quinta-feira, 16 de julho de 2015

Escultura alerta sobre o descarte de resíduos têxteis nos aterros sanitários

Uma nova escultura pública feita de tecidos  oferece um olhar inquietante sobre os resíduos têxteis em uma das cidades mais cosmopolitas do mundo. A colaboração entre a ONG sem fins lucrativos Redress, a fabricante de eletroeletrônicos Miele, e a Academia de Artes Visuais da Universidade Batista de Hong Kong, patrocinaram a escultura  Y WASTE? para que o público tenha uma ideia visual dos tecidos que inundam os aterros Hong Kong: 360 kg a cada dois minutos. “As taxas residuais de vestuários e têxteis em todo o mundo estão agora em níveis horríveis, o que precisamos enfrentar com urgência”, diz Christina Dean, fundadora da Redress, que organiza o anual EcoChic Design Award. “Nós estamos agora comprando e tratando as roupas como bens descartáveis” tudo isso incentivado pelo fast fashion.
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Consumo gera resíduos, que introduz os seus próprios problemas, acrescenta Christina Dean. “Quando nós consumimos muito, tendemos a descartar mais“, diz ela. “Este padrão intragável de resíduos de vestuário, que vemos em Hong Kong e em outras partes do mundo, acaba criando vastos impactos ambientais e sociais negativos.” A população de Hong Kong envia uma média de 95.550 toneladas de têxteis para os aterros a cada ano, ou cerca de 11.250 peças de vestuário a cada hora, de acordo com o Departamento de Proteção Ambiental que fica na China.
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A modelo e embaixadora da Redress Elva Ni, que inaugurou a escultura, diz que espera que os consumidores comecem a repensar seu relacionamento com seu guarda-roupa. “Encorajo todos a valorizar mais suas roupas e ser parte de uma mudança positiva para ajudar a reduzir o desperdício, antes que seja tarde demais para o nosso meio ambiente”, diz ela. Na verdade vai ser tarde de mais é para nós mesmos!

Y WASTE? tem outra fã na figura de Christine Loh, subsecretária para o meio ambiente. “A questão do que fazer com os resíduos é muito importante para a nossa comunidade”, diz ela.”É gratificante ver a iniciativa Y WASTE? apresentando essas questões fundamentais ao público como também ver que os setores privado, universitário e ONGs estão juntando suas vozes com esta escultura criativa para salientar a necessidade de mudança.“

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Completando a mostra, que vai até 20 de julho no shopping K11 de Hong Kong, haverá uma série de workshops de moda e palestras educativas. No final do evento, todas as peças serão doados para instituições de caridade locais.
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A Redress é uma ONG criada em 2007 em Hong Kong, com a missão de promover a sustentabilidade ambiental na indústria da moda, reduzindo desperdícios têxteis, poluição, consumo de água e energia. A ONG trabalha ao longo da cadeia de abastecimento e seu  trabalho está agrupado em quatro programas principais: O The EcoChic Design Award, The R Cert, Campanhas de Consumo e Eventos.

Coletivamente, os quatro principais programas cobrem uma competição internacional de design de moda sustentável, roupas feitas com têxteis reciclados, oficinas, campanhas de roupas, desfiles de moda, exposições, seminários e pesquisa. O perfil exclusivo da Redress lhes permite colaborar com uma vasta gama de interessados como vários estilistas, fabricantes de têxteis e de vestuário, varejistas, escolas e universidades, organizações multilaterais, governos, ONGs, instituições financeiras e organizações de mídia.
A região do Bom Retiro, em São Paulo (SP), possui 1200 confecções que produzem 12 toneladas de resíduos têxteis por dia. Atualmente, a coleta destes trapos é realizada de forma desorganizada e sem preocupação com a preservação ambiental. Para reverter essa situação, o Sinditêxtil-SP criou o Retalho Fashion. Dividido em três etapas, o projeto irá formalizar o trabalho de catadores e reaproveitar os resíduos descartados, por meio de empresas recicladoras. A iniciativa coonta com apoio do Senai, da Abit (Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção), da Câmara de Dirigentes Lojistas do Bom Retiro e da Prefeitura de São Paulo.

Elegância consciente: a moda em seus diversos estilos sustentáveis

"Ética + estética = moda sustentável"
A moda é um conjunto de costumes e valores de uma sociedade que podem ser representados através do jeito de vestir. A estética do que é belo é influenciada por diversos fatores, como desfiles de grandes estilistas, por exemplo. Eles geram tendências que mudam incessantemente. Ao longo da história, o vestuário se estabeleceu como uma forma de status social para diferenciar os nobres da massa. Isso ainda ocorre, e quando uma tendência se torna muito popular ela é trocada por uma nova. Esse sistema gera uma fabricação constante de coleções com obsolência programada por estações e temporadas, conhecidas como fast fashions, comuns no comércio varejista. Os novos looks são rapidamente propagados pela mídia, que age refletindo e legitimando novos hábitos e tendências de mercado.

O consumo de roupas acelerado tem deixado grandes marcas no meio ambiente: a degradação do planeta e o consumo de muita matéria prima não renovável. Segundo a Environmental Protection Agency, a indústria têxtil está entre os quatro tipos de indústrias que mais consomem recursos naturais e que mais poluem. Além disso, esse sistema fomenta a desigualdade sociocultural, ao passo que utiliza empregos sazonais e informais para manter o baixo custo da produção.

Moda e preservação ambiental são aparentemente conceitos conflitantes; o primeiro implica em produtos com curtos ciclos de vida, e o segundo, leva em conta durabilidade, sustentabilidade e reutilização de produtos. Contudo, algumas formas são mais propensas a mudanças do que outras. Os chamados “clássicos” têm design menos datado no tempo, e por isso têm maior longevidade. Além disso, a moda é, sobretudo, uma expressão do estilo pessoal, que demonstra a criatividade e o senso estético das pessoas. Através da moda você pode expressar sua individualidade. Ao usar uma marca, você não está comprando apenas a beleza da peça, está legitimando todo seu processo produtivo e carregando o valor moral da empresa. Se a loja onde você compra utiliza trabalho escravo ou infantil em sua confecção e descarta resíduos químicos nocivos de forma incorreta, você está alimentando essas práticas - mas também é preciso levar em conta que a falta de poder de escolha, devido a preços elevados de certas marcas, deixa os compradores de mãos atadas. Assim, em algumas situações, os consumidores têm o poder de apoiar ou punir marcas por suas atitudes sociais e ambientais, e isso se dá na sua escolha de qual loja comprar. Para isso, é essencial se informar dos produtos que a fabricante utiliza.  Se você deseja se tornar um consumidor responsável e ecofriendly, deve se questionar como, onde e por quem foi feita aquela roupa que você irá comprar.

Muitas são as medidas que podem ser empregadas para reduzir os impactos sociais e ambientais na indústria da moda. Existem inúmeros processos e momentos de decisão diante dos quais uma marca adota seu posicionamento e ela pode investir no paradigma do desenvolvimento sustentável. Na confecção, a empresa pode decidir aumentar a vida útil de uma peça de roupa através do acabamento, pode usar tecidos que causem menor impacto ambiental, verificar a procedência das matérias-primas, assegurar condições dignas de trabalho, realizar o upcycling e etc. Cabe às marcas e aos consumidores a decisão na escolha de um posicionamento ético frente à moda. Diante dessa preocupação, surgiram correntes que visam um consumo mais consciente e estão alinhadas com uma proposta mais ecológica. Entre elas, destacam-se o movimento de moda ética, de slow fashion, eco moda, zero-waste fashion e eco chic.

Eco chic

O termo eco chic surge para provar que é possível estar estiloso, elegante, descolado e antenado, e ter uma responsabilidade com aspectos ambientais e sociais. O estilo de vida eco chic corresponde no desafio das marcas em refletir preocupações morais sem abdicar de uma estética bacana. Ser eco chic é estar bem vestido, se valendo de cor, textura e caimento de forma sustentável. Vestir-se de forma criativa e valorizar a inovação são sinônimos de elegância. Um conceito de moda que atende a perspectiva de um consumidor eco chic é a moda ética.

Moda ética
Moda ética leva em consideração todo o impacto da dimensão sociocultural e ambiental inserida na concepção de um produto. O conceito ganhou destaque em 2004, com o Ethical Fashion Show, evento e manifesto realizado em Paris. O movimento questiona a exploração de trabalho de funcionários de confecções, que muitas vezes são submetidos a condições análogas ao trabalho escravo. No dia 24 de abril de 2013, 1.133 pessoas morreram no pior acidente da indústria da moda, no complexo de fábricas Rana Plaza em Dhaka, Bangladesh. Esse dia deu origem à organização Fashion Revolution, alinhada com os valores de moda ética, que instituiu esse dia como o fashion revolution day. A organização propõe questionamentos como: quem fez minhas roupas? Sob quais condições?
Eco moda

Já eco moda (ou, moda ecológica ou, moda verde) parte do mesmo conceito do eco design. Uma proposta que considera as consequências ambientais em todos os estágios de desenvolvimento de um produto. Nela, reduz-se o consumo de recursos, e são escolhidos materiais e processos que colaborem para diminuir o impacto ambiental durante seu ciclo de vida. Há o uso de tecidos de fibras orgânicas e métodos de produção que minimizem a contaminação de rios e mares, evitando ao máximo produtos químicos poluentes como corantes sintéticos. Algumas alternativas são o algodão orgânico, e fibras de abacaxi, de bambu, de cânhamo, etc. Algumas marcas brasileiras já utilizam o algodão orgânico, como a Use Eco, que produz camisetas masculinas e femininas. O ecoproduto é projetado de acordo com um balanço energético e material, quantifica as perdas e possíveis desperdícios, além de pensar em refrear a geração de resíduos sólidos. A moda verde tem grande influência da onda vegana ou eco vegan, e diversas marcas que adotam esse posicionamento oferecem produtos cruelty free, ou seja, sem crueldade contra animais.

Ao pensar na sustentabilidade de um material, devemos considerar diversos fatores, tais como: a capacidade de renovação da fonte, o processo de como a fibra é transformada em tecido, e a pegada de carbono total do material. De acordo com a fundação Earth Pledge, mais de oito mil produtos químicos são utilizados no processo têxtil e 25% dos pesticidas do mundo são empregados no cultivo de algodão não orgânico. Os esforços para encontrar medidas que reduzam os danos à natureza durante o cultivo da matéria prima, produção e transporte, tornam a moda sustentável tipicamente mais cara do que a fabricada por modelos convencionais.


Zero waste fashion

O conceito de zero waste fashion se refere à produção de vestimentas e acessórios que geram pouco ou nenhum resíduo em sua produção. Ele faz parte do movimento eco fashion e elimina o desperdício durante a fabricação. O designer escolhe padrões que utilizem de forma mais eficiente o tecido e reutiliza retalhos para fazer detalhes de peças.

Upcycle

Uma tendência que colabora para a redução de lixo é o Upcycle, que transforma objetos no fim de sua vida útil que seriam descartados em novos produtos. A utilização de câmaras de ar de pneus para a confecção de artigos de moda vem aumentando e já chegou ao Brasil. A Recman Br produz bolsas e mochilas de luxo que se enquadram na tendência eco chic e moda sustentável.

Slow fashion

Além de uma transformação no processo criativo, no que se refere ao uso de materiais e processos produtivos, para uma moda mais ecofriendly é preciso analisar oportunidades que vão além dessas questões. Um dos movimentos mais fortes na moda com uma pegada sustentável é o slow fashion, que compartilha os ideais do movimento slow, assim como a iniciativa slow food, ligada à alimentação. O slow fashion vem na contramão da produção de roupas massivas e de baixa qualidade (das fast fashions) e propõe um consumo mais lento, e peças com maior vida útil. O movimento questiona o conceito e a velocidade da moda, e visa um design atemporal com acabamento de qualidade que proporcione uma durabilidade à peça. As marcas que funcionam com o ideal do slow fashion têm uma produção em baixa escala e se assemelham mais a ateliês do que a indústrias.

O slow fashion (moda lenta) é uma das formas mais fáceis de iniciar no caminho por um lifestyle mais consciente e sustentável na moda. Você pode se inserir no movimento a partir de práticas como o reaproveitamento de peças de brechós, reforma de roupas vintage e no desapego e compartilhamento de peças em bazares. Dessa forma, reutiliza-se o material que já foi produzido evitando que ele se torne lixo. Assim, você estará refreando a produção industrial de roupas que incentiva o descarte e adquirindo um estilo autoral, que pode ser um retrô super charmoso ou até um look minimalista. Um casaco pode ter seu uso compartilhado e não precisa ser de posse de uma só pessoa, e um vestido pode ser reformado mais de uma vez. E essa lógica pode ir adiante. Na antiga música de carnaval "Marchinha da Cueca", um homem fica bravo porque alguém pegou sua roupa de baixo para fazer pano de prato. Não precisamos chegar a tanto, mas roupas de baixo e bermudas podem virar pano de chão... Por que não?

Seguir o slow fashion, ensinar esses conceitos às crianças e dar roupas desse estilo a seus amigos e parentes é ir além de “tendências”, valorizando um estilo atemporal e ecofriendly. Customizar, reaproveitar e transformar são comportamentos bem vindos na hora de cuidar do planeta.

Fonte: Ecycle.com.br

Eco moda: marca suíça lança linha de roupas 100% biodegradável

Lugar de roupas velhas é na composteira
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O novo sucesso da empresa suíça de eco moda Freitag é uma linha de roupas 100% biodegradável. As roupas podem ser descartadas em composteiras quando não puderem mais ser utilizadas, ao final da vida útil.

A matéria-prima das peças é composta por fibra de cânhamo,  modal (uma fibra feita de celulose) e linho - todas elas não demandam muita água durante o plantio. Além dos fios utilizados serem 100% biodegradáveis, os botões são produzidos a partir de castanhas e os itens metálicos das calças podem ser reutilizados.

A Freitag virou queridinha dos suíços com as descoladas bolsas de upcycle com lona de caminhão. A grife ficou famosa pelo design moderno, sustentável e durável. As bolsas são feitas com lona de caminhão, câmaras de ar e cintos de segurança reutilizados. No Brasil, a marca Recman também produz descoladas bolsas a partir do reaproveitamento de câmaras de pneu e cintos.

O projeto da Freitag, fundada pelos irmãos Markus e Daniel Freitag, de criar um vestuário biodegradável começou cinco anos atrás. A marca faz questão que todas as etapas de produção fiquem em um raio de 2,5 mil quilômetros da fábrica, em Zurique, para assim diminuir as emissões com transporte. Além disso, as roupas não são tóxicas. A industria têxtil padrão utiliza corantes artificiais ou tintas com metais pesados que podem causar irritações na pele ou até mesmo câncer. A marca, ao contrário, utiliza o minimo possível de produtos químicos desde o cultivo ao processamento do tecido, e corresponde à Classe I da Oeko-Tex Standard, uma certificação que aponta os níveis de toxicidade dos produtos. Ou seja, você pode até embrulhar um bebê no tecido sem ter que se preocupar.
Mas se engana quem pensa que por serem biodegradáveis as peças têm curta duração. A marca montou uma equipe de especialistas em tecidos para garantir a resistência e ao mesmo tempo o conforto das peças. Apesar das roupas se desintegrarem quando colocadas em uma composteira, elas têm grande duração, especialmente os jeans.
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A compostagem é o processo no qual um conjunto de técnicas são aplicadas para estimular a decomposição de materiais orgânicos. As roupas da nova linha da Freitag são 100% biodegradáveis e por isso passíveis de serem descartadas em uma composteira. Ao fazer a reciclagem da roupa no final de vida útil, você diminui a quantidade de resíduos e tem uma postura mais ecológica diante da moda.


quarta-feira, 15 de julho de 2015

Adidas lança tênis feito 100% com plásticos retirados do oceano

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Depois dessa coleção de roupas feitas por Pharrell Williams e G-Star fazerem sucesso, eis que a indústria da moda começou a levar mais a sério a ideia de reaproveitar materiais recicláveis, ao invés de ter como fim o lixo. Pensando nisso, a Adidas acaba de lançar um novo protótipo de um tênis feito inteiramente com plásticos retirados do oceano em parceria com a Parley for the Oceans, uma ONG que sincroniza a economia atual com o ecossistema da natureza. Além de proteger os oceanos, a Parley faz com que a proteção ambiental seja lucrativa para grandes empresas ao mesmo tempo em que combate o desperdício. Para sua fabricação, os plásticos foram retirados de uma expedição de 110 dias ao longo da costa oeste da África. Parte do material recolhido vem de redes utilizadas por pescadores ilegais, que poluem o mar e podem matar diversas vidas marinhas. Algumas destas redes foram confiscadas por ativistas ambientais da Sea Shepherd.
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Absolutamente todas as partes utilizadas para criar o modelo chamado Primeknit são recicláveis, como fibras, fios, filamentos. O Primeknit é tricotado e isso gera resíduos zero em comparação com o processo de corte necessário para a maioria dos outros tênis. O objetivo maior do programa é trabalhar novas tecnologias para mudar o status do consumo de plástico no mundo. A marca está em fase de adaptar o material para eventualmente começar a incluí-lo em outros produtos. “Nós não queremos nos limitar”, diz Eric Lietke, membro do conselho executivo de marcas globais da Adidas. “Nós podemos colocar isso em T-shirts, shorts, em todos os tipos de coisas.” “O plástico não pertence à natureza, ele não merece estar na barriga de um peixe. A solução final é cortar este fluxo contínuo de algo que não se acaba facilmente, é reinventar-se. Por enquanto, nós fazemos o que podemos. Isso significa que estamos realizando uma pequena limpeza no mar no momento. Cada pedaço de plástico que recolhemos, cada peça única, pode salvar um pássaro, uma tartaruga, mesmo uma baleia.” – diz Eric. Confira detalhes:
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Apesar da Adidas ter sido acusada pelo Greenpeace de pesada poluição ambiental, isso pode representar um passo na direção certa. Se a ideia for aplicada em larga escala, quem sabe o parâmetro atual dentro da empresa começa a mudar? O Primeknit tem previsão de ser lançado no final de 2015.
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quinta-feira, 9 de julho de 2015

Lacoste mostra sua futurista camiseta Polo que muda de cor e tamanho

Quando a Lacoste comemorou seu aniversário de 80 anos em 2012 deu-nos um vislumbre de como seria sua camiseta Polo do Futuro. No vídeo feito pela agência MNSTR, mostra uma camisa que pode ser alterada com apenas um toque de sua mão, pois é feita de tecido inteligente OLED com nano-circuitos eletrônicos integrados em suas fibras tornando sua superfície dinâmica podendo mudar de cor e tamanho com o toque das mãos. Um dia essa maravilha da tecnologia wearable vai ser realidade e a indústria têxtil e de moda nunca mais será a mesma.

A LACOSTE prestou uma homenagem ao espírito visionário de seu fundador René Lacoste, mostrando uma visão do futuro da sua invenção mais lendária, a camisa polo L.12.12. Em 1933, René Lacoste lançou a produção em escala industrial da sua camisa polo ele chamada L.12.12. Para a LACOSTE, 1 refere-se ao tecido de algodão Petit Piqué, 2 para o estilo de manga curta e 12 para o número de protótipos feitos antes de René Lacoste dar a sua aprovação. A marca fez esse filme da camiseta polo do futuro que foi lançado no dia 12/12/12 onde a tecnologia têxtil não tem limites. 

A Lacoste pediu a seus fãs no Facebook que mostrassem sua visão da Polo do Futuro. Abaixo estão algumas idéias inovadoras apresentadas por eles:

Polo Musical, por Rodrigo Eidy Uemura do Brasil
“Uma polo que muda de acordo com os sons ao seu redor: o som da natureza, música ou som nenhum …”
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Polo Emoticroc, por Graça Cai da China
“Uma polo que revela seu estado de espírito!”
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Polo Tempo, por Alice Bee da França
“Uma polo que muda de cor dependendo do tempo e a luz do sol.”
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Polo Foto, por Miwa Yamauchi do Japão
“O logotipo crocodilo da Lacoste atua como uma câmera. Tire uma foto pressionando o logotipo e a aplica na superfície da camiseta para personalizá-la! ”
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A Polo que regula a temperatura, por Guilherme Gerber do Brasil
“Uma polo que conserva o calor no inverno e fica fresca no verão. A polo irá adaptar-se à temperatura ideal para você. ”
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Polo de Energia Solar, por Matt Aaron dos EUA
“Um pequeno painel solar em forma de crocodilo, tomará o lugar do logotipo da Lacoste fazendo o possível para carregar dispositivos eletrônicos no final do dia ao vestir a camiseta. “
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Polo que vira vestido, por Hyosook Lee da Coreia
“As mulheres simplesmente puxam a barra da Polo para baixo e o tecido se estender para virar um vestido polo”.
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Polo UV, por vários fãs, incluindo Bennewitz, Julio Bonaldo, Matty Brady
“Uma polo que repele a água, e quando chove se transforma em um capuz”
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Polo de mídia social por Catherine Beaumier Lacroix do Canadá
“Publique um status no Facebook, Instagram Tweet ou foto quando quiser, com sua polo”
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KiHoon Kim da Coréia do Sul está por trás da Polo “fácil de armazenar”.
“No futuro, a uma camiseta Polo vai encolher com um simples toque no logotipo de crocodilo. Ficando fácil de armazenar em seu guarda-roupa ou mala de viagem, ocupando pouco espaço! ”
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Polo ultra compacta e contra amarrotamento por Christophe Pillet
“Um polo que ocupa nenhum espaço quando se viaje e quando retirada da embalagem, fica livre de amassados.”
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A Lacoste imaginou como seria jogar tênis no futuro

Textifood, os tecidos do futuro feitos a partir de resíduos de alimentos

Quais serão os tecidos do futuro? Com a exigência cada vez maior de sustentabilidade na cadeia produtiva da moda, a indústria têxtil está começando a prestar atenção e a investir nos tecidos do futuro que possam substituir o algodão que é a cultura mais tóxica, utilizando mais de 25% de todos os inseticidas no mundo e 12% de todos os pesticidas. O World Wildlife Fund diz que 20 mil litros de água são necessárias para produzir um quilo de algodão, o equivalente a uma única camiseta e um par de jeans. Um completo absurdo ainda mais com esses problemas atuais de falta de chuva e água. Cerca de metade de todos os produtos têxteis são feitos a partir desta fonte ambientalmente insustentável, razão pela qual a indústria do algodão deveria ser substituída.

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A coisa boa é que há várias opções sustentáveis para adicionar ao seu guarda-roupa. Algumas tecelagens e marcas de moda estão desenvolvendo tecidos feito de frutas e outros produtos orgânicos que não só podem competir com a indústria do algodão, mas também usar em sua fabricação partes das plantas que normalmente são jogadas fora. Muito bom não é mesmo?

Na Itália está acontecendo a exposição Textifood que vai até 14/07/15 e que apresenta os tecidos inovadores e sustentáveis do futuro feitos de fibras de espécies vegetais e animais. Instalado dentro do Pavilhão francês na Expo Milano 2015 com o tema “Alimentar o Planeta, Energia para a Vida“, a exposição mostra ao mundo a incrível diversidade dos tecidos, a fim de combinar as sinergias entre a indústria alimentar e têxtil, reutilizando as sobras das frutas e legumes depois de serem consumidos.
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As grandes marcas podem recuperar o atraso na moda sustentável? As empresas menores estão criando tecidos 100% naturais e biodegradáveis com corantes naturais sem produtos químicos, mas as marcas maiores são bem mais lentas para inovar. As empresas maiores também têm um dilema em relações ao público sobre sustentabilidade; assim que introduzem uma roupa “sustentável”, os clientes começam a questionar a sustentabilidade do resto da sua coleção. Assim as grandes marcas tem dificuldades para contar essa história. As verdadeiras inovações estão muitas vezes em pequenas marcas, que começam do zero e não têm o peso de uma história ou uma cadeia de produção massificada. Uma dessa empresas é a Freitag com seu tecido 100% compostável F-Abric.
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Na história bíblica, Adão e Eva usavam folhas de figueira como roupas improvisadas no Jardim do Éden. Desde então os seres humanos têm imaginando maneiras de utilizar materiais naturais para se vestir. Os tecidos de hoje estão mais inventivos e tecnicamente avançados do que nunca como os novos híbridos sintéticos-naturais. Muitos dos exemplos a seguir usam resíduos ou subprodutos de fabricação para criar materiais exclusivos. Designers e fabricantes também estão com uma crescente consciência social para eliminar o impacto ambiental.

O processo de fazer tecidos sustentáveis ​​e produtos relacionados com têxteis exige uma reestruturação em vários níveis, como as matérias-primas, fabricação, design, comercialização e preferências dos consumidores. Já tem alguns anos que a indústria têxtil explora a fibra do bambu e do cânhamo para fazer lindos tecidos sustentáveis mas além desses existem outras fibras vegetais e animais a serem exploradas para aumentar a oferta de tecidos ecológicos.

Nas Filipinas, as fibras do abacaxi se transformam na “organza de abacaxi”...
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Roupas feitas por estudantes de moda nas Filipinas utilizando tecidos de fibra de abacaxi e abacá

Dentro das muralhas do Palazzo delle Stelline em Milão, lar do Institut Français, o Lille3000 conseguiu criar uma exposição única: fibras e tecidos nunca vistos, vindos de vários continentes para mostrar ao público a nova perspectiva ambiental e científica que tornou possível o tratamento de materiais naturais. Laranja, limão, abacaxi, banana, coco, urtiga, café, arroz, soja, milho, beterraba, linho, lótus, algas, cogumelos, vinhos, cervejas, marisco … frutas e legumes estão a serviço da moda! A indústria têxtil do futuro fará do desperdício de alimentos sua fonte de matéria prima, para criar meios inovadores que atendam às necessidades do mercado e para responder às necessidades de sustentabilidade de um planeta cada vez mais degradado.
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As novas gerações de designers têm um objetivo comum, criar uma simbiose entre a indústria alimentar e têxtil. Eles estão com o objetivo de aumentar a conscientização através de suas criações e apresentar a sua visão dos tecidos sustentáveis do futuro. Coralie Marabelle, Design Percept, L’Herbe Rouge, Christine Phung, Orange Fiber e Nina Gautier, são alguns dos novos designers que apostam em resíduos de fibras vegetais e animais provenientes de restos de comida. Eles usam corantes naturais para tingir suas peças sem utilizar qualquer produto químico.
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Aqui está uma seleção dos tecidos sustentáveis do futuro

No Japão, desde o século 13, as bananas são utilizadas para fabricar um tipo de tecido chamado “jusi”, ainda usado na embalagem de quimono. É feito das fibras dos cachos de abacá (bananeira nativa das Filipinas) conhecida como “seda de banana”. A estilista filipina Dita Sandico foi a pioneira na transformação de materiais como a fibra de abacaxi (que vira organza de abacaxi), fibra de abacá( que vira seda de banana) e pinalino, uma combinação de fibra de abacaxi e linho irlandês para fazer suas lindas roupas esculturais. Em 2014, a fibra foi apresentada ao público em geral com o vestido feito por Coralie Marabelle,  tecido de abacaxi e banana por Elodie Brunet e com o vestido do artista Em Riem feito inteiramente de folhas de bananeira secas (foto acima).

Normalmente, achamos o abacaxi uma fruta saudável e deliciosa, mas a Ananas Anam  está usando as folhas do abacaxi para fazer uma alternativa sustentável e mais barata para o couro animal chamado Piñatex. A empresa têxtil compra das comunidades agrícolas as fibras das folhas de abacaxi que passam por um processo de extração chamado decorticação. A biomassa resultante do descasque também pode ser convertido em adubo orgânico ou biogás como uma fonte extra de renda para as comunidades.

Já o Brasil é o maior produtor mundial de abacaxi, uma das frutas favoritas da população brasileira. Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o país produziu 1,677 milhões de toneladas da fruta em 2015. A indústria têxtil brasileira tem a disposição milhares de toneladas de resíduos que sobram do descarte do abacaxi e da banana que podem ser transformados em materiais sustentáveis para vestuário, decoração, bolsas, calçados, tapeçarias,  não-tecidos e  tecidos industriais.
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Outro tecido versátil vem dos talos da bananeira, uma parte da planta que geralmente é despejada ou queimada uma vez que o fruto é cortado, causando poluição. O tecido é já utilizado no Japão e no Sudeste Asiático, como as camadas exteriores da haste da bananeira sendo usada para cestos ou toalhas de mesa e as finas camadas internas podem ser usadas para embalar os delicados quimonos. As bananeiras muitas vezes não necessitam de pesticidas ou fertilizantes, quando cultivada nos trópicos. Sendo um resíduo da indústria de alimentos, estes caules que já foram muitas vezes apenas jogados fora estão sendo usados ​​como um novo recurso valioso para diversas finalidades.

A empresa eco-têxtil Offset Warehouse reconhece os potenciais da fibra da bananeira, e atualmente tem uma parceria com uma ONG nas Filipinas para garantir a produção de tecidos de banana para apoiar o setor artesanal, baseando-se nas competências locais, onde os trabalhadores são pagos de forma justa e trabalham em condições seguras. O tecido é quase neutro em carbono e sua textura macia tem sido comparada ao cânhamo e bambu, e o material é perfeito para jaquetas, saias e calças.

Nas Filipinas as fibras do abacá se transformam na “seda da banana” 
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O mundo todo consome anualmente milhões de toneladas de coco, mas as cascas e conchas são tipicamente jogadas fora. Mas o coco é algo terrível de se desperdiçar pois além da água e polpa interna, a sua camada externa fibrosa pode ter uma segunda vida. A fibra do coco pode ser transformado em muitas coisas, de itens comuns, como capachos e cerdas da escova, bem como itens não tão comuns como roupas. Em termos de vestuário, o Cocona é feito de cascas de coco que foram recicladas em carvão ativado e o tecido é feito com 55% poliéster e 45% de Cocona. Quando incorporados em fibras e tecidos, o resultado é uma peça de roupa que seca rápido (92% mais rápido do que o algodão), absorve odor, permanece frio no calor e oferece proteção UV, o que o torna ideal para roupas esportivas.

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Quando foi que o café se tornou uma bebida diária? Ninguém pode dizer o tempo exato, mas há uma coisa que podemos ter certeza é que as pessoas já tomam café por um longo tempo. É uma cultura que não poderia ser apagada da nossa vida. E agora, o café não é só para beber, você também para usar. A Singtex Industries de Taiwan descobriu uma coisa que ninguém jamais tenha percebido antes, isto é, combinar resíduos de borra de café com tecido.

Assim criaram o S.Café® que é usado em roupas de inverno ou esportivas pois fornece proteção UV, seca rapidamente e absorve odores. Inicialmente as borras de café foram colhidas de lojas mas com o crescimento da demanda, começaram a recolher os resíduos de fábricas de café, transformando lixo em tecidos úteis para as pessoas viverem melhor. Hoje em dia, o Brasil é responsável pela produção de 1/3 do café mundial, imagina quantas toneladas de borra de café que são descartados todos os anos? Não poderíamos em vez disso tornar esses resíduos em algo mais nobre como tecidos? Lembrando também que o Brasil é o terceiro maior produtor de frutas do mundo ficando atrás somente da China e Índia.
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A urtiga não é usada apenas em sopas! Já desde a Segunda Guerra Mundial, os alemães usaram a fibra de urtiga como uma alternativa ao algodão para fabricar seus próprios uniformes, porque o mercado têxtil foi dominado pela Inglaterra. Felizmente a urtiga fez sua reestreia no mundo da moda graças a vários projetos europeus, incluindo o italiano Grado Zero que é uma camisa 100% feita de fibra de urtiga. As vantagens desta fibra são notáveis: ela não precisa de fertilizantes e seu cultivo requer pouca água, classificando-a entre as fibras naturais mais sustentáveis.
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Até agora, falei de fibras naturais obtidas a partir de materiais encontrados na natureza e utilizados através de processos mecânicos, mas muitos dos novos tecidos são feitos de fibras têxteis artificiais.

Entre as fibras celulósicas à base de vegetais está a Orange Fiber (fibra de laranja), a primeira fibra derivada a partir da polpa de citrinos, que é o resíduo úmido que permanece após a produção industrial de suco de laranja. A Orange Fiber é um tecido cosmético com óleos essenciais de frutas cítricas em suas fibras, que hidratam e nutrem a pele, como se você colocasse um creme de manhã. O tecido também é biodegradável. A celulose é extraída dos resíduos da laranja.
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Nanotecnologia permite, em seguida, fixar os óleos essenciais cítricos no tecido. Um processo de quebra automática das microcápsulas têxteis lançam gradualmente vitaminas na pele do usuário. Portanto, o vestido não é apenas moda, mas também proporciona bem-estar para quem o usa. Os óleos essenciais da Orange Fiber duram até vinte lavagens, mas as duas criadoras estão estudando uma maneira de encher o tecido, com outros emolientes.

Outra novidade fantástica é o poliéster feito com fios 100% de melaço de cana de açúcar. A empresa japonesa Toray desenvolveu um fio de poliéster derivado completamente de materiais de base biológica. Tipicamente, o poliéster é feito do petróleo, ele não é biodegradável e é produzido a partir de produtos petroquímicos que gastam muita energia, é poluente pois utiliza grandes quantidades de água e substâncias químicas nocivas na sua fabricação. O melaço é proveniente de fábricas de produção de açúcar na Índia e no Brasil, onde é um bi-produto natural e abundante.

Ao usar o melaço em vez de combustíveis fósseis, a Toray está cortando os resíduos gerados pelo poliéster de petróleo e usando um material sustentável e biodegradável. A tecnologia para criar este poliéster à base de plantas está ainda em desenvolvimento, mas a empresa japonesa espera em breve poder comercializá-lo em larga escala. A criação de novas linhas de tecidos feitos de plantas poderia ajudar a reduzir o impacto ambiental, eliminando o uso de combustíveis fósseis e substituí-los com materiais mais sustentáveis. O Brasil está em primeiro lugar e produz mais de 30% de toda cana de açúcar no mundo por que não seguir os passos dessa multinacional japonesa e fabricar no país tecidos de poliéster feitos de melaço de cana?
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Existem, em seguida, as fibras artificiais, que são obtidas com o tratamento químico de um material de origem animal. Uma alternativa interessante para a lã e seda, cuja produção e eliminação envolvem danos ambientais significativos, é a fibra de leite . A fibra de leite é derivado da caseína, a principal proteína do leite, com o qual pode-se obter uma fibra artificial muito semelhante à lã. A caseína necessária para a sua realização é extraída somente a partir de leite azedo, tornando-se também um projeto muito inteligente de reciclagem.

O QMilk fez grandes progressos no sentido da sustentabilidade: a fabricação requer apenas 2 litros de água para cada quilo de produto, nenhum agente químico e produção de resíduos zero. Interessante isso pois além de um tecido feito de borra de café agora temos também um feito de leite. Imagine um tecido café com leite?

O tecido Crabyon ao contrário, é uma fibra natural reciclável e biodegradável feita da mistura de viscose com o quitosano, um derivado da quitina. A quitina é um composto natural encontrado em conchas de caranguejos e mariscos para protegê-los de seu ambiente. Como a celulose a partir de fibras vegetais, a quitina é fácil de processar em tecidos, porque tem uma textura macia e tinge facilmente.O Crabyon tem propriedades antibacterianas e de controlo de odores. É proveniente de resíduos da fabricação de carne de caranguejo e é totalmente biodegradável.

A empresa com sede na Suíça, Swicofil afirma que a quitina utilizado no tecido foi cientificamente processada, e o tecido resultante é seguro e hipoalergênico para pessoas com pele sensível. Esta é uma boa notícia para as pessoas com alergias a marisco. O quitosano representa cerca de 5 a 20% da misturas do tecido. Os derivados da quitina também são usados ​​em coisas como lente de contato, pontos cirúrgicos e pele artificial.
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Alguns especialistas da indústria e designers de moda estão começando a experimentar com tecidos alternativos que usam bactérias em sua produção. É nesse sentido que se encaixa a BioCouture da designer de moda Suzanne Lee. Sua receita? Uma mistura de bactérias simbióticas, leveduras e outros micro-organismos que produzem folhas finas de celulose num processo de fermentação.  Quando as folhas estão secas, podem ser cortadas e costuradas como um tecido normal ou modeladas quando ainda estão úmidas. Obviamente que a pesquisa de Suzanne está ainda em fase inicial pois o processo será sintetizado em laboratório para que os bio-tecidos possam ser melhorados e depois comercializados.

“A necessidade é a mãe da invenção” como disse o filósofo grego Platão, por isso existe a necessidade urgente de achar novas soluções eco-sustentáveis para a indústria têxtil pois ela é responsável por 25% dos produtos químicos produzidos em todo o mundo que são despejados no ar, água e terra. Um dos países mais drasticamente afetados pela poluição causada pela indústria têxtil é a China que produz cerca de  ¼ das roupas do mundo.
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Um dos maiores desafios ambientais da China é a poluição da água. A Organização Mundial de Saúde estima que a água poluída é responsável por 75% das doenças na China, e o país usa três vezes mais energia do que a média global, quatro vezes mais do que os EUA e oito vezes mais do que o Japão. A poluição é endêmica pois quatrocentos mil chineses morrem prematuramente a cada ano devido à poluição do ar e devido ao resultado de três décadas de crescimento econômico, 70% das águas da China estão poluídos. Além disso, toda a China sofre cronicamente com falta de água e a produção têxtil usa grandes quantidades de água e energia.

Esse é o “preço do progresso” que  os chineses estão pagando com altíssimos custos para o meio ambiente. Parte dessa poluição química vem impregnada nos produtos “Made In China” como já foi denunciado pelo Greenpeace no caso das roupas infantis. Tudo isso graças ao fast fashion, e já passou da hora de mudar todo esse sistema de consumo descontrolado para um mais baseado na “procura e oferta” e não na “oferta e procura”.

Novas investigações do Greenpeace revelaram que os compradores de todo o mundo estão comprando roupa contaminada e involuntariamente espalhando a poluição na água quando eles lavam suas roupas novas. Dos 78 artigos analisados ​​pelo Greenpeace Dirty Laundry 2 report, 52 testaram positivo para a presença de etoxilatos de nonilfenol (NPE) acima do limite de detecção de 1 miligrama NPE por quilograma de material (mg / kg). Roupa de todos, mas um dos quinze marcas testadas (GAP, duas amostras) continham NPE acima do limite de detecção. As amostras das roupas foram adquiridas de lojas em dezoito países.

Estes resultados demonstram que tanto o uso destes produtos químicos na produção e nas consequentes descargas tóxicos nos cursos de água e rios vão muito além do país de fabricação. O problema e a solução não são apenas preocupações locais, mas sim um problema verdadeiramente global.
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quarta-feira, 17 de junho de 2015

Lançada grife de moda infantil sustentável inédita no Brasil

Acaba de ser lançada em Botucatu-SP, a primeira grife de moda infantil sustentável do País. Intitulada Gruta da Cuca, a confecção foi planejada e desenvolvida pela médica pediatra e empresária, Ana Paula Aguiar Ferraudo.

A Gruta da Cuca Moda Ecológica é uma confecção de roupas e acessórios infanto-juvenis que traz consigo a preocupação com o desenvolvimento sustentável em peças modernas e confortáveis. São utilizados três tipos de tecidos nas peças de roupas: malha PET reciclado, tecido de aproveitamento de aparas e retalhos (upcycling) e algodão orgânico.

O PET reciclado é feito com fibras de poliéster proveniente de garrafas coletadas por inúmeras cooperativas e seus catadores. Esta fibra tecida com fios de algodão confere à peça maciez e durabilidade. Cada camiseta recicla em média duas a três garrafas PET.

O tecido de aproveitamento utiliza resíduos de tecidos oriundos de confecções e tecelagens que podem ou não ser associados ao PET reciclado. Este processo dispensa o uso de produtos químicos, água e elimina zero carbono no ambiente. A cada metro de tecido desenvolvido, são retiradas da natureza oito garrafas PET e 480 g de resíduos têxteis.


O algodão orgânico é cultivado sem fertilizantes químicos, pesticidas ou reguladores de crescimento. Os recursos naturais, como lençol freático e a biodiversidade são preservados, já que não há contaminação do meio ambiente.

A Gruta da Cuca também confecciona acessórios coloridos e modernos, como presilhas e tiaras. Feitos em crochê e feltro, carregam consigo o trabalho manual com responsabilidade social. 

Sem perder o foco na consciência ambiental, nem a embalagem e o TAG são descartados após a compra. Com o cuidado de diminuir o lixo produzido, a Gruta da Cuca desenvolve embalagens reaproveitáveis e seu TAG é produzido com papel semente, que deve ser molhado e plantado para germinar. 

"Nosso objetivo é resgatar a inocência e a liberdade do mundo infantil, incentivar a educação socioambiental e contribuir de forma direta para que nossas crianças tenham um futuro digno", explica Ana Paula.


Além de utilizar matérias primas sustentáveis e de primeira qualidade, a marca também incentiva entidades sociais. "Utilizamos o serviço de uma lavanderia industrial com importante trabalho social de Piracicaba e também procuramos terceirizar vários serviços com instituições ligadas ao Fundo Social de Solidariedade de Botucatu, fazendo da Gruta da Cuca uma fonte de renda para famílias de baixa renda", completa.

COMO NASCEU A GRUTA DA CUCA
Logotipo Gruta da Cuca

Trabalhos manuais sempre fizeram parte da vida de Ana Paula Aguiar Ferraudo. Filha de dona Lúcia, uma habilidosa professora de artesanato, aprendeu desde muito cedo a bordar e costurar, atividades que nunca deixaram de ser sua paixão. Apaixonada por crianças, dedica-se à Pediatria há 16 anos, profissão que lhe trouxe um contato mais intenso com esse mundo todo especial e que permitiu identificar necessidades que iam além do processo saúde-doença.

Para ter um desenvolvimento saudável, a criança precisa de muito mais que um remédio. A alimentação, o estímulo imaginativo, o faz de conta, o amor dos pais e os limites morais fazem parte da base desse desenvolvimento. No consultório, Ana Paula percebia a fragilidade destes alicerces frente ao mundo moderno.
Foi em dezembro de 2013, após o sucesso de um vestido temático de Natal que fizera para suas duas filhas, nasceu a ideia de montar uma confecção que resgatasse a liberdade da criança brincar, com roupas confortáveis e divertidas. 

Mas sabia que o caminho era longo. Para isso, teria que transformar sua paixão em profissão. 

Iniciou então uma maratona de cursos, buscou orientação no SEBRAE, SENAI, passou a frequentar feiras de moda, visitar tecelagens e de repente, foi apresentada aos tecidos ecológicos.

Dedicou o ano de 2014 às pesquisas e estudos sobre essa área. De um lado, passou a conhecer a riqueza do material ecológico para a indústria têxtil e seus benefícios. De outro, a rara oferta desse tipo de roupa em nosso país, especialmente no segmento infantil. Tudo isso, associado à falta d’água, aumento da temperatura global e a escassez de recursos naturais.

Foi nesse cenário que nasceu a Gruta da Cuca Moda Ecológica, que tem como filosofia resgatar a inocência e a liberdade do mundo infantil, incentivar a educação socioambiental e contribuir diretamente para a indústria da reciclagem e cultivo de produtos orgânicos.

Serviço - As coleções podem ser adquiridas e entregues em todo território nacional através da loja virtual: www.lojagrutadacuca.com.br. Para obter mais informações, acesse o site www.grutadacuca.com.br.

INFORMAÇÕES PARA A IMPRENSA
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(14) 3354-4344 / 3354-4443
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