terça-feira, 26 de outubro de 2010

ECOCHOICE: CHEGA AO BRASIL PRIMEIRA LOJA VIRTUAL E MULTIMARCAS DE MODA ECOLÓGICA

Oi Pessoal, tudo bem com todos? Quero agradecer todos os comentários que recebo fico muito feliz quando leio eles. Hoje estou para falar melhor da loja virtual de roupas ecológicas EcoChoice. A alguns posts atrás eu já havia colocado o site desta loja, mas hoje trago mais informaçõe sobre ela.

E fiquei muito feliz quando uma das sócias dessa loja virtual, me enviou um e-mail me passando o release da empresa e dizendo que meu blog serviu de inspiração para a criação da loja. Obrigado Carol Vermelho!
Iniciativa pioneira de empresárias paranaenses destaca enorme
potencial deste novo nicho de mercado

Dados de uma pesquisa do Ibope sobre o consumo no século XXI apontam que 63% dos brasileiros estão dispostos a mudar de estilo de vida para beneficiar o meio ambiente e que 71% pagariam mais por produtos que não causem danos à natureza. Aliado a este estudo vem o crescimento consistente das vendas pela internet, cujo faturamento em 2009 chegou à casa dos 10,6 bilhões de reais e que, em 2010, prevê alcançar a expressiva marca de 13,6 bilhões. Neste cenário, acaba de nascer a Ecochoice, primeira loja virtual e multimarcas do segmento moda ecológica no Brasil. Iniciativa pioneira de duas empresárias paranaenses, Carol Vermelho e Janete Schmidmeier, a marca pretende suprir a carência de um nicho de mercado relativamente recente, porém muito promissor.
Tendo em mãos um investimento inicial pequeno para começar o negócio, cerca de R$30 mil, a dupla de sócias vem superando dificuldades com muita criatividade, estudo sobre o mercado e uma dose de ousadia, que as tem garantido parcerias interessantes com empresas que acreditam no potencial da Ecochoice. “Queremos mostrar às pessoas que sim, é possível ter um consumo mais consciente sem abrir mão de estilo e qualidade. Para isso, estamos apostando em produtos bacanas, longe daquela percepção de ‘ativismo’ ou ‘produto para bicho grilo’ que costuma-se ter da moda ecológica”, conta Carol, destacando que a preocupação da Ecochoice foi, desde o começo, apostar numa gama de produtos bastante variada, que atingisse vários públicos, mas com grande comprometimento com qualidade e origem.
Janete Schmidmeier explica que, hoje, há empresas que pregam ser ecológicas, mas no fundo não passam de uma enganação para o consumidor. “Fizemos uma busca minuciosa pelos melhores fabricantes deste segmento, sempre avaliando qualidade e honestidade no ramo de ecológicos. Este é um trabalho que realizamos incessantemente, pois queremos trazer novidades para nossos consumidores. Após seis meses de trabalho, já contamos com excelente portfólio de marcas”, revela, listando alguns de seus principais fornecedores, entre eles a Joyful e a Raiz da Terra (roupas), a Tuitá (sapatos, bolsas e malas), a Maria Buzina (acessórios) e a Chá & Arte (cosméticos). “Em breve, também contaremos com a parceria da Cativa Natureza, que é representante no Brasil da maior linha de cosméticos orgânicos do país, e também
com a Universo Íntimo e a Laços, para pijamas e lingeries”, adianta.
Além dessas marcas, a Ecochoice é apoiadora de vários artesãos individuais que lhes fornecem os mais variados itens. A empresa também se associou ao Núcleo de Design e Sustentabilidade da Universidade Federal do Paraná (UFPR) e ao projeto social realizado com as catadoras de lixo da cidade de Araucária,
também no Paraná, que produz bio jóias a partir do vidro descartado. “Este apoio a projetos sociais torna o trabalho bastante gratificante. Pretendemos ampliar, e muito, a linha de produtos feitos em projetos como este”, comentam as sócias, destacando que a aposta numa loja virtual foi o melhor caminho para garantir
o acesso ao maior número de pessoas à Ecochoice, pois assim não há limitação geográfica. O mercado de produtos ecológicos está apenas engatinhando no Brasil. Já há muitas e boas iniciativas, e as empresárias da Ecochoice acreditam que estão  no caminho certo, apesar de ainda identificarem desafios. “A moda ecológica ainda é uma desconhecida do grande público, que a compara com produtos sem charme e rústicos demais. Outro problema é o preço, pois como a matéria-prima e a produção ainda não estão amplamente difundidas, os custos são mais altos, encarecendo o preço final dos produtos”, comenta Janete. Para ela, outro ponto que precisa ser superado é a barreira da padronização de tamanhos nas confecções brasileiras. -“Como não temos esta padronização, as pessoas ficam mais inseguras para efetuar a compra de vestuário pela internet. Mas estamos investindo em formas de apresentar o nosso produto com o máximo de clareza
para o consumidor, com muitas fotos e descrição detalhada sobre medidas, características, caimento, entre outros itens que levam as pessoas a decidirem pela compra de uma peça de roupa.”

Sobre as sócias da Ecochoice:

Tanto Carol Vermelho quanto Janete Schmidmeier são mães de duas meninas cada. Muito mais do que sócias de um negócio, elas se dizem mães unidas por um ideal de contribuir para a construção de um planeta melhor para futuras gerações. Carol, 34 anos, casada, é administradora formada pela UFPR e com pós-graduação em gestão empresarial pela PUC-PR. Trabalhou 12 anos na iniciativa privadas em grandes empresas de varejo atuando principalmente nas áreas de Marketing, Gestão e RH.

Janete, 37 anos, também casada e administradora formada pela UFPR, possui experiência de 15 anos em grandes empresas na área de Gestão e RH. Também gerenciou a unidade de empresa prestadora de serviços focada em trade marketing por dois anos.

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Conheça as roupas sustentáveis para malhar


Foto: N!els
Você já sabe que praticar exercícios é a chave para ter um bom condicionamento físico, mental e estar com a saúde em dia. Mas, para que tudo caminhe bem, é muito importante estar usando uma roupa bonita, confortável, flexível e, porque não, sustentável. O EcoD te dá dicas de como se vestir para ir à academia, ou praticar esportes livremente, usando apenas peças eco-conscientes.
Há quem pense que para se vestir bem é preciso gastar muito dinheiro com peças esportivas em grandes lojas do ramo. Mas, dá para estar bonita e adequada apenas com o que você tem no guarda-roupa.
Depois de organizar o armário e separar suas roupas, veja o que pode integrar o seu look. Opte por camisas mais folgadas e com tecido que permite a respiração da pele. Se você é fã de futebol, por que não ir para a academia com a camiseta do seu time? Esse tipo de tecido foi confeccionado pensando exatamente na diminuição do esforço para as pessoas que precisam correr, pular e se exercitar.
tenis-capa.jpgSe você não tem uma camiseta com este tecido, pode optar por uma peça que não usa mais. Uma boa dica é cortar as mangas, para permitir uma maior circulação de ar.
Na falta de roupas sustentáveis para malhar no mercado, a Adidas lançou uma coleção verde assinada por Stella Maccartney. Além de tênis, camisetas, moletons, a linha tem calças próprias para os dias de exercício feitas com Tencel (tecido feito a partir de madeira de eucalipto, produzida e certificada pelo Forest Steward Council). Além disso, os calçados são feitos de lona natural, tecidos reciclados e polpa de madeira que transmitem conforto, bom gosto e conscientização ambiental.
E não se esqueça de levar uma garrafinha reutilizável de água dentro da sua eco-bag, para os momentos de calor. Então, aproveite o feriado e saia para correr e se exercitar!
Fonte:http://www.ecodesenvolvimento.org.br/noticias/conheca-as-roupas-sustentaveis-para-malhar

Divino Bebê apresenta coleção de verão

"Moda ecologicamente correta. Essa é a proposta da grife catarinense Divino Bebê.
Especializada em moda e enxovais para bebês de 0 a 1 ano, a grife aposta em roupas confeccionadas em materiais naturais, com estamparia digital que não polui o meio-ambiente e com etiquetas de papel-semente de cravo que podem ser plantadas.
A coleção verão 2011, intitulada Ecofarm, é toda inspirada em bichinhos da fazenda, em cores e modelagens que acompanham as últimas tendências da moda."

Acesse o site da Empresa: http://www.divinobebe.com.br/

Divino Bebê / Fernando Willadino

terça-feira, 19 de outubro de 2010

Projeto transforma velhos jeans em peças exclusivas

O projeto Limonada Moda Customizada, foi criado em 2008 visando o reaproveitamento de peças jeans para a produção dos mais diversos artigos.
De acordo com a coordenadora do projeto, Janaina Ramos, a ideia surgiu do trabalho de conclusão do curso de design gráfico da UDESC (Universidade do Estado de Santa Catarina). "Pensamos em utilizar o jeans, por ser um tecido forte, resistente e facilmente encontrado em todas as camadas da sociedade. Um artigo que se tornou tão popular e que pode ser usado em diversas ocasiões e com incrível versatilidade", explica. 
Janaina Ramos, designer, formada pela UDESC / Divulgação 
O trabalho recebeu nota máxima e, desde então, a aceitação e popularidade do projeto vem crescendo entre os consumidores, com cada vez mais adeptos. "A comercialização é feita sob encomenda através do site, despachadas para todo Brasil e todas as peças são exclusivas", diz Janaina.
O nome do projeto "Limonada Moda Customizada" surgiu a partir do conceito de que um limão pode ser azedo e facilmente descartado, mas uma limonada é doce, e surge da união de vários limões. O jeans, quando não pode ser mais utilizado, torna-se lixo e problema ambiental "azedo", mas se for unido a outras peças, dá origem a um novo produto, com "doce" valor agregado e simbólico.
 Peça produzida pela Limonada Moda Customizada / Divulgação
O processo de produção das peças procura seguir padrões ecosustentáveis e possui os seguintes diferenciais:
Reutilização de Jeans - Um dos produtos mais poluentes da indústria têxtil desde sua produção até seu descarte - o jeans é, ao mesmo tempo, a peça de vestuário mais democrático do mundo, sendo consumido em todas as camadas sociais de quase todos os países do mundo. A limonada surge como uma alternativa ao descarte do jeans que geralmente iriam poluir o meio ambiente.
Produção artesanal - A Limonada utiliza as boas práticas de comércio e trabalho justo e adota técnicas de produção artesanal em seus produtos, o que torna cada peça exclusiva e original.
Uso de materiais não poluentes - Em seus processos de estamparia, utiliza produtos à base de água e procura sempre
pesquisar fornecedores que adotem processos de produção sustentáveis.
Comercialização online - Eliminando a necessidade de espaço físico e visando atingir um maior número de clientes, os produtos limonada são vendidos somente pela internet, através da sua loja virtual.
No mundo contemporâneo e complexo do século XXI, a Limonada Moda Customizada surge como uma alternativa para um consumo consciente e ambientalmente responsável.

Visite o site do projeto Limonada Moda Customizada: www.limonadamoda.com.br.

Fonte da notícia: Midiamoda.com.br

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Amarsul cria a moda da reciclagem - Eco Fashion 2010

*A fonte da notícia é de um site de Portugal então caso encotrem algum erro de português(Brasil).

Foram apresentadas 7 coleções totalmente concebidas a partir de materiais recicláveis.
A Amarsul confirmou que Reciclar está na moda. O Amarsul Eco Fashion 2010, realizou-se no Concelho da Moita, onde foram apresentadas 7 colecções totalmente concebidas a partir de materiais recicláveis.

A iniciativa da Amarsul decorreu em ambiente de festa, onde ficou patente o benefício do reaproveitamento de materiais, aliado à prevenção de resíduos, cada vez mais necessário. Todos os que assistiram ao evento saíram mais sensibilizados para as questões ambientais, em geral. A Amarsul confirmou que Reciclar está na moda. No dia 29 de Setembro, realizou-se o Amarsul Eco Fashion 2010, no Concelho da Moita, onde foram apresentadas 7 colecções totalmente concebidas a partir de materiais recicláveis.

As colecções foram desenvolvidas por 7 novas criadoras, que tiveram a oportunidade conceber modelos totalmente produzidos a partir de materiais recicláveis, demonstrando o benefício do reaproveitamento de materiais e a versatilidade de utilização dos resíduos, acrescidos da vantagem de sensibilização ambiental.
O desfile foi apresentado pela actriz Sónia Brazão e teve a adesão de centenas de pessoas que se deslocaram ao local para assistirem ao evento. A iniciativa da Amarsul decorreu em ambiente de festa, onde ficou patente o benefício do reaproveitamento de materiais, aliado à prevenção de resíduos, cada vez mais necessário. Todos os que assistiram ao evento saíram mais sensibilizados para as questões ambientais, em geral.

AMARSUL – Sistema Multimunicipal de Valorização e Tratamento de Resíduos Sólidos da Margem Sul do Tejo. 
O Sistema Multimunicipal de Valorização e Tratamento de Resíduos Sólidos da Margem Sul do Tejo abrange os municípios de Alcochete, Almada, Barreiro, Moita, Montijo, Palmela, Seixal, Sesimbra e Setúbal, servindo mais de 800.000 pessoas. A AMARSUL tem como missão adoptar soluções adequadas de tratamento e valorização dos resíduos sólidos urbanos produzidos na Margem Sul Tejo, contribuindo para desenvolvimento sustentável da região e do país e para a maximização do bem-estar humano, através da criação de valor. Abrange os municípios de Alcochete, Almada, Barreiro, Moita, Montijo, Palmela, Seixal, Sesimbra e Setúbal, servindo cerca de 800.000 pessoas. Certificada em 2008 por uma entidade externa em Sistema Gestão Qualidade, segundo a norma NP EN ISO 9001:2000; Sistema Gestão Ambiente, segundo a norma NP EN ISO 14001:2004; Sistema Gestão Saúde, Higiene e Segurança no Trabalho, segundo a norma OHSAS 18001:2007.

A AMARSUL possui três Ecoparques em Palmela, Seixal e Setúbal, respectivamente, sete Ecocentros, uma Eco-Transferência, uma Central de Compostagem, um Sistema de Aproveitamento Energético de Biogás e uma rede de mais de 2000 Ecopontos.

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Chega a Fpolis-SC uma loja de roupas ecológicas para Crianças

Gente quero trazer para vocês hoje uma notícia muito legal, foi inaugurada no bairro de Coqueiros em Fpolis-SC no dia 24 de setembro, uma loja só de roupas ecológicas para crianças, fiquei muito feliz de saber. E por isso estou divulgando a loja. Abaixo segue post falando sobra a loja do site Tabloide Alternativo:
Andreia Rosa de Amorim
 
"Florianópolis será a primeira cidade brasileira a ter uma loja que nasce com uma proposta 100% ecoeficiente e sustentável, desde a concepção do negócio e processos de gestão, até o design de ambiente e seleção das marcas. A intenção da empresária e consultora em sustentabilidade, Andreia Rosa de Amorim, é mostrar que é possível ser “eco” mesmo sendo urbano e que os negócios podem ser realizados já contribuindo com um padrão de economia e desenvolvimento mais equilibrado e sustentável.
No processo de criação da ECO Moda para Crianças houve uma fase importante de seleção das marcas. Andreia mapeou aproximadamente 100 empresas, enviou um questionário e pouco mais de 25% retornaram. Após isso, foram selecionadas 12 marcas que serão comercializadas na coleção primavera-verão 2010 da ECO. “Um dos critérios para a seleção das marcas que fazem parte da Turma do Bem foi a priorização por aquelas que já trabalham com produtos ecológicos como o algodão orgânico ou poliéster de garrafa PET”, destaca Andreia. Além disso, 100% delas garantem não ter mão de obra infantil, 90% utilizam serviços de Organizações não Governamentais ou Cooperativas próximas à empresa e 90% realizam ações sociais nas comunidades.
Outra preocupação é com o meio ambiente. Das 12 marcas que estarão a venda na ECO, 100% realizam de coleta seletiva de resíduos, 50% dos tingimentos são feitos com produtos naturais, 100% dos produtos têm estamparia impressa a base de água e 100% das colorações e pigmentos respeitam os critérios de não tóxico, não cancerígeno e biodegradável.
O principal motivo para a criação da ECO Moda para Crianças está naquilo que a empresária define como “plantar para o futuro”. “Por isso decidimos trabalhar os conceitos de preservação ambiental com as crianças e seus pais, instigando a pensar e agir de modo ecológico através do que usam e consomem. A loja é uma alternativa para o plantio de sementes de esperança na construção de um mundo mais equilibrado na relação homem e natureza”, defende.
A loja
Desde a concepção da loja, todo o espaço foi planejado levando-se em consideração os preceitos da construção sustentável. Uma parceria com o escritório Ecohabitat, na etapa do projeto, e com a Speck Engenharia e Belo Rústico Móveis de Demolição, na fase de execução, fez com que o projeto já nascesse ecologicamente correto. Para isso, foram tomadas como base as referências de construção sustentável e bioconstrução, e orientações do Processo AQUA, da Fundação Vansolini, e o LEED CI (Leadership in Energy and Environmental Design), do Green Building Council.
Esses cuidados fazem com que a ECO tenha reaproveitamento passivo dos recursos naturais, eficiência energética, gestão e economia da água, gestão dos resíduos na edificação, controle da qualidade do ar e ambiente interior, conforto termo-acústico e uso de produtos e tecnologias ambientalmente amigáveis."
 



Acessem o blog ou visitem a loja: Bairro Coqueiros, Rua Desembargador Pedro Silva, Nº 2659. Fpolis-SC.

domingo, 26 de setembro de 2010

Tecidos sustentáveis, a missão

Algodão
Esta é uma fibra sensacional para roubas, mas o cultivo tradicional do algodão causa problemas tanto ao meio ambiente quanto aos trabalhadores por conta do uso de pesticidas e inseticidas que causa doenças e espalha a poluição nos lençóis freáticos.
O algodão orgânico é cultivado sem uso destas técnicas e não causa estes distúrbios, mas requer muito trabalho – e o campo tem que estar livre dos aditivos químicos pelo menos por três anos antes do produto ganhar a certificação. A demanda global pelo algodão orgânico cresce exponencialmente e a grande questão hoje é como produzir o suficiente para atender a todos. La Rhea Pepper, do Organic Exchange, declarou a Linda: “Para encorajar a produção das fibras orgânicas precisamos discutir e implantar modelos que reconheçam o valor do produto dos limites das fazendas até o final da cadeia produtiva.”
Cânhamo
Sim, a planta produz fibras vestíveis, além do produto ilegal – e é uma das matérias primas mais promissoras. É altamente produtiva sem uso de pesticidas ou inseticidas e melhora o solo onde é cultivada. É resistente e pode ser plantada em quase qualquer clima. O tecido pode ser feito quase sem uso de produtos químidos e como não pede grande tecnologia para ser feito, pode ser realizado na fazenda, aumentando o emprego e reduzindo os custos de transporte e poluição decorrentes.
O Cânhamo tem sido usado como matéria prima para tecidos há milênios e só recentemente se tornou controverso. Como a planta também produz maconha é ilegal nos Estados Unidos (no Brasil também) mas é cultivada legalmente na Europa, Ásia e Canadá.
Bambu
O tecido produzido a partir do bambu tem grande suavidade – é comparado ao cashmere. Como a planta cresce rápido e fácil, é em grande parte naturalmente orgânico. Não precisa ser replantado depois da colheita e cresce novamente a partir das raízes. Como o cânhamo, ele melhora a qualidade do solo e ajuda a reconstituir os efeitos da erosão.
Há duas formas de fazer tecido a partir do bambu: mecânico ou químico. O método mecânico pede que se prense a parte da madeira e depois se acrescentam enzimas naturais que produzem uma polpa que pode ser “penteada” e tecida. O resultado deste processo costuma ser chamado de “tecido de bambu”. E uma minúscula parte da produção destina-se ao vestuário porque o método exige muito trabalho e é caríssimo.
O tecido de bambu usado para vestuário é em grande parte resultado do processo químico, que é feito através do “cozimento” das folhas e ramos em hidróxido de sódio e dissulfato carbônico (hidrólise por alcalinização combinada ao bleaching) . Este processo causa muitos problemas de saúde. Em baixa quantidade, cansaço, dores de cabeça e problemas nervosos. O dissulfato carbônico é indicado como origem dos problemas nervosos de trabalhadores na produção de rayon… Exatamente por conta disso é considerado prejudicial ao meio ambiente e não é sustentável nem ecológico. A boa notícia é que há novos jeitos de produzir a fibra de bambu. Por isso mesmo, antes de comprar, olhe a certificação – Oeko Tex, Soil Association, Skal, Krav ou qualquer similar.
Soja
Além de ser bacana para o corpo e a alimentação, a soja produz um tecido famoso por sua suavidade, conforto, brilho e caimento – que se combinam à lavagem fácil e durabilidade. É mais caro que o algodão orgânico ou cânhamo e tornou-se um produto de luxo. Outro ponto positivo é que é produzido com as sobras da indústria alimentícia. Existe alguma soja certificada – mas pouquíssima.
A pesquisa sobre o plantio de soja, claro, não leva a nenhum resultado positivo. Só aqui no Brasil a gente sabe bem o que as plantações têm feito ao cerrado e à Amazônia. Sem falar que grande parte das plantações usam sementes geneticamente modificadas (a tal soja transgênica que é usada na Argentina e aqui também). Esta prática causa danos aos rebanhos e plantações vizinhas. Em menos de uma década, as plantações de soja expulsaram gente do campo e causam sérios desequilíbrios ecológicos e agrícolas, detonam a segurança alimentar e levam à dependência de tecnologia controlada por duas ou três multinacionais. Antes de comprar qualquer coisa produzida com este tecido vale verificar a certificação orgânica.

Algodão, algodão orgânico, bambu e agora o café.

Algodão, algodão orgânico, bambu e agora o café, esses são os ingredientes da moda ecológica e correta que começa a invadir os atelier dos estilistas em todo o mundo, e muitas fabricas já produzem com sucesso roupas esportivas feitas com essas substâncias, evitando desastres naturais. O processo de industrialização de tecidos produzidos através de elementos orgânicos e reciclados é fruto de muitas pesquisas e estudos da indústria têxtil, sempre antenada com os anseios da sociedade e a preocupação crescente com as questões ambientais.

Moda Ecologicamente Correta
Nesse contexto cresce no mundo inteiro o incentivo ao desenvolvimento da indústria dos tecidos sustentáveis, do qual o algodão é o precursor, mas que hoje em dia já não é muito bem aceito pelos ambientalistas uma vez que a sua forma tradicional de cultivo traz prejuízos ao meio ambiente pelo uso de agrotóxicos e outros pesticidas e consequentemente também traz problemas de saúde para o trabalhadores. Assim foi desenvolvido o algodão orgânico como alternativa, mas é um processo bem mais caro e demorado. O algodão orgânico é produzido na Turquia e na Índia e algumas marcas importantes já aderiram a moda verde como a Nike, a Levis e outras.

Roupa Ecologicamente Correta
Nessa trajetória, na década de 90 surgiu o tecido feito a partir do bambu e os hemp, esses tecidos ganhara destaque mundial quando a marca Adidas lançou uma linha de tênis feita a partir do cânhamo, a mesma planta da maconha. A questão gerou polemica uma vez que o cultivo do cânhamo é proibido em países como o Brasil e os Estados Unidos. No mesmo momento também surgiu a malha feita do bambu que é muito bem aceita pelos ecologistas porque o bambu, além de crescer rápido, tem a capacidade de melhorar a qualidade do solo, no entanto o processo de produção do tecido a base de bambu é bastante complexo e caro, impossibilitando que ele venha substituir definitivamente o algodão, mesmo preservando a natureza.

Loja Ecologicamente Correta
Agora a última descoberta dos tecidos ecológicos são aqueles produzidos a partir de grãos de café. O tecido feito com o café é muito semelhante à viscose, fresco, leve e confortável, não gruda ao corpo e também é resistente aos odores, sendo ideal para a prática de esportes. Os fabricantes estão produzindo o tecido a base de café para algumas confecções, mas no Brasil esta tecnologia ainda não chegou. A primeira marca de roupas feitas a partir do grão de café chama-se S-Café, uma linha de roupas esportivas de bermudas, camisetas e bolsas, produzidas em Taiwan. Algumas revistas de moda e jornais conhecidos como indicadores das próximas tendências da moda garantem que este deve ser o novo hit da moda eco.

Produtos Ecologicamente Correta
A onda ambientalista que invade o mundo vem transformando os conceitos de produção e todos os segmentos da sociedade vão buscando alternativas para uma maior educação ambiental de sustentabilidade. Com a moda não poderia ser diferente, e hoje já temos grandes redes de lojas aderindo a essa tendência, produzindo e vendendo roupas ecologicamente corretas.

Fonte: Veste moda