quinta-feira, 8 de março de 2012

Marca de acessórios eco-friendly cria bolsas a partir de restos de conversíveis

Lembram que no mês postei uma nota falando sobre uma marca que reutiliza cintos de segurança para fazer bolsas. Hoje trago outra noticia que fala obre reutilização de peças de carro para fazer acessórios/bolsas.

Leiam!!! É do site ECO-D, que tem sempre muitas noticias interessantes e atuais!!

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Todas as bolsas são feitas a partir de um elemento do Roadster/Fotos:Divulgação


A marca de acessórios eco-friendly, Carmina Campus, desenvolveu bolsas feitas a partir de partes de carros, como tela de teto conversível, quebra sol e estofados. Sob a direção da Fendi, a equipe de artesãos italianos transformaram os restos de conversíveis da Mini Roadster em 50 tipos de bolsas para homens e mulheres e pastas para laptop.

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"O Mini Roadster inspirou-me com muitos materiais, como a tela dos telhados conversíveis rejeitadas após os testes ou as pequenas placas de metais obtidos a partir de restos do corpo dos carros”, explicou Fendi, ao Ecouterre.


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Todas as bolsas são feitas a partir de um elemento do Roadster, tal como um identificador de carro, estofados excedentes ou um cinto de segurança. Como um símbolo de exclusividade, os interiores são bordados com um número único. Os preços variam entre 350 a 700 euros.

Fonte: http://www.ecodesenvolvimento.org.br/

Jovens empreendedores conhecem alternativas da Eco Moda

Nesta segunda-feira (5), a reunião do Núcleo do Jovem Empreendedor da CDL/Associação Empresarial de Maravilha ocorreu na Cris Regina Confecções. Na oportunidade, a nucleada Cristiane Regina Di Domenico apresentou o quadro Fique Sabendo, explanando sobre Eco Moda, ou, moda de baixo impacto ambiental.
Maravilha - Jovens empreendedores conhecem alternativas da Eco Moda
Segundo ela, a característica principal da Eco Moda é o respeito pelo meio ambiente. “Os produtos considerados ecologicamente corretos primam pela utilização de fibras e tintas naturais, tecidos em cuja produção não são usados produtos químicos, como fertilizantes e pesticidas, e ainda podem ser reciclados”, frisou.
Cristiane mostrou o trabalho de empresas que têm sua produção baseada em matérias-primas sustentáveis – tecidos ecológicos fabricados a partir da reciclagem de garrafas pet, grãos de café, bambu e algodão orgânico, por exemplo – e afirmou que os pequenos empreendimentos ainda não conseguem adotar essa prática devido ao custo elevado das peças. “O desenvolvimento sustentável é um grande desafio para a criação de novos produtos para o vestuário de moda, pois o ciclo de vida muito curto desses produtos e o apelo ao consumismo representam uma barreira”, destacou a empresária.
Uma forma de mudar este cenário, de acordo com ela, seria criar incentivos fiscais para aumentar a competitividade das empresas e estimular o consumo consciente por meio da mídia. “O produto do vestuário de moda exerce forte influência sobre as pessoas. Assim, propor produtos desenvolvidos com um apelo ecológico é um meio de estimular e consolidar o desenvolvimento sustentável e o consumo consciente”, finalizou Cristiane, que atua há quatro anos no ramo de confecções.
A próxima atividade do Núcleo do Jovem Empreendedor será dia 11 de abril, quando o supervisor estadual da Federação das Associações Empresariais de Santa Catarina (Facisc), Clóvis Consoli, participará do Business, trazendo sua experiência profissional aos nucleados.
Assessoria de Comunicação - CDL/Associação Empresarial de Maravilha

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

Bolsas feitas com a reutilização de cintos de segurança



Estima-se que hoje já existam de 1 bilhão de carros no mundo e a produção continua a todo vapor. Só no Brasil são comprados mais de 3,5 milhões de carros novos por ano, é muito carro né?
E ai surge a pergunta: Para aonde vão estes carros quando ficarem velhos ou quando não tiverem mais serventia? Enquanto a indústria automobilística não repensa o design e coloca em pauta a destinação dos carros, alguns designers reaproveitam os materiais descartados e os transformam em produtos incríveis.

Transformando cintos de segurança em bolsas


quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

Moda ecológica estimula consumo consciente

Numa época em que o desenvolvimento sustentável e a preservação do meio ambiente são preocupações recorrentes, é necessário colaborar na propagação da ideologia do “ecologicamente correto”. A indústria têxtil – um setor significativo da economia brasileira – aderiu à “onda verde” e, atualmente, a moda ecológica é responsável por movimentar entre R$ 270 e R$ 362 milhões por ano.
Conhecida também por ecomoda, esta tendência consiste em utilizar o que seria jogado fora para confeccionar roupas, sapatos e acessórios. As matérias-primas são as mais diversas: restos de madeira, garrafas PET, fibras de bambu, sementes, algodão orgânico, modal e lyocell (materiais provenientes da polpa da madeira de árvores reflorestadas) e, ainda, sobras de tecidos das fábricas. Vale tudo para aproveitar os materiais: a única restrição é com a madeira, que só pode ser usada se for certificada, ou seja, se contribuir para o desenvolvimento social e econômico das comunidades florestais das quais é retirada.
O problema é que, na imaginação de quem nunca viu os produtos da moda ecológica, fica difícil crer que uma camiseta feita de garrafa PET, por exemplo, possa realmente ficar bonita e fazer sucesso. No entanto, de acordo com Aline Schiengold, responsável pela criação da Bhuda Khe Rhi, marca especializada em roupas de ecomoda, a aceitação do público para com esse segmento tem sido grande. Tudo porque os tecidos ecológicos possuem características exclusivas na hora de atrair os consumidores. “O toque desses tecidos é extremamente agradável. Algumas cores tornam-se diferenciadas devido à composição do fio e, também, algumas fibras naturais como, por exemplo, a do bambu, têm características específicas, como maior evaporação de suor”, afirmou Aline.
Outra questão é que ainda existem pessoas que têm preconceitos em relação aos produtos sustentáveis, geralmente fazendo ligação com a ideologia hippie ou até mesmo com os “bichos-grilo” e “eco-chatos”, como foram apelidados os simpatizantes da causa verde.
O designer gráfico Paulo Rogério Nunes se descobriu apaixonado pelas roupas feitas de tecidos 100% orgânicos quando ganhou uma camisa de presente de aniversário de uma amiga. “É uma peça muito bem cortada, super sofisticada. Vou trabalhar com ela, saio para jantar. Se engana quem acha que vai sair vestido de bambu como se fosse um nativo. Muito pelo contrário. Descobri que é possível estar bem vestido e ajudar o meu planeta ao mesmo tempo”.
Em relação às diferenças entre as roupas comuns e as peças ecológicas, pode-se dizer que elas são similares quanto ao aspecto visual. Bruno Abrantes, um dos proprietários da loja Eco 3R, especializada em moda ecológica, ressaltou particularidades essenciais, que deveriam ser levadas em conta pelo consumidor na hora de optar ou não pelo produto ecológico. “As roupas que encontramos nas vitrines por aí não costumam ser benéficas ao meio ambiente em sua produção e descarte. Já as ecologicamente corretas poupam vidas, geram renda, são bonitas e colaboram muito para a preservação do meio ambiente”, explicou o lojista.
A moda ecológica, além de englobar a ideia da sustentabilidade e preservação do planeta, também está ligada ao social. Toda a produção de uma peça de roupa feita com garrafa PET, por exemplo, gera empregos para cooperativas de catadores, dando sustento para cerca de 250 mil trabalhadores dessa área, além de fábricas de tecidos e confecções. E, para a maioria das empresas desse ramo, um dos aspectos mais importantes de todo esse processo é o combate à exploração do trabalhador.
Acessórios
Outra manifestação da eco-moda são as biojóias. De acordo com o artesão Daniel Lopes, as peças são feitas principalmente de sementes de árvores, como a jarina, o babaçu e o tucumã. Além disso, a casca de ovo de avestruz e a madeira com certificação fazem parte das matérias-primas utilizadas.
Segundo Lopes, as pessoas gostam das biojóias ou jóias naturais, como ele prefere chamar. “As pessoas compram minhas peças também pelo design ou originalidade, mas acredito que, em geral, valorizam a matéria-prima e sua origem,  aumentando o número daqueles que se preocupam com consumo consciente e o meio ambiente”.
Independentemente do produto, Aline Schiengold acredita que a ecomoda seja uma saída eficiente para driblar os problemas ambientais que o planeta vivencia atualmente. “Fazer uma moda de sucesso com tecidos ecologicamente corretos é a prova de que há alternativas viáveis para colaborar com o planeta. O importante é buscar essas opções em todas as áreas do nosso cotidiano”, disse a estilista.
Preços
Aqueles que desejam exercitar o consumo consciente, no entanto, precisam saber que a sustentabilidade pode custar caro, literalmente: calcula-se que as roupas politicamente corretas custem 30% a mais que as tradicionais. Uma blusa de tecidoorgânico, por exemplo, chega a valer o triplo de uma blusa de algodão, poliéster ou nylon. O alto preço se justifica por uma série de razões.  Na confecção, não são utilizados tecidos importados, que, muitas vezes, são produzidos por mão de obra escrava ou explorada, como afirma o artesão Daniel Lopes.  Pela falta de demanda do mercado, trata-se, também, de produções em menor escala, o que aumenta o custo das peças.
Bruno Abrantes, da loja ECO 3R, diz que há consumidores que, por desconhecerem o processo de produção, reclamam dos preços. “Algumas pessoas costumam dizer que já que os materiais, teoricamente, vieram do lixo, deveriam ser de graça. Mas essa é uma ideia errada”.
Na tentativa de atingir todos os públicos, algumas empresas têm desenvolvido estratégias de redução de preço. É o caso da Hanesbrands, junto com a rede Wal-Mart e a Embrapa, que criaram calcinhas, cuecas, roupas para bebês e camisetas, todas sustentáveis, a preço popular. 
Claudio Stein, diretor e sócio da loja Bhuda Khe Rhi, admite que, para encontrar itens de boa qualidade no setor sustentável, ainda é preciso desembolsar um dinheiro a mais. Porém, Stein afirma que já é possível encontrar peças feitas a partir de garrafas PET recicladas com valores acessíveis. “A tendência é que, com a expansão desse mercado, a diferença entre os preços dos produtos ecológicos e não-ecológicos diminua cada vez mais”.

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

Desenhos das minhas alunas...

Ano passado falei para vocês que eu estava dando aulas de desenho de moda na escola onde trabalho... E agora quero mostrar uns desenhos das minhas alunas, de algumas atividades feitas nas aulas... foi no ano passado mas, ainda esta valendo... este ano farei novas oficinas... customização, desenho, moda... etc...

Julio Garcez Melo


Vitória Bobsin de Moraes



Iolanda Maria Clemêncio Pereira

Beatriz Andretti Silva Tremel

Juliana Yasmin Passos Karam



quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

Customizar: O verbo da Sustentabilidade!!!

Olá queridos leitores, ando meio longe do meu blog, é a correria da vida mesmo, mas hoje trago a vocês um artigo muito especial, escrito por mim, Micheli Hoffmann, que envolve Moda e Sustentabilidade!

Quero falar de Customização!
Hoje em dia com tudo que vemos na TV sobre os ataques ao meio ambiente, começamos a pensar em como amenizar estes problemas ambientais, o primeiro deles seria diminuir a quantidade de lixo que geramos. Isso envolve a conscientização das pessoas com relação ao consumismo, consumo sem necessidade e desenfreado. O consumismo está quase que inerente a Moda, porque ela “dita” que devemos renovar o guarda-roupa a cada semestre/estação. Este consumismo está intimamente ligado ao desejo do “TER”, que acaba deixando de lado o “SER”. E com isso tudo que nos tornamos uma sociedade de aparências e não de conteúdo. Deixando claro que falo de uma parcela da sociedade muito grande, mas que não é de 100%.
O problema é que com isso tudo, vai crescendo cada vez mais o acumulo de lixo no Planeta. Porque para onde vai toda essa roupa que não usamos mais? Muitas pessoas doam para pessoas carentes, outras doam para parentes ou jogam no lixo mesmo. Mas essas pessoas são poucas na sociedade. E por isso o acumulo é exorbitante!
Precisamos pensar em algo para colaborar com o nosso planeta, então não venho trazer nenhuma novidade, venho falar de algo que já existe desde a época dos Hippies, mas que cresce cada vez mais. Vim lançar uma campanha: VAMOS CUSTOMIZAR!!!

Segundo o site Wikipédia.org, “a palavra customização é empregada no sentido de personalização, adaptação. Desta forma, customizar é adaptar algo de acordo com o gosto ou necessidade de alguém. Customização pode ser entendida como sendo adequação ao gosto do cliente. (...) O termo customização é muito utilizado no mundo da moda para designar peças de roupas compradas prontas e depois modificadas por seus donos para tornarem-se diferentes e exclusivas. As roupas normalmente mais customizadas são as camisetas por permitirem uma variedade de possibilidades, tanto às camisetas básicas do dia a dia e como as chamadas abadás, que funcionam como "camisetas ingresso" para festas, baladas e carnavais. Essas modificações podem ser feitas com recortes, costuras, tingimentos e aplicações.
Vantagens da Customização:
- Baixo custo – sai muito mais barato transformar um look usado em um novo.
- Peças exclusivas: na customização o estilista é o (a) aluno (a). Ninguém vai ter uma blusinha igual, porque o (a) aluno (a) terá dado um toque particular.
- Aproveitamento de roupas usadas como, por exemplo, aquela calça jeans que rasgou com aquele tombo, ou a roupa usada de uma prima que ninguém pode saber que lhe repassou.
Visando isso as escritoras, Faith Blakeney, Ellen Schultz, Justina Blakeney, lançaram o livro “99 Formas de cortar, costurar e enfeitar seu jeans”, pela editora SENAC SP e as escritoras Faith Blakeney, Anka Livakovic, Justina Blakeney, Ellen Schultz, também lançaram, pela mesma editora, o livro “99 Formas de cortar, costurar, franzir e amarrar sua camiseta, transformando-a em algo especial”. Os livros mostram passo-a-passo 99 formas de modificar sua roupa, com essas idéias e sua criatividade, você estará ajudando o planeta, economizando e ganhando uma roupa nova, transformando sua velha.
Você pode encontrar estes livros em qualquer livraria ou em sebos, eu recomendo!
A capa dos livros:

Fonte dos conceitos: wikipedia.org

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

Moda Sustentável

Existe lojas especializadas em fabricar roupas e calçados de uma maneira ecológica. O que é ótimo para o planeta. Mas quando se fala em moda feita a partir de materiais reciclados ainda rola um preconceito. "Será que é bonito? E a qualidade?"

Tem gente que acha que só por que algo é ecológico na primeira lavagem vai se despedaçar. Mas não é assim. É uma roupa como qualquer outra. A diferença é que foi feita a partir de materiais reciclados ou tecidos naturais. O que torna a roupa ecológica! Isso é ótimo para o futuro do planeta e o nosso. A moda sustentável promete ser o que vai dominar daqui á alguns anos (Não só a moda!). Várias grifes já usaram em seus desfiles e continuam apostando nisso. Veja outros exemplos de moda sustentável aqui.



Aqui no Brasil tem a loja mineira Green Co. que produz roupas e calçados a partir de fibras naturais, materiais reciclados, tecidos orgânicos e reciclados, algodão orgânico e linho. As peças são extremamente lindas, com tendências e eu estou louca por uma.
Fonte: http://heleninhanunes.blogspot.com/

Moda sustentável ganha espaço no Brasil

Materiais que iriam para o lixo são usados para fazer bolsas e acessórios
O que se fala no momento é em moda sustentável. O tema ganhou mais espaço entre quem, além de fazer belas peças, se preocupa com os materiais que utiliza. Tudo para preservar o planeta e achar uma nova função para o que iria ser jogado no lixo. Produtos orgânicos, forma de fabricação com menos poluentes e mão de obra são outros pontos analisados na hora de classificar as produções ecofashion.  

No Brasil, o movimento ainda engatinha, mas as pessoas aos poucos vão percebendo que o que se veste influencia diretamente o meio ambiente, causando impactos até então desprezados. Os clientes estão mais conscientes e preocupados com o futuro do planeta e a demanda para esse novo luxo do momento vai desde os tecidos das roupas a acessórios como joias e bolsas.

O designer de bolsas Wagner Vidinha, formado pela Escola de Belas Artes da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), há 15 anos utiliza lona de caminhão para confecção de bolsas. Suas peças em estilo hippie demonstram preocupação e respeito à natureza.
“Tenho alguns contatos na Penha, onde tem ponto de caminhoneiros. Lá compramos as lonas velhas. Depois as encaminhamos para a lavanderia industrial, onde acontece o processo de limpeza e do possível tingimento, pois nem todas são tingidas. A cor natural já tem uma característica envelhecida de que gosto. Posteriormente, ela vem para o ateliê de desenvolvimento. Tudo passa por mim e todos os desenhos sou eu quem faz. Vivi os anos 1970, inclusive com essa consciência de reuso. Acho legal, por exemplo, pagar menos pela roupa e reaproveitar as dos pais”, revela o designer, que vende suas peças personalizadas por preços que variam entre R$ 100 e R$ 800.
O designer faz ainda parceria com o Projeto Sacolon, patrocinado pela CCR Ponte, executado pelas artesãs da Cooperativa Mulheres Arteiras, do Badu. As bolsas do designer não são guardadas em caixas, mas em sacolas de lonas de publicidade expostas na Ponte e transformadas em embrulhos de presentes pelas artesãs.
“O grande problema do planeta somos nós. Tenho seis filhos. Temos que pensar nas futuras gerações e fazer nossa parte, que vai da consciência de não jogar lixo no chão até reaproveitar o que for possível no cotidiano”, conta.
Cimento, pirita, pó de tijolo e por aí vai
Cimento, pirita, asas de besouro, pó de tijolo, prata reciclada, borracha e papel são alguns dos materiais utilizados pela designer Silvia Blumberg para confecção de suas joias. Seguindo o espírito ecofashion, suas peças fazem tanto sucesso que já foram parar entre os personagens da novela “Fina Estampa” para compor o visual de personagens como a jornalista Marcela, interpretada pela atriz Suzana Pires, e a estudante Patrícia, personagem da atriz Adriana Birolli.
“Cada coleção carrega um momento de minhas emoções. As joias com aproveitamento de resíduos da construção civil, por exemplo, representam meu grito de atenção à ocupação desordenada, à falta de cuidado com restos de materiais que causam enchentes e o meu profundo desejo de colaborar para a preservação do meio ambiente”.
Silvia já participou de exposições no Fashion Rio e em Nova York e foi a primeira designer mulher a criar uma coleção de peças eróticas feitas com material reciclável.
“Esta coleção nasceu de um desafio que recebi de um cliente de atacado. Uma ‘socialite’ desejava fazer uma brincadeira com uma amiga e queria um pingente em ouro no formato de pênis. Eu entrei no desafio como se fosse uma grande brincadeira. Depois de pronto, achei que ele precisava de companhia e iniciei minha criação para o resto das áreas íntimas. O resultado foi ótimo. Nunca pensei que seria tão assediada pela mídia”, conta a designer.
De acordo com Silvia, não foi ela quem escolheu trabalhar com o material reaproveitado, mas ele quem a escolheu.
“É de uma beleza e leveza impressionante. Tenho muito orgulho desta coleção e acredito que vou conseguir ajudar projetos de inclusão social através destas peças”, diz.

O FLUMINENSE