segunda-feira, 3 de novembro de 2014

Slow Fashion: o desafio da sustentabilidade

Slow Fashion não é a típica tendência de moda sazonal, é um movimento que está ganhando força e é provável que veio para ficar. Hoje a indústria mainstream da moda depende de produção globalizada, onde roupas são produzidas a partir da fase de concepção para o varejo em apenas algumas semanas. Com os varejistas que vendem as últimas tendências da moda a preços muito baixos, os consumidores são facilmente seduzidos a comprar mais do que precisam. Mas esse consumo excessivo vem com uma etiqueta de preço oculto, e é o meio ambiente e os trabalhadores na cadeia de abastecimento que pagam.

A indústria da moda está contribuindo para o desafio da sustentabilidade de hoje em diversas maneiras. Atualmente, usa um fluxo constante de recursos naturais para produzir peças de vestuário ‘fast fashion’. No modo de funcionamento, esta indústria está constantemente contribuindo para o esgotamento dos combustíveis fósseis, utilizados, por exemplo, na indústria têxtil, vestuário, produção e transporte. Reservatórios de água doce também estão sendo cada vez mais reduzidos para a irrigação do algodão nas safras. A indústria da moda também está lançando de forma sistemática, e em quantidades cada vez maiores, compostos artificiais como pesticidas e fibras sintéticas, o que aumenta a sua persistente presença na natureza.

Como resultado, alguns recursos naturais estão em perigo e as florestas e os ecossistemas estão sendo danificados ou destruídos por coisas tais como a produção de fibras, levando a problemas como secas, desertificação e não menos importante, as alterações climáticas, que estão afetando a sociedade em geral.Para visualizar de forma simples o desafio da sustentabilidade da indústria da moda atual, a metáfora do funil é usado para demonstrar que, se o comportamento de consumo da indústria da moda, incluindo os consumidores, continuar aumentando no ritmo atual, o impacto sobre a ambiente social e ecológico também irá aumentar. Isto leva a um espaço de tempo muito limitado para a indústria lidar com esses impactos no futuro e resolver os problemas que a sociedade enfrenta hoje. Isto é simbolizado pelas paredes inclinadas do funil.

Usando esta metáfora, podemos tirar a conclusão de que, se não quer bater nas paredes de estreitamento do funil, temos que redesenhar as práticas insustentáveis ​​atuais na sociedade, incluindo a indústria da moda. Essa mudança, se alcançada, é provável que resulte em um retorno gradual ao equilíbrio, onde o comportamento social não estará em conflito com os recursos naturais, e a indústria da moda poderá continuar sem comprometer a saúde das pessoas e do nosso planeta.

Slow Fashion representa todas as coisas “eco”, “ética” e “verde” em um movimento unificado. Ele foi criado por Kate Fletcher, do Centro de Moda Sustentável, quando a moda foi comparada com a experiência Slow Food. Carl Honoré, autor do livro “In Praise of Slowness“, diz que a “abordagem lenta” intervém como um processo revolucionário no mundo contemporâneo, pois incentiva a tomada de tempo para garantir uma produção de qualidade, para dar valor ao produto, e contemplar a conexão com o meio ambiente.
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Por ser uma forma lenta a emergir como um modelo de moda sustentável, uma equipe de três pesquisadores do Mestrado em Liderança Estratégica para programa de Sustentabilidade na Suécia, recomendou que os valores do Slow Fashion fossem usados para guiar toda a cadeia de abastecimento. Eles olharam atentamente para as ações positivas que estavam acontecendo e também se voltou para as indústrias de alimentos, design e agricultura em busca de inspiração.

Esses valores não são destinados a ser uma resposta para toda a solução, mas podem estimular a criatividade e ser adaptado. Eles têm a intenção de desencadear uma conversa com os designers, fabricantes, varejistas e outros no movimento Slow Fashion sobre quem eles são, onde estão indo e como suas ações podem ter um impacto maior.

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1. Análise: os produtores adeptos ao Slow Fashion reconhecem que eles estão todos interligados ao sistema ambiental e social maior e tomam decisões em conformidade. Slow Fashion incentiva uma abordagem do pensamento sistêmico, porque reconhece que os impactos de nossas escolhas coletivas podem afetar o ambiente e as pessoas.

2. Retardar o consumo: Redução de matérias-primas, diminuindo a produção de moda pode permitir que as capacidades regenerativas da Terra a ter lugar. Isso vai aliviar a pressão sobre os ciclos naturais para produção de moda pode ser em um ritmo saudável, com o que a Terra pode oferecer.

3. Diversidade: produtores Slow Fashion se esforçam para manter a diversidade ecológica, social e cultural. A biodiversidade é importante porque oferece soluções para as mudanças climáticas e a degradação ambiental. Modelos de negócios diversificados e inovadores são incentivados, como designers independentes, feirinhas de moda, lojas incubadoras (onde abrigam e vendem produtos de novos estilistas), brechós, lojas que vendem peças de segunda mão ou vintage, ateliês e artesãos que produzem com materiais reciclados, lojas de aluguéis de roupa, clubes e oficinas de tricô local e eventos de doação ou troca de peças do vestuário são todos reconhecidos no movimento. Manter vivo os métodos tradicionais de confecção ou as técnicas artesanais de tingimento também dá vitalidade e significado para o produto e de como ele foi feito.

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4. Respeitando as pessoas: Participar em campanhas e códigos de conduta podem ajudar a garantir o tratamento justo dos trabalhadores. Algumas marcas aderiram a Asian Floor Wage Alliance, Ethical Trading Initiative, e a Fair Wear Foundation, entre outros. Confecções também estão apoiando as comunidades locais, oferecendo o desenvolvimento de habilidades e ajudando a negociar.

 5. Reconhecendo as necessidades humanas: Designers podem satisfazer as necessidades humanas através de co-criação de peças de vestuário e oferecendo moda com significado emocional. Ao contar a história por trás de uma peça de roupa ou convidando o cliente a fazer parte do processo de design, as necessidades de criatividade, identidade e participação pode ser satisfeita.

6. Construir relacionamentos: Colaboração e co-criação de garantir relações de confiança e duradouras que vão criar um movimento mais forte. Construir relacionamentos entre produtores e co-produtores é uma parte fundamental do movimento.

7. Desenvoltura: marcas Slow Fashion se concentram em usar materiais e recursos locais, quando possível e tentam apoiar o desenvolvimento de empresas e competências locais.

8. Manter a qualidade e beleza: Incentivar design clássico sobre as tendências futuras irá contribuir para a longevidade das roupas. Uma série de designers de moda podem assegurar a longevidade de suas roupas com a terceirização de tecidos de alta qualidade, oferecendo cortes tradicionais e criar belas peças atemporais.

9. Rentabilidade: Produtores Slow Fahion precisam sustentar os lucros e aumentar a sua visibilidade no mercado para ser competitivo. Os preços são muitas vezes maior, porque eles incorporam recursos sustentáveis ​​e salários justos.

10. Consciência: Tomar decisões baseadas em paixões pessoais, a consciência da conexão com os outros e do meio ambiente, bem como a vontade de agir de forma responsável. Dentro do movimento Slow Fashion, muitas pessoas amam o que fazem, e aspiram a fazer a diferença no mundo de uma forma criativa e inovadora.

segunda-feira, 27 de outubro de 2014

Moda sustentável: Um estudo de maquinários

Acervo pessoal

Moda e sustentabilidade é um tema recorrente nos dias atuais. Para tanto é fundamental que o designer se coloque diante das tecnologias de forma receptiva. Os profissionais devem estar abertos às inovações, atualizando velhas metodologias, otimizando e abstraindo novas ideias e funcionalidades. Esse é o desafio que proporciona progressos inesperados no campo da moda.

No desenvolvimento do produto, ao final do processo, na parte do acabamento ou beneficiamento existem algumas técnicas consideradas tecnologias inovadoras que promovem a substituição de práticas convencionais pelas de menor impacto ambiental. A primeira é o desgaste a laser que é capaz de reproduzir os padrões de desgaste e os processos a seco do jeans, evitando dessa forma os processos manuais de lixamento e o sandblasting, que são processos prejudiciais à saúde do trabalhador.

Existem no mercado ecolavadoras de última geração que funcionam apenas com oxigênio ativo e ozônio, o que permite dar ao jeans um aspecto envelhecido sem a utilização de água e de produtos químicos. Obviamente, este método é mais caro do que lavar com alvejante tradicional, todavia, o fato de não poluir a água residual, que terá que ser limpa posteriormente, compensa os custos de investimentos de maquinários, além de reduzir os gastos com energia decorrentes das lavagens convencionais.

Outra tecnologia existente é o amaciamento com nanobolhas onde reduz o tempo do processo tradicional e requer três etapas: lavagem, centrifugação e secagem em máquinas secadoras. O amaciante com as nanobolhas evita um dos banhos, graças ao seu sistema micronizado, que distribui a mistura de nanobolhas dentro do tambor. Tendo em vista que o uso de água durante esse processo é menor, a centrifugação deixa de ser necessária, reduzindo o tempo de secagem na secadora e fazendo com que consuma menos água e energia.

Referência: 
SALCEDO, Elena. Moda ética para um futuro sustentável.

Por Francys Saleh
Designer e Docente no curso de design de moda na Universidade Católica de Pelotas (UCPEL)

quarta-feira, 22 de outubro de 2014

Reciclagem na Moda

Sabe aquela calça ou camiseta que você já se cansou de usar? Pois elas podem se transformar em novas peças e com muito charme, sabia? Pesquisei na internet e encontrei estes modelitos muito charmosos e fáceis de fazer. Tudo muito simples e descomplicado, porém com muito estilo e charme.
Na foto abaixo, uma camiseta de malha mescla foi totalmente recriada com renda.


Nesta outra dica, uma calça básica se transforma num short.
Deixe a camiseta básica com ares de festa.

Você diria que esta linda blusa foi uma camiseta sem gracinha? Creio que não...
Olha só que gracinha! Uma camiseta de festa com tule bordado. Veja o passo-a-passo ao lado e divirta-se. Ela ficará linda com uma saia rodada ou de pregas para usar na balada e também com calça jeans para o dia a dia.

Fonte: Audaces.com

3R's – A Sustentabilidade na Moda

"O desenvolvimento que satisfaz as necessidades do presente sem comprometer a capacidade das gerações futuras de satisfazerem suas próprias necessidades" é o conceito criado em 1987 pela Comissão Mundial sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento para designar a ideia de Sustentabilidade.

As questões de sustentabilidade social, econômica e ambiental têm ganho expressivo destaque na mídia e nas reuniões gerenciais e, não seria diferente, também chegaram à Indústria da Moda.

A moda, aliás, foi colocada no centro dessas discussões, uma vez que no passado foi a força motriz do consumo conspícuo, além de promover severa degradação nos rios a partir dos processos de tinturaria nas tecelagens. Mas isso tudo ficou – praticamente – no passado.

Hoje o estilo individual favorece a atemporalidade das roupas em detrimento a efemeridade das tendências de moda. Os brechós e a customização tornaram-se sinônimo de cool e os processos produtivos, como a tinturaria, estão cada vez mais limpos.

Essa evolução pode ser facilmente entendida a partir do fluxo da metodologia dos 3Rs, oriunda da hierarquia dos resíduos usada na gestão de resíduos sólidos, que consiste em prevenir a geração de resíduos (reduzir), reaproveitar resíduos (reutilizar) e, quando nada mais for possível, parte-se para recuperação dos resíduos (reciclagem).

1. Reduzir – na indústria de confecção e varejo, reduzir significa a otimização dos processos, isto é, coleções mais adequadas ao perfil do consumidor, com maior qualidade e durabilidade. A redução de retalhos de tecidos também deve ser uma meta na gestão de resíduos e, para isso, hoje há softwares como o Audaces Vestuário Encaixe que otimizam o encaixe na hora do corte minimizando as perdas.

2. Reutilizar - é dar novo uso a um material que já foi usado, isso pode significar o aproveitamento de retalhos para criação de novos modelos ou variantes a partir de coordenações, ou mesmo a destinação dos resíduos para uma categoria de produtos completamente diferente, como os exemplos abaixo de uma poltrona e uma bolsa feitos com restos de denim. Os brechós também ressignificam peças que não servem mais aos interesses do proprietário, mas que ainda têm boas condições para outros. 

3. Reciclar - é transformar de modo artesanal ou industrial um produto usado em um novo produto, igual ou diferente do original. Essa transformação deve ser química e/ou física e é a última opção na gestão de um resíduo. Hoje já existem processos de reciclagem em larga escala para tecidos sintéticos e naturais.
Tecidos 100% reciclados feitos pela Denovo.

Fonte: Audaces.com

quinta-feira, 9 de outubro de 2014

Empresa de SC fabrica camiseta com 100 metros de comprimento com tecido feito de garrafa PET

Objetivo é entrar para Guiness Book e arrecadar recursos para Rede Feminina de Combate ao Câncer

Empresa de Navegantes fabrica camiseta com 100 metros de comprimento Marcos Porto/Agencia RBS
Uma empresa de Navegantes pretende entrar para o Guiness Book, o livro do recordes, por fazer a maior camiseta ecológica do mundo. Nesta quinta-feira, a Equilibrios, responsável pela confecção, apresentou parte da peça, que terá 100 metros comprimento — três vezes maior que o Cristo Redentor (veja mais abaixo). O modelo ficará pronto no dia 11 de outubro, quando será exposto à comunidade.

A camiseta gigante será rosa, em alusão ao Outubro Rosa — campanha mundial para conscientização contra o câncer de mama — e a iniciativa vai arrecadar recursos para a Rede Feminina de Combate ao Câncer de Mama (RFCC). Para confecção do tecido foram usadas 30 mil garrafas pet e 85 rolos de malha. A produção envolve 80 pessoas direta e indiretamente. Ao final, o modelo terá 13,5 mil metros quadrados.


O evento de reconhecimento do recorde contará com a presença de um juiz oficial do Guiness Book vindo Londres. A camiseta será hasteada com ajuda de dois guindastes e cerca de 2 mil metros de cordas, também feitas com garrafas pet. Depois de certificada, a peça vai se transformar em 10 mil camisetas, que serão vendidas pela empresa ao custo de R$ 25 (primeiro lote). Do total arrecadado, 40% será destinado a RFCC — 2% irão para as esferas nacional e estadual do movimento e o restante para a municipal.

A presidente nacional da Rede Feminina, Aglaê Nazário de Oliveira, conta que para a entidade a ação é importante tanto pela ajuda como pela divulgação do trabalho desenvolvido.

— Para nós, que sobrevivemos de doações, é muito importante para dar continuidade aos atendimentos. Ficamos orgulhosas de ser convidadas para essa ação, isso traz credibilidade ao nosso trabalho — afirma.

A Rede Feminina atua principalmente na prevenção do câncer de colo de útero e de mama. A entidade oferece exames, banco de perucas e atendimentos com psicólogo, nutricionista e fisioterapeuta, entre outros profissionais.

Ação social e ambiental

A camiseta gigante está 80% concluída, faltando apenas acabamentos. No próximos dias, a empresa vai transferir os trabalhos para outro galpão, onde tenha mais espaço para acertar detalhes. O diretor da Equilibrios, Rogério Tomaz Corrêa, explica que além de apoiar uma causa social e defender ações ambientais, a ação irá comemorar os 20 anos de atuação da fábrica.

Comparando

- A camiseta vai ultrapassar a altura de um prédio de 33 andares
- Será três vezes maior que o Cristo Redentor
- Pode cobrir mais de três campos de futebol oficiais
- Será mais alta que a Estátua da Liberdade dos Estados Unidos
- Terá altura equivalente a 63 carros populares empilhados
- 25 motos entrariam lado a lado apenas na gola da peça

A camiseta gigante

Para a confecção da peça gigante foram necessárias cerca de 30 mil garrafas pets, 85 rolos de malha fabricados especialmente para a camiseta e uma numerosa equipe envolvida na produção, entre costureiras, engenheiros e especialistas na área têxtil. A maior tinturaria das Américas, Tinturaria Florisa, localizada na cidade de Brusque (SC) foi a responsável pela coloração da malha.

Também foram utilizados cerca de 2 mil metros de cordas (também produzidas de garrafas pets) que serão utilizadas para a estabilização no dia do hasteamento por dois guindastes de grande porte. A parceira da Pré-metal estruturas metálicas, empresa com 15 anos de experiência, situada em Guaramirim (SC), forneceu a estrutura metálica que sustentará a peça gigante. Toda a malha chegará aos incríveis 13.500², o que daria para cobrir mais de três campos de futebol oficiais. Além de promover a consciência ecológica e a preservação do meio ambiente, a ação arrecadará recursos para a RFCC e irá enaltecer o tradicional "Outubro Rosa".

quinta-feira, 2 de outubro de 2014

Algodão colorido selvagem é 'domesticado' e vira artigo de exportação

Espécie de algodão colorido produzido no interior da Paraíba
Espécie de algodão colorido produzido no interior da Paraíba

Utilizado na confecção de roupas há mais de 4.000 anos, o algodão colorido perdeu espaço para o tipo branco no século 19, pois tinha fibras fracas que se quebravam nas máquinas. Porém, com um trabalho de melhoramento genético nos últimos anos, o algodão colorido ficou mais resistente e volta a ter valor de mercado.

Após o cruzamento com o algodão branco comercial, em um trabalho desenvolvido pela Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária) no início de 2000, o tipo colorido do algodão voltou a ser produzido em escala comercial e já é exportado para França, Japão, Estados Unidos e Alemanha.

A principal vantagem do algodão colorido é o menor impacto ambiental. Uma peça de roupa feita com o produto utiliza, em média, apenas 10% da água gasta em uma confecção tradicional. Além disso, o produto é valorizado por ser orgânico, ou seja, não utiliza agrotóxicos ou adubos artificiais.

Algodão colorido representa menos de 1% do mercado
Apesar de todos os benefícios ambientais, o algodão colorido ainda representa menos de 1% da produção nacional do setor. E não deve passar muito disso, segundo especialistas.

"Ele se encaminha muito bem para o nicho, para pequenas e médias propriedades; não deve aumentar muito a área total plantada no país", disse Lucílio Alves, que pesquisa o mercado do produto no Cepea (Centro de Pesquisa Agropecuária).

Por ser um produto de nicho, o algodão colorido é mais caro do que o tradicional. Enquanto o quilo do algodão branco sai por R$ 5, a mesma quantidade do produto colorido é vendida por R$ 8,5 (70% mais cara).

O produto é desenvolvido em cinco cores: marrom claro, marrom escuro, vermelho claro, vermelho escuro e verde.

Algodão colorido contribui para aumento da renda de pequenos produtores

Pequenos produtores ganham mais
Quem tem aproveitado para ganhar mais são os pequenos produtores do interior da Paraíba. Margarida Alves, conhecida como "Dona Preta", já planta o algodão colorido há quase oito anos. "Até 2005, só plantávamos o branco, e a renda era muito pequena com o pouco de terra que temos", disse.

Com uma produção de 280 kg de fibra do tipo colorido, obtida em um hectare, Dona Preta deve ter faturamento de cerca de R$ 2.400. A colheita ocorre em novembro.

A área de produção dela é uma das 35 de uma propriedade de 700 hectares do município de Juarez Távora (a 75 km de João Pessoa).

Cerca de metade das famílias do local complementam sua renda com o algodão colorido, que começou a ser cultivado na região em 2005.

Produtores dividem trator e máquina que tira caroço
Uma associação dos produtores de Juarez Távora divide trator e máquina de descaroçar algodão, doadas por uma entidade beneficente em 2000.

"Isso valorizou muito o produto. Se vendêssemos o algodão com o caroço, ele sairia por R$ 2 [o quilo]", diz Margarida. O produto sem caroço vale 325% mais (R$ 8,50).

Os gastos com as máquinas são pagos com a renda de três hectares de algodão, que os associados cultivam em mutirão.

Modelo usa vestido feito com algodão colorido

Da Paraíba para o mundo
Todo o produto da comunidade é vendido para a Associação de Produtores de Vestuário da Paraíba, que consome quase metade de toda a produção do Estado. Oito empresas que participam da associação criaram em 2007 uma marca, a Natural Cotton Colors, focada na exportação de peças feitas com o algodão colorido.

A aceitação do produto no exterior tem crescido nos últimos anos, segundo a empresária Francisca Vieira.

"No começo nem 10% eram exportados, mas, em 2012, chegamos a 30% pela primeira vez. Ao que tudo indica, podemos chegar a 50% neste ano", estima a coordenadora da marca.

Porém, a produção ainda pequena do algodão colorido tem travado o aumento das exportações.

"Neste ano, serão produzidas 35 toneladas de algodão colorido. Parte vai para o mercado interno, mas o grande foco é chegar com força no mercado internacional", afirma o técnico da Embrapa Waltenilton Cartaxo.

quinta-feira, 25 de setembro de 2014

Roupas recicladas e sustentáveis

Roupas feitas de retalhos e garrafas PET são opções mais verdes na hora de se vestir

Nos dias de hoje está se tornando uma tendência que marcas de roupas optem por matérias-primas recicladas na hora de confeccionarem suas peças.
Saias feitas com retalhos de tecidos, por exemplo, se transformam em roupas únicas e diferentes, além de reaproveitarem o que sobrou de outras peças. Outra opção de moda reciclável são camisetas e moletons feitos de garrafas PET recicladas.

Mesmo com a indústria da moda sustentável crescendo, ainda é difícil encontrar esse tipo de peça em lojas comuns. A exceção se dá com camisas de times de futebol. Recentemente, os modelos da Seleção Brasileira e do Corinthians, sem contar os de alguns clubes europeus, adquiriram tal tecnologia. Mas, de maneira geral, apenas, algumas butiques de estilistas e redes de loja colocam roupas recicladas ou feitas com materiais reciclados à venda.

Propaganda enganosa e opções

Fique atento a propagandas exageradas de grandes empresas que confeccionam roupas sustentáveis. Verifique se toda a cadeia de produção é ecologicamente correta. Outra possibilidade é dar uma olhada na etiqueta antes de efetuar a compra.

Marcas, como a inglesa FromSomewhere e a norte-americana Patagonia são algumas que fabricam ou revendem roupas recicladas. Procurar na internet também é uma boa alternativa para encontrar esse tipo de peça.

Fonte: Ecycle.com.br

Designer faz peça incríveis a partir de roupas usadas de brechós

Já pensou em transformar aquela roupa velha em uma completamente nova?
Muitas vezes não sabemos o que fazer com aquela roupa velha e sem graça que está no fundo do armário. Já pensou em reutilizá-las para criar novas?

A escritora e designer americana Jillian Owens decidiu promover uma moda diferente. Ela foi atrás de brechós e lojas de segunda mão em busca de roupas velhas e baratas que ninguém jamais pensaria em comprar. Depois de adquiri-las gastando muito pouco, ela usou muita criatividade para transformá-las em elegantes peças da moda.

É fácil, rápido e barato. Basta pegar linha, agulha, tesoura e máquina de costura para deixar a criatividade aflorar. Abaixo, algumas fotos encontradas no site da designer:
Reciclar peças antigas e que ninguém utiliza mais também é uma maneira de economizar, além de possuir uma roupa exclusiva. Pode apostar que ninguém terá um modelo igual ao seu!

Veja o vídeo a seguir para outras maneiras de reutilizar suas roupas velhas:

Fonte: Ecycle.com.br