numa época em que o desenvolvimento sustentável e a preservação do meio ambiente são preocupações recorrentes, é necessário colaborar na propagação da ideologia do “ecologicamente correto”. A indústria têxtil – um setor significativo da economia brasileira – aderiu à “onda verde” e, atualmente, a moda ecológica é responsável por movimentar entre R$ 270 e R$ 362 milhões por ano.
Conhecida também por ecomoda, esta tendência consiste em utilizar o que seria jogado fora para confeccionar roupas, sapatos e acessórios. As matérias-primas são as mais diversas: restos de madeira, garrafas PET, fibras de bambu, sementes, algodão orgânico, modal e lyocell (materiais provenientes da polpa da madeira de árvores reflorestadas) e, ainda, sobras de tecidos das fábricas. Vale tudo para aproveitar os materiais: a única restrição é com a madeira, que só pode ser usada se for certificada, ou seja, se contribuir para o desenvolvimento social e econômico das comunidades florestais das quais é retirada.
O problema é que, na imaginação de quem nunca viu os produtos da moda ecológica, fica difícil crer que uma camiseta feita de garrafa PET, por exemplo, possa realmente ficar bonita e fazer sucesso. No entanto, de acordo com Aline Schiengold, responsável pela criação da Bhuda Khe Rhi, marca especializada em roupas de ecomoda, a aceitação do público para com esse segmento tem sido grande. Tudo porque os tecidos ecológicos possuem características exclusivas na hora de atrair os consumidores. “O toque desses tecidos é extremamente agradável. Algumas cores tornam-se diferenciadas devido à composição do fio e, também, algumas fibras naturais como, por exemplo, a do bambu, têm características específicas, como maior evaporação de suor”, afirmou Aline.
Outra questão é que ainda existem pessoas que têm preconceitos em relação aos produtos sustentáveis, geralmente fazendo ligação com a ideologia hippie ou até mesmo com os “bichos-grilo” e “eco-chatos”, como foram apelidados os simpatizantes da causa verde.
O designer gráfico Paulo Rogério Nunes se descobriu apaixonado pelas roupas feitas de tecidos 100% orgânicos quando ganhou uma camisa de presente de aniversário de uma amiga. “É uma peça muito bem cortada, super sofisticada. Vou trabalhar com ela, saio para jantar. Se engana quem acha que vai sair vestido de bambu como se fosse um nativo. Muito pelo contrário. Descobri que é possível estar bem vestido e ajudar o meu planeta ao mesmo tempo”.
Em relação às diferenças entre as roupas comuns e as peças ecológicas, pode-se dizer que elas são similares quanto ao aspecto visual. Bruno Abrantes, um dos proprietários da loja Eco 3R, especializada em moda ecológica, ressaltou particularidades essenciais, que deveriam ser levadas em conta pelo consumidor na hora de optar ou não pelo produto ecológico. “As roupas que encontramos nas vitrines por aí não costumam ser benéficas ao meio ambiente em sua produção e descarte. Já as ecologicamente corretas poupam vidas, geram renda, são bonitas e colaboram muito para a preservação do meio ambiente”, explicou o lojista.
A moda ecológica, além de englobar a ideia da sustentabilidade e preservação do planeta, também está ligada ao social. Toda a produção de uma peça de roupa feita com garrafa PET, por exemplo, gera empregos para cooperativas de catadores, dando sustento para cerca de 250 mil trabalhadores dessa área, além de fábricas de tecidos e confecções. E, para a maioria das empresas desse ramo, um dos aspectos mais importantes de todo esse processo é o combate à exploração do trabalhador.
Acessórios
Outra manifestação da eco-moda são as biojóias. De acordo com o artesão Daniel Lopes, as peças são feitas principalmente de sementes de árvores, como a jarina, o babaçu e o tucumã. Além disso, a casca de ovo de avestruz e a madeira com certificação fazem parte das matérias-primas utilizadas.
Segundo Lopes, as pessoas gostam das biojóias ou jóias naturais, como ele prefere chamar. “As pessoas compram minhas peças também pelo design ou originalidade, mas acredito que, em geral, valorizam a matéria-prima e sua origem,  aumentando o número daqueles que se preocupam com consumo consciente e o meio ambiente”.
Independentemente do produto, Aline Schiengold acredita que a ecomoda seja uma saída eficiente para driblar os problemas ambientais que o planeta vivencia atualmente. “Fazer uma moda de sucesso com tecidos ecologicamente corretos é a prova de que há alternativas viáveis para colaborar com o planeta. O importante é buscar essas opções em todas as áreas do nosso cotidiano”, disse a estilista.
Preços
Aqueles que desejam exercitar o consumo consciente, no entanto, precisam saber que a sustentabilidade pode custar caro, literalmente: calcula-se que as roupas politicamente corretas custem 30% a mais que as tradicionais. Uma blusa de tecidoorgânico, por exemplo, chega a valer o triplo de uma blusa de algodão, poliéster ou nylon. O alto preço se justifica por uma série de razões.  Na confecção, não são utilizados tecidos importados, que, muitas vezes, são produzidos por mão de obra escrava ou explorada, como afirma o artesão Daniel Lopes.  Pela falta de demanda do mercado, trata-se, também, de produções em menor escala, o que aumenta o custo das peças.
Bruno Abrantes, da loja ECO 3R, diz que há consumidores que, por desconhecerem o processo de produção, reclamam dos preços. “Algumas pessoas costumam dizer que já que os materiais, teoricamente, vieram do lixo, deveriam ser de graça. Mas essa é uma ideia errada”.
Na tentativa de atingir todos os públicos, algumas empresas têm desenvolvido estratégias de redução de preço. É o caso da Hanesbrands, junto com a rede Wal-Mart e a Embrapa, que criaram calcinhas, cuecas, roupas para bebês e camisetas, todas sustentáveis, a preço popular. 
Claudio Stein, diretor e sócio da loja Bhuda Khe Rhi, admite que, para encontrar itens de boa qualidade no setor sustentável, ainda é preciso desembolsar um dinheiro a mais. Porém, Stein afirma que já é possível encontrar peças feitas a partir de garrafas PET recicladas com valores acessíveis. “A tendência é que, com a expansão desse mercado, a diferença entre os preços dos produtos ecológicos e não-ecológicos diminua cada vez mais”.

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

Desenhos das minhas alunas...

Ano passado falei para vocês que eu estava dando aulas de desenho de moda na escola onde trabalho... E agora quero mostrar uns desenhos das minhas alunas, de algumas atividades feitas nas aulas... foi no ano passado mas, ainda esta valendo... este ano farei novas oficinas... customização, desenho, moda... etc...

Julio Garcez Melo


Vitória Bobsin de Moraes



Iolanda Maria Clemêncio Pereira

Beatriz Andretti Silva Tremel

Juliana Yasmin Passos Karam