quinta-feira, 28 de junho de 2012

Esmaltes ecológicos começam a ter destaque no mundo da moda

Esmaltes coloridos e unhas artísticas estão em alta e os desenhos incrivelmente detalhados não devem sair de moda tão cedo. Porém, em paralelo ao descontraído e colorido surge uma contra-tendência: unhas nuas e cruas. Sim, sem esmalte e sem uma cor sequer. Ano passado vimos várias celebridades como Angelina Jolie, Sarah Jessica Parker, Madonna e até mesmo a Gossip Girl Blake Lively, andando nos tapetes vermelhos sem esmalte. Para alguns, isto foi apenas uma questão de descuido, para outros, uma questão ecológica. Em geral, a grande maioria acredita que esta moda entre as celebridades foi causada pela influencia do movimento eco-fashion e que os esmaltes foram deixados de lado por apresentarem muitas toxinas que prejudicam a saúde e o meio ambiente.
julep nail polishes3 Esmaltes ecológicos começam a ter destaque no mundo da moda
A vaidade feminina mais uma vez falou mais alto e, aparentemente, as unhas nuas não foram muita aceitas no mercado. Como solução surgiram os esmaltes eco-friendly, que deixam as unhas lindas e são livres de substancias toxicas. Na verdade, os esmaltes ecológicos já existem há um certo tempo, só que a sua aceitação no mercado sempre foi baixa devido ao número limitado de cores e sua baixa durabilidade. Esta imagem está mudando, ainda bem, pois o mercado atual oferece  diversas marcas que disponibilizam cores modernas e clássicas capaz agradar todos os gostos. As linhas de esmaltes ecológicos apresentam uma formula sem as perigosas substancias químicas Além dos esmaltes, as marcas também disponibilizam produtos de tratamento e removedores eco-friendly.
julep esmaltes Esmaltes ecológicos começam a ter destaque no mundo da moda
Scotchecofriendly esmaltes Esmaltes ecológicos começam a ter destaque no mundo da moda

Veja aqui algumas marcas de esmaltes ecológicos e o que difere em suas composições:
RGB Cosmetics: Os esmaltes são livres de substâncias tóxicas como formol, tolueno, e DBP .
Scotch Naturals Watercolors: Os esmaltes desta linha são feitos à base de água (H2O), polímeros acrílicos e corantes naturais. Eles também são 100% biodegradável, vegan, hipoalérgicos, sem glúten, sem perfume, e, é claro, livre de toxinas e de produtos químicos, como formol, tolueno, acetatos de butilo e de etilo. Além de tudo, os produtos não são testados em animais.
Butter London:  Esta é a marca favorita entre os designers de Nova York. Já esteve presente nos desfiles de Victoria Beckham, Calvin Klein, Betsey Johnson, Matthew Williamson e Yagal Azrouel. Os esmaltes são livres de formol, tolueno, DPB, e parabenos. Seu diferencial está nas tonalidades com forte pigmentação.
Priti NYC: Os esmaltes desta marca também não são tóxicos e são livres de tolueno, formol e dibutyl phthalate.
Julep: Esta marca também oferece esmaltes livres de substancias toxicas e ainda promete um tratamento ecológico para as unhas. Usuários pela internet garantem que os esmaltes da Julep duram mais tempo que os outros.

rgb esmaltes1 Esmaltes ecológicos começam a ter destaque no mundo da moda
Imagens: RBG Cosmetics, Scotch Naturals, Julep

segunda-feira, 25 de junho de 2012

Moda sustentável, na prática


Pegando carona com a Rio+20, é pertinente falar também das mudanças necessárias para que a indústria têxtil se torne menos poluidora e adquira uma filosofia sustentável. Dos pesticidas usados nas plantações de algodão às químicas usadas no processo de tingimento dos tecidos, a indústria da moda tem sua parcela de culpa quando se trata de agredir o meio ambiente. Marcas, designers, empresários, biólogos e até cientistas mundo a fora estão engajados em pesquisar e descobrir novas fontes sustentáveis para fazer girar o mundo da moda. Do reaproveitamento de materiais ao desenvolvimento de novas fontes têxteis, a movimentação para novos hábitos de consumo e de uma nova maneira de pensar a moda ganha cada vez mais força. 
modasustentável
Quando se trata em pesquisa de novas tecnologias, Oskar Metsavaht mostra que é mesmo um empresário de visão. Em seu último desfile na edição verão 2013 da São Paulo Fashion Week, a Osklen trouxe o frescor e a leveza de um verão chic e, acima de tudo, sustentável. Ora com aspecto de linho, ora parecendo juta, as peças de seda rústica foram o ponto alto do desfile. Oskar também desenvolveu o projeto Traces em parceria com o Ministério do Meio Ambiente da Italia, o Forum das Americas e o Senai-Cetiqi, que rastreia os impactos sócio ambientais de seis e-fabrics usados pela Osklen: algodão orgânico, algodão reciclado, couro pirarucu, juta da Amazônia, malha pet e seda orgânica. Os resultados indicam como os impactos ambientais sao mínimos se comparados com os da indústria têxtil convencional e mostram que é possível fazer uma moda sustentável que também pode beneficiar milhares de trabalhadores ao gerar renda e inclusão social.
Peças de seda rústica Osklen

Toulon, Maria Bonita e Francesca Romana Diana: aposta na reciclagem

Além da osklen, outras marcas começam a dar os primeiros passos rumo à sustentabilidade. A Toulon faz apostou numa linha de acessórios masculinos com bolsas, mochilas e tênis desenvolvidos a partir de tecido tecnológico feito com PET e retalhos. O tecido é confeccionado a partir de garrafas PET que são descartadas e transformadas em fibras de poliéster que são então combinadas com o algodão desfibrado proveniente de restos de retalhos de tecidos vindos das confecções. Depois de pronto, o novo tecido recebe um tratamento a base de amaciantes ecológicos. Já a Maria Bonita transformou em acessório a matéria prima descartada no manejo do coco. A coleção Dias do Norte, inspirada nas terras do Pará e Amazonas, trouxe um sapato feito com fibra de coco. Francesca Romana Diana também está investindo na reciclagem e acaba de lançar uma linha de bijoux eco-friendly, desenvolvida a partir do reaproveitamento do material de embalagens de comprimido misturadas à pedras brasileiras.
Coleção Toulon feita a partir de tecido reciclado e sapato de fibra de coco da Maria BonitaColeção PET Francesca Romana Diana
Roupa também pode ser arma contra a poluição

Fora do Brasil, o conceito de moda sustentável vai além da reciclagem e reaproveitamento de materiais. Cada vez mais se investe em pesquisa para o desenvolvimento de tecidos a partir de novas fontes, como o leite, realizado pela estilista e bióloga alemã Anke Donaske, e até plantas, projeto da inglesa Carole Collet, que comanda o Textile Futures Research Centre da Central Saint Martins, em Londres, conciliando ecologia e tecnologia inteligente. A ciência também não fica de fora quando o assunto é ir além do conceito de roupa para vestir. Físicos da Universidade Wake Forest, na Carolina do Norte, desenvolveram um tecido que funciona como uma tomada de reposição. Quando usado, ele converte diferenças sutis de temperatura em toda a extensão da roupa em eletricidade, tornando possível carregar celulares ou aparelhos de mp3 usando somente o calor absorvido do corpo através do que se estiver vestindo. Outro conceito inovador é o da roupa catalítica, que purificar o ar através de um fotocatalisador que quebra poluentes atmosféricos. O projeto é fruto da imaginação da designer Helen Storey e do químico Tony Ryan que vem promovendo uma série de intervenções culturais e artísticas pela Europa para divulgar a tecnologia e conscientizar o público.
Instalação em Londres com roupas catalíticas

Fonte: Heloisa Marra


Fujiro comemora 4 milhões de garrafas pet recicladas com bazar

O foco na moda ecológica é o dia a dia da Fujiro. Com fios de garrafa pet, a empresa catarinense produz camisetas, ecobags, uniformes e outros artigos. As camisetas, por exemplo, são feitas com 50% de poliéster proveniente desses recipientes e trançadas com 50% de algodão, trama que dá leveza e qualidade no caimento. A fabricação de uma única peça retira duas garrafas do meio ambiente. Já para a confecção de quatro ecobags, uma garrafa é retirada da natureza.

Para comemorar o elevado índice, a Fujiro realizará nas próximas semanas um bazar no Shopping Center Neumarkt, no Centro de Blumenau. Serão cerca de três mil peças à venda com descontos especiais. “A linha Econcept trata-se de moda feminina ecológica e que está dentro das tendências para o Inverno 2012. Os valores praticados são todos de 50% a 80% de desconto”, diz Bruno Sedrez, diretor da empresa.
A linha Econcept está à venda até o final de julho, em uma loja na Alameda de Serviços, com valores entre R$ 19 e R$ 59. Já o quiosque no piso térreo, em frente à Praça de Alimentação, ficará aberto até agosto e tem uma infinidade de opções de camisetas com valores diferenciados: uma peça R$ 29,90; duas peças R$ 49,90 e três peças por R$ 59,90. Parte da renda do bazar será revertida para a Rede Feminina de Combate ao Câncer de Blumenau.

sexta-feira, 22 de junho de 2012

Desenhos da minha aluna...

Já contei para vocês que dou aula de Desenho de Moda para crianças... aqui quero mostrar uns desenhos da minha aluna Julia Mascarenhas Desjardins, eu adorei!!!! Parabéns Julia!




quinta-feira, 21 de junho de 2012

Inovação e beleza! Que tal usar materiais recicláveis para fazer um lindo vestido?

Boa tarde leitores do Blog ME!!!


Hoje decidi trazer para vocês idéias de vestidos feitos com materiais recicláveis e ficaram bonitos de verdade! São muitos modelos e infinitas possibilidades!!! Usem e abusem da sua criatividade!!! Achei lindos!!! Sendo que existem muitos mais na internet!!! Garanto que ninguém terá igual!!


A foto com o curioso look foi parar no perfil da estudante no Facebook
O traje da jovem foi todo feito a partir das páginas de seus deveres de matemática.

artesanato com jornal 
artesanato com jornal 
artesanato com jornal 

Vestidos feitos com folhas de jornal. Fonte: Oartesanato.com


Jovem artesã cria original vestido com 4.000 aneis de latinha de cerveja 02

Jovem artesã cria original vestido com 4.000 anéis de latinha de refrigerante.
Fonte: Mdig.com.br

A paulistana Tatiana Kinoshita, 25 anos, usa um vestido feito de embalagem de creme dental.
Muitos outros modelos lindos em: Madeinjapan.uol.com.br 

Vestido feito com resto de guarda-chuvas.
Embalagens viraram um lindo vestido!
vestido reciclado medio ambiente
Você tem Sacolas plásticas demais, que tal fazer um vestido como este?

Casaco feito com restos de fitas cassete.
Outro modelos desta fonte em: Craft-cat.blogspot.com.br

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Elizabeth-Rasmuson-vestido-reciclado

Este vestido e o colete do menino foram feitos com embalagens de chiclete. Lindo, não?
Fonte: Descolex.com

quarta-feira, 20 de junho de 2012

A moda é ser sustentável

A consciência ecológica sempre esteve presente na vida do casal goianiense Mafalda Silva Coimbra Afonso e Manoel Fernando Afonso, dona de casa e bancário, respectivamente. No dia a dia, os dois buscam adotar práticas e utilizar recursos naturais de forma inteligente, que possam refletir na preservação do meio ambiente. Foi a partir de uma dessas práticas, o consumo de orgânicos, que resolveram investir em negócio que tivesse sustentabilidade: a Ecorreto Moda Sustentável, pequena empresa que atua no segmento de confecção e venda de roupas, calçados e bolsas, tendo produtos orgânicos como principal matéria-prima.


Segundo Mafalda, há quatro anos o casal pensava em ter a própria empresa, ampliar os rendimentos familiares, mas faltava a ideia. Quando a tal ‘ideia’ apareceu, o passo seguinte foi se informar sobre o segmento de atuação. Pesquisaram sobre tecidos orgânicos e receberam consultoria do Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae Goiás), principalmente com a participação no programa Próprio, ajudando-os a conhecer a realidade do mercado e organizar um plano de negócios. “Com isso, abrimos nossa empresa com mais conhecimento e menos risco de errar. Investimos, inicialmente, cerca de R$ 30 mil e agora estamos tendo retorno desse valor”, reforça.

A Ecorreto começou as atividades de fato em outubro de 2010. No início, conta Mafalda, foram feitos testes e amostras, pois as vendas eram poucas, o que permitiu à empresa fazer estoque de peças. Entretanto, foi em janeiro deste ano que a empresa se lançou realmente no mercado com a abertura de uma loja física no Banana Shopping, em Goiânia (GO), e com pequeno galpão para produção das peças, localizado no Bairro Triunfo.
Atualmente, são mil peças produzidas por mês, entre roupas, calçados e bolsas, feitas por equipe de quatro costureiras e uma designer de moda. Já as vendas totalizam 200 peças por mês. A expectativa dos pequenos empresários é ampliar as vendas, já que estão investindo na divulgação por meio do site e redes sociais. “Vamos atender pedidos por meio do blog e Facebook. Nosso site também vai ser lançado este mês para que a gente possa mostrar os produtos, os diferenciais de produção e conscientizar a população da importância de adotar práticas sustentáveis”, enfatiza Mafalda.

Conceito sustentável
O diferencial dos itens que compõem o portfólio da empresa está na utilização de tecidos com tecnologias que respeitam o meio ambiente. Mafalda explica que algumas camisetas, por exemplo, são confeccionadas com 50% de poliéster reciclados de PET e 50% de algodão. “São necessárias duas garrafas PET para confeccionar uma camiseta. Ao adquirir esse produto, o consumidor está tirando duas garrafas do nosso meio ambiente.”

Outra matéria-prima para a fabricação das peças é o algodão orgânico, livre de agrotóxicos e de pesticidas desde a plantação até a fiação. As bolsas que possuem esse item na composição custam, em média, R$ 110. Já as sandálias fabricadas com algodão têm o valor de R$ 49. A Ecorreto Moda Sustentável recebe a matéria prima de quatro fornecedores das regiões Nordeste e Sul do Brasil. Mafalda revela que tudo é certificado como orgânicos e ecologicamente corretos pelo IBD Certificações e Embrapa.

Mais informações:
Ecorreto Moda Sustentável
Endereço: Banana Shopping - Sala 9B10 – Avenida Araguaia, Centro – Goiânia (GO)
Contato: (62) 3224-6404
Site: www.ecorretomoda.com.br
Blog: www.ecorretomodasustentavel.blogspot.com
Facebook: Ecorreto Moda Sustentável
Agência Sebrae de Notícias (ASN Goiás): (62) 3250-2268
Central de Relacionamento Sebrae: 0800 570 0800
Oficina de Comunicação: (62) 3225-4899
 
Fonte da notícia: Ead.sebrae.com.br

terça-feira, 19 de junho de 2012

Rio+20 terá desfile com talentos da moda brasileira


O Rio+20 também será palco das criações de moda brasileiras. O projeto Talentos do Brasil, iniciativa do Ministério do Desenvolvimento Agrário, desfilará sua nova coleção, Flores, que tem como referências as cores e diversidade de plantas das regiões onde moram os artesãos participantes. O evento começa às 20 horas dessa terça-feira, 19 de junho, no Aterro do Flamengo.

Cerca de duas mil pessoas compõem o projeto, que existe desde 2005, estimulando a geração de emprego e renda de grupos de artesãos rurais. Atualmente, o portfolio do grupo conta com mais de 2 mil produtos. Acompanhe o que cada um dos empreendimentos participantes preparou para o evento, sendo que o público pode conferir essas criações no estande do Ministério, na Praça da Sociobiodiversidade:
• Amazonas – Grupo Florestas: Fibra de juta, cipó ambé e titica, sementes, sobras de madeira e de látex com um toque de detalhes coloridos em chita. Com esse material, 39 artesãs de duas comunidades às margens do Rio Madeira e outra da cidade de Manicoré, a 390 quilômetros de Manaus, fazem bolsas, chapéus e acessórios. Os homens colhem o látex para produzir borracha e as mulheres aproveitam a sobra em delicadas peças de artesanato.
• Bahia – Grupos Canção de Bordar e Cá e Lá: No litoral norte baiano, 297 mulheres de Entre Rios e Mata de São João produzem cestos, bolsas, tapetes e acessórios com trançados de piaçava. Já do sertão vem o trabalho de artesãs de Santa Rita de Cássia, que bordam poesias e cantigas de roda em fitas coloridas e com elas fazem almofadas, cortinas, bolsas e echarpes.
• Maranhão – Grupo Linho dos Lençóis: As cerca de 250 mulheres de Barreirinhas e Tutóia, nos Lençóis Maranhenses, usam material como fios da palha de buriti tratados e tingidos com urucum, salsa, cebola e gengibre. Destaque para as técnicas como o crochê; o ponto batido, em que o cofo (instrumento artesanal usado para preparar a mandioca) serve para apoiar a linha e elaborar a tecelagem manual e o macramê com ponto cascudo, nome derivado do desenho das espinhas do peixe cascudo. As artesãs produzem colares, bolsas, chapéus e sandálias.
• Mato Grosso do Sul – Grupo Mulher Peixe: São 40 pescadoras e mulheres de pescadores que trabalham com pele e couro dos peixes pacu e tilápia. Esse material é curtido, tingido e se transforma, graças à habilidade das artesãs, dando origem a bolsas, carteiras, colares, pulseiras e mantas. Diretamente dos rios do Centro-Oeste para as mãos das consumidoras.
• Minas Gerais – Grupos Família Mineira e Linha do Horizonte – Cara do Sertão:  Os trabalhos manuais mineiros são dos grupos Cara do Sertão (47 artesãs) e Linha do Horizonte, de Salinas, Novorizonte e Barrinha, no Norte do Estado. Participa também o grupo Família Mineira, com 22 mulheres de seis municípios do Triângulo Mineiro que fazem bordados de linhas e pedras, crochê e trançado. O bagaço de cana é usado em bijuterias.
• Pará – Grupo Tururi de Muaná: O tururi envolve e protege os cachos de coco da palmeira amazônica conhecida como “buçu”. Um material delicado trabalhado com paciência e precisão por 40 artesãs da comunidade de Muaná, na Ilha de Marajó. Entrelaçar as fibras do tururi é um momento importante nesse processo do “fazer”, que dá origem a bolsas, chapéus, sacolas, presépios e bonecas.
• Paraíba – Grupo Dois Pontos e Copnatural: Envolve 180 artesãs dos municípios de Alagoa Nova, Ingá, Riachão do Bacamarte, Serra Redonda e Juarez Távora. Técnicas como labirinto, renda renascença, algodão orgânico e bordado fazem parte da cultura ancestral das mulheres desses municípios do Agreste da Paraíba, que hoje exercem sua arte, tendo como suporte o linho, o tricoline, o crepe e o algodão. O resultado é uma linha de moda praia com batas, vestidos, bonés e saídas de praia leves e confortáveis.
• Pernambuco – Grupos Bordados Que Brotam e Renda Renascença: A comunidade de Varjadas, na zona rural de Passira, produz bordados delicados. Além disso, 30 artesãs de Pesqueira trabalham com renda renascença, tradição vinda da Itália. Elas confeccionam vestuário, conjuntos de cama, mesa e banho e acessórios.
• Piauí – Grupo Rendas e Bordados do Piauí: São 48 mulheres organizadas em dois grupos: Rendeiras do Delta do Parnaíba, na região turística do Portal do Delta, que executam a delicada renda de bilro; e o grupo do município Buritis dos Lopes, que faz o ponto de cruz, herança tradicional da cultura portuguesa. Essas duas técnicas são empregadas na execução de roupas femininas, peças de cama e acessórios. É a renda gerando renda. 
• Rio de Janeiro – Grupo Taboa de São Francisco: As fibras trançadas da planta aquática chamada taboa aumentam a renda de 25 mulheres do grupo Taboa de São Francisco, do distrito de Barra do Furado, município de Quissamã, no Norte Fluminense. Elas fazem pufes, bolsas, cestos, colares e objetos utilitários.
• Rio Grande do Sul - Grupo Lã Pura: A lã de ovelhas e carneiros da raça crioula é tingida, fiada e se transforma em xales, mantas e echarpes. Já a crina de cavalo é trabalhada para ser empregada na confecção de bijuterias e bolsas, uma proposta que une o tradicional ao contemporâneo. Tudo isso é o resultado da criatividade do grupo Lã Pura, formado por artesãs de dois municípios das regiões de Fronteira do Oeste – São Borja e Uruguaiana.
• Tocantins – Grupo Babaçu Brasil: O grupo Babaçu tem 90 artesãos de empreendimentos coletivos formais e informais de Aguiarnópolis, Tocantinópolis, Nazaré, Luzinópolis, São Bento e Araguatins, na região do Bico do Papagaio. Eles trabalham com a palha e, também, com o coco da palmeira babaçu que, cortado, oferece múltiplas possibilidades estéticas e utilitárias. São bolsas de pastilhas de babaçu, jogos americanos, cestaria, saídas de praia, túnicas, esteiras de palha e biojoias.

Mais informações: http://talentosdobrasil.com.br/


Moda ética e ecológica – o despertar dos gigantes


Olá leitores do Blog ME, segue mais uma notícia muito interessante, dou todos os créditos ao blog Urbscape.
Segue nota:
A moda ética e ecológica tem tido um crescimento acentuado nos últimos 2/3 anos e começa a ditar regras num mercado extremamente competitivo. Tal como outras tendências verdes, é um fenómeno com origem em pequenos empreendedores que se tentam diferenciar da oferta standardizada e acabam por ditar tendências. Utilizam matérias-primas amigas do ambiente, zelam pelo bem-estar animal e defendem o comércio justo. É muito mais do que utilizar tecidos naturais ou orgânicos, significa um compromisso de toda a cadeia de um produto, desde lojas, designers, fabricantes e (por opção de compra) consumidores.
Neste segmento, a qualidade é um imperativo, pela preocupação com a longevidade das criações e porque não conseguem concorrer pelo preço. Apostam em design’s personalizados e incentivam à participação dos clientes no processo criativo e na escolha dos materiais. Recorrem a matérias primas locais e ao saber de artesãos. Nos casos que já atingiram dimensão internacional, exercem pressão na defesa de salários justos, de melhores condições de trabalho e privilegiam parcerias com fábricas ecológicas.
A criadora escocesa Henrietta Ludgate é um bom exemplo. Tem-se destacado na alta costura pela postura inovadora e ética e a suaconcept-store Work-shop é um sucesso no Whiteleys Shopping Center, mesmo rodeada de gigantes do retalho. As linhas minimalistas, elegantes e modernas da criadora reflectem sobretudo uma visão da moda como arquitectura e um estilo que se conecta aos contornos do corpo.
Outro bom exemplo é a Honest, do criador belga Bruno Pieters que, como o nome indica, tem uma estratégia comercial assente na transparência. Além de trabalhar exclusivamente com materiais orgânicos, revela ao público os custos dos seus produtos em toda a cadeia.
Por cá, a moda ecológica tem sido uma ferramenta de empreendedorismo, sobretudo feminino. Ainda recentemente o P3 do Publico divulgou a experiência de Marlene Oliveira, uma designer portuguesa que criou a sua linha de moda ecológica, especificamente eco-vegan. Esta freelancer apenas vende no site Tecidos Ecológicos e todos materiais são provenientes de fornecedores de comércio justo.
A Internet tem sido o principal canal de venda e detonador destas marcas, acompanhado de estratégias de marketing bem concebidas e direccionadas. Dispõem de centrais de compras conjuntas e outras ferramentas de networking em portais como o Source4Style, o Eco-Age ou o Ethical Fashion Forum.
É o poder das ideias a influenciar o mercado. A principal evidência está nas próprias insígnias do retalho tradicional que disponibilizam cada vez mais opções ecológicas. A Adidas tem uma parceria com Stella Mccartney, uma das estilistas mais empenhadas na protecção do ambiente. A Marks & Spencer já estabeleceu o seu programa eco/ ético para o futuro, o Plano A. Contém 180 compromissos para fomentar boas práticas em todos os intervenientes, desde o fabrico à comercialização. Lançou também a campanha Shwopping para aproveitamento de resíduos têxteis pós-consumo.
H&M está a publicitar a sua colecção consciente sob a premissa de ser a nº 1 em uso de algodão orgânico. A Replay que já havia surpreendido a concorrência com espectaculares jardins verticais, mostrou que está determinada em marcar posição na tendência eco e investiu em tecnologia que reduz 85% do consumo de água no fabrico das gangas.
E este é um bom exemplo para tirar conclusões. A moda ecológica, ética, slow, deve tirar proveito das novas tecnologias e das prácticas inovadoras. Não há outra saída na encruzilhada da economia verde. E as grandes marcas vão ter de continuar a melhorar a sua eco-eficiência, mesmo que isso signifique diminuir produção, consumo e, consequentemente, margens de lucro. Há uma nova geração de criadores capazes de influenciar tendências e sobretudo, há consumidores cada vez mais informados e críticos. E a curto prazo, muitos vão exigir a transparência total das marcas.
Para mais informações segue link do site original: Urbscapeblog.wordpress.com