quarta-feira, 14 de outubro de 2009

Moda - O que é?

Definição de Moda: A moda não é o simples uso das roupas no dia-a-dia. A moda é um fenómeno sócio-cultural que expressa os valores da sociedade – hábitos e costumes – numa determinada época.

Por outras palavras “a moda transmite aos outros quem somos” mesmo nos dias de hoje.


Fonte: http://naosejabemvindo.blogspot.com/


Moda já deixou de ser sinônimo de futilidade e improvisação há muito tempo. A palavra "moda" vem do latim modus, significando "modo", "maneira.
Nada mais é que um sistema que acompanha o vestuário e o tempo, que integra o simples uso das roupas no dia-a-dia a um contexto maior, político, social, sociológico. Você pode enxergar a moda naquilo que escolhe de manhã para vestir, nas passarelas do Brasil e do mundo, nas revistas e até mesmo no terno que veste um político ou no vestido da sua avó. Moda não é só "estar na moda". Moda é muito mais do que a roupa.

Fonte: http://dofundodoarmario.blogspot.com/2007/10/afinal-o-que-moda.html



Moda é a tendência de consumo da atualidade. A moda é composta de diversos estilos que podem ter sido influenciados sob diversos aspectos. Acompanha o vestuário e o tempo, que se integra ao simples uso das roupas no dia-a-dia. É uma forma passageira e facilmente mutável de se comportar e sobretudo de se vestir ou pentear.

A moda é abordada como um fenômeno sociocultural que expressa os valores da sociedade - usos, hábitos e costumes - em um determinado momento. Já o estilismo e o design são elementos integrantes do conceito moda, cada qual com os seus papéis bem definidos.

Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Moda



A moda é uma arte?

Ana Sánchez de la Nieta
A procura da beleza na moda faz com que o trabalho do desenhista se aproxime muito do trabalho do artista.
Como este, o costureiro precisa de elementos de inspiração para criar, para confeccionar as suas coleções. Há alguns desenhistas que se inspiram numa determinada época histórica (daí os famosos revival que recuperam vestes do passado adaptando-as à atualidade), numa gama de cores, em determinados tecidos...
A moda é uma arte; alguns vestidos de alta costura não têm nada a invejar aos objetos de ourivesaria; no polo extremo, a semelhança entre o estilo grunge e a pintura hiper-realista é bastante evidente.
O mérito da moda como arte é que, com palavras do filósofo Manuel Fontán de Junco, "conseguiu estabelecer uma ponte entre a beleza e a vida. A moda é uma arte que se usa, que se leva para a rua; é uma arte de consumo a que todos têm acesso"[1]. E é fundamentalmente uma arte humana. Uma arte feita por e para o homem.


Fonte: http://www.portaldafamilia.org.br/artigos/artigo252.shtml

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

Osklen, Hering e Cantão apostam em sustentabilidade

Marcas investem em produtos ecologicamente corretos, produção de baixo impacto ambiental e projetos sociais
Por Sylvia de Sá, do Mundo do Marketing - 21/08/2009 - sylvia@mundodomarketing.com.br


Apesar de aqui não ter sido sentida com tanta força como em outros países, a crise econômica mundial potencializou uma tendência que vinha se desenhando há algum tempo: a sustentabilidade. Quem já trabalhava sob o conceito aproveita o momento para ganhar mais destaque. É o caso de marcas como Osklen, Timberland, Hering e Cantão que apostam nessa onda para conquistar o consumidor.

Como toda tendência, a sustentabilidade invadiu a moda. O uso de matérias-primas ecologicamente corretas, a produção de baixo impacto ao meio ambiente e a criação de projetos sociais fazem com que o conceito entre, literalmente, na moda. “A sustentabilidade é o assunto do momento, algo que deve estar na pauta das empresas e ser utilizado pelas marcas de moda”, diz Sérgio Garrido, Professor de Marketing de Moda da ESPM SP, em entrevista ao Mundo do Marketing.
Ainda que seja uma marca norte-americana, a Timberland encontrou no Brasil, há 11 anos, um mercado compatível com o seu life style. Para incentivar o estilo de vida outdoor, a empresa apoia iniciativas como o Ecomotion – maior corrida de aventura do país – e o Short Adventure, versão mais light do evento. Já a brasileiríssima Hering foi a primeira empresa parceira da campanha “O Câncer de Mama no Alvo da Moda”.
Câncer de Mama no Alvo da Moda
Há 13 anos, a marca produz e vende a linha de vestuário em suas lojas destinando parte da renda ao Instituto Brasileiro de Controle do Câncer (IBCC). Além disso, uma parceria entre o São Paulo Fashion Week e o Câncer de Mama no Alvo da Moda permite que, a cada edição, um estilista crie uma nova t-shirt para a campanha.

Desde então, nomes como Alexandre Herchcovitch, Fause Haten, Walter Rodrigues, Oskar Metsavath, Lino Villaventura, Isabela Capeto, Ronaldo Fraga e Marcelo Sommer já apoiaram a iniciativa. Outra ação da Hering é a parceria iniciada este ano com o Grupo Cultural Afroreggae. Assim como acontece com o “Câncer de Mama no Alvo da Moda”, a renda das vendas dos produtos é revertida para os projetos sociais da instituição.
As peças podem ser encontradas em mais de 10 mil pontos-de-venda que comercializam a marca Hering em todo o país. As estampas representam o dia-a-dia da comunidade e foram desenvolvidas por Bragga, formado em design pelas oficinas do Afroreggae. Ao lado da Hering e da Timberland, a carioca Cantão também investe em ações alinhadas ao conceito de sustentabilidade.
Cantão e a reciclagem
A marca – que há 40 anos valoriza o estilo de vida do Rio de Janeiro – criou o projeto Reciclagem Cantão. O movimento propõe uma maneira simples de tratar o assunto do desenvolvimento sustentável. Para isso, a Cantão apresentou soluções que cuidam do lixo têxtil. Materiais descartados como tecidos, refugo de calçados e embalagens são reformulados para virarem novos produtos.
Este ano, por exemplo, para o desfile da coleção Florais do Pacífico – Verão 2009, duas toneladas de moído de borracha, excedente da produção de sandálias, foram transformadas em Oceano Pacífico e caracterizaram a passarela. O mesmo material foi reutilizado na ambientação das lojas Cantão. A marca também transformou sobras de tecidos das coleções antigas em bolsas e almofadas que foram distribuídas para clientes.
O Reciclagem Cantão ainda doa materiais descartados para a composição de cenários de companhias de teatro. Já as coleções antigas são desconstruídas para darem vida a figurinos das peças, assim como objetos que antes ambientavam as lojas ganham uma nova utilidade nos palcos dos espetáculos.
Instituto-e
Outra empresa que é referência em moda e sustentabilidade é a Osklen. A marca foi o canal que Oskar Metsavath, fundador e diretor de criação, encontrou para levar aos jovens alguns conceitos antes desconhecidos. Com a criação do movimento e-brigade e, posteriormente, do Instituto-e, tem sido possível divulgar a importância da responsabilidade com o meio ambiente e com a comunidade.
“O Instituto é baseado em cinco pilares: origem da matéria-prima, impacto do processo produtivo, relações trabalhistas e/ou com a comunidade, design e atributos comerciais. No entanto, o design é o nosso diferencial. É assim que pretendemos fazer do Brasil o país do desenvolvimento sustentável”, explica Nina Braga (foto), diretora do Instituto-e, em entrevista ao Mundo do Marketing.


O Instituto foi lançado oficialmente por Oskar em janeiro de 2007, no São Paulo Fashion Week, e contou com a colaboração de nomes como Herchcovitch e Fause Haten para provar que era possível unir moda, beleza e sustentabilidade. Na ocasião, o desfile apresentou peças feitas a partir de materiais como seda orgânica e couro de peixe. Isso foi possível graças ao e-fabrics, projeto que mapeou as matérias-primas que poderiam ser oferecidas à indústria da moda.
Coube a Osklen usar o seu conhecimento em design para criar produtos sustentáveis que se tornassem objetos de desejo. “O Instituto não pretende se limitar a Osklen. Trabalhamos identificando possíveis sinergias entre parceiros”, diz Nina.
Grendene adere à sustentabilidade
Um deles é a Grendene. Quando a empresa convidou Oskar para redesenhar a sandália Ipanema, ele logo pensou em uma forma de agregar sustentabilidade ao trabalho. Além de criar um produto feito com material reciclado e 0% de resíduo na produção, o diretor de criação encontrou uma maneira de ajudar também a comunidade.
Se a nova sandália precisava ter a cara do bairro carioca, era mais do que justo fazer algo pelo local. Foi decidido, então, que parte dos royalties da sandália seria destinada para a revitalização do Parque Garota de Ipanema. Como mediador das ações do Grupo Osklen, o Instituto-e adotou o parque e ficou responsável pelo projeto de revitalização e manutenção do espaço.

Além da Grendene, hoje o Instituto tem parceiros como a Unesco, a WWF, a Vale, a Natura, a Caloi, entre outros. O objetivo é ampliar cada vez mais esta rede para destacar o Brasil mundialmente neste segmento e incentivar a produção de matérias-primas. Atualmente, a Osklen produz t-shirts de poliéster extraído de garrafas pet recicladas, além de tênis feitos de couro de peixe e bolsas e acessórios ecologicamente corretos.
Produtos ecologicamente corretos
A Timberland também tem linhas de produtos alinhadas ao conceito sustentável. A marca oferece camisetas de algodão orgânico, modelos de botas e calçados com forro feito a base de garrafas pet e solado produzido com borracha reciclada. A Cantão e a Hering já investiram em peças feitas a partir de algodão orgânico, mas os produtos não são encontrados em suas linhas atuais.


“As marcas aparecem em alguns momentos alinhadas à sustentabilidade, mas não há nada que se destaque muito. Existem oportunidades para que elas se apropriem deste conceito e façam da moda brasileira a moda sustentável”, comenta Sérgio Garrido, da ESPM.
Para as empresas, as principais dificuldades são a falta de matéria-prima sustentáveis em grande escala – o que acaba aumentando os custos – e a ausência de incentivos do Governo para a produção desses materiais. Como estratégia de Marketing, os próprios produtos viram canais de comunicação. Tanto a Osklen, quanto a Timberland e a Hering produzem peças com mensagens sustentáveis.


“A melhor forma de comunicação é o próprio produto. É importante que ele conte a história de alguma forma, seja pela estampa ou pelas tags. A divulgação no ponto-de-venda também é importante”, explica Garrido. Pensando nisso, a Osklen está colocando em suas lojas TVs que passam desfiles da marca e vinhetas com mensagens ecológicas e sociais. Principal bandeira do Instituto-e, a marca pede que, se for para copiá-la, que copiem as boas ações e as multipliquem.


Fonte: http://www.mundodomarketing.com.br/9,10892,osklen-hering-e-cantao-apostam-em-sustentabilidade.htm

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

Hering entra no mundo da malha PET

Com um toque verde, novas camisetas estão sendo comercializadas em lojas da grife Hering. As lindas blusas foram confeccionadas com malha PET, a partir de fios de poliéster reciclado das garrafas. Além da malha, outros tecidos eco-friendly também estão sendo usados, como os algodões orgânicos.

No mercado há 128 anos, a Hering mostra-se cada vez mais contemporânea e antenada à realidade eco-desenvolvimentista. A marca que já tornou-se sinônimo de conforto e estilo, e foi traduzia como "moda causal, diurna e acessível", pode acrescentar o termo "eco-amiga" ao seu conceito.



Empresa Sustentável

A Cia Hering também coloca em ação princípios e práticas sustentáveis.

Por exemplo, de acordo com a companhia, toda a água utilizada só é devolvida ao ecossistema depois de um tratamento biológico e físico-químico, sem causar impactos ambientais. As caldeiras estão adaptadas para a queima de gás natural, reduzindo significativamente as emissões de poluentes na fonte.

A empresa também instalou um sistema avançado de reuso da água com a meta de reciclar 25% de toda a água consumida na sua fábrica. Afinal, cada quilo de malha produzida consome 140 litros de H2O. A água de reuso é utilizada na limpeza das instalações da empresa e em vários processos industriais de lavação de estamparias, máquinas e equipamentos diversos.

A compania utiliza as sobras das indústrias de papelaria e móveis como o principal combustível. Através da tecnologia de recuperação de energia, desenvolvida em parceria com a Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), a empresa deixa de queimar 140 toneladas de óleo combustível/mês, o equivalente a 520 m³/mês de lenha (exótica).

A Cia. Hering possui cerca de 8,5 milhões de m2 de área nas suas unidades de Blumenau (SC). Dessa área, 76,2% é composta por reservas florestais intocadas, e 20% de áreas reflorestadas. Assim, para cada 1m2 de área construída, a Cia Hering possui 58 mil m2 de áreas verdes.

Entre 1996 e 2006, foram reduzidos em cerca de 93% o envio de resíduos sólidos ao aterro sanitário. A estação de tratamento da Cia. Hering – Unidade Itororó, implantada em 1990, tem capacidade para tratamento de efluentes de 320 m3/h, o que equivale às necessidades de uma cidade de 63 mil habitantes.

Fonte: http://www.ecodesenvolvimento.org.br/noticias/hering-entra-no-mundo-da-malha-pet

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

Alunos da Moda finalizam evento em Paris com sucesso

Acadêmicos e professores do curso de Tecnologia em Design de Moda participaram do salão LE CUIR A PARIS

Os alunos e ex-alunos do curso de Tecnologia em Design de Moda da Unisul finalizam a participação do salão LE CUIR A PARIS, que aconteceu entre os dias 15 e 18 de setembro, com sucesso. Selecionados pela organização do evento para compor um dos stands do espaço VILLAGE DES CREATEURS, que mostra os trabalhos de jovens talentos que trabalham com o couro, os alunos da Unisul apresentaram roupas e acessórios que tinham como característica principal o reaproveitamento e a reciclagem desta matéria-prima.
O stand da Unisul e a qualidade das peças fizeram sucesso na feira francesa, diz a professora Kenia Cabral, que estava acompanhando as alunas. Designers, empresários, compradores e escolas de moda de diversos países, além da imprensa internacional, visitaram o espaço e conversaram com os alunos.
A professora Kenia explica que foi a primeira experiência em um grande salão internacional para todos os participantes, e o objetivo agora é desenvolver novos projetos a partir dos contatos estabelecidos. O sonho de conhecer a capital mundial da moda foi realizado e agora é preciso continuar o trabalho, para não perder as oportunidades que surgiram no evento.
O salão parisiense, que mostrou as tendências de couro, peles, têxteis e componentes para o inverno europeu de 2010/11, contou com 336 expositores vindos de 23 países. Aproximadamente 13 mil pessoas circularam durante os quatro dias de evento, o que representou um aumento em relação à edição de setembro de 2008, mostrando que mesmo em tempos de crise a busca pelas novidades continua como a diretriz principal da indústria da moda. Le Cuir a Paris acontece juntamente com os salões Première Vision, Expofil, Indigo, Modamont e Zoom by Fatex, que compõem o grupo PREMIERE VISION PLURIEL.
As alunas Liliana Ungaretti, Aline Vargas, Mariana Dias e Maritza Fabiane Celestino e os ex-alunos Alan Mota, Flávia Vieira e Letícia Losso, acompanhados pelas professoras Priscila Ortiga e Alexandra Riquelme, continuam suas atividades com a visita da exposição Madeleine Vionnet no Musée des Arts Décoratifs e um tour de pesquisa de moda em Paris.
A professora Kenia Moreira Cabral, que atualmente mora em Paris e foi a idealizadora deste projeto, salienta que este foi o primeiro passo rumo à internacionalização do curso de moda da Unisul. "Queremos que nossos alunos enriqueçam seus conhecimentos com experiências internacionais, seja em intercâmbios, participações em feiras ou visitas temáticas para a pesquisa de moda. Tudo isso vem ao encontro de nosso projeto pedágogico que, aliando teoria e prática, visa formar um profissional multidisciplinar com um excelente conhecimento do setor".

Legenda da foto: Letícia Losso (Ex- aluna), Aline Vargas (aluna), Flávia Vieira (ex-aluna), Alan Mota (ex-aluno) e Mariana Dias (aluna)

Fonte:http://portal2.unisul.br/content/jornalunisulhoje/home/integradanoticia.cfm?objectid=DE578183-3048-6857-884B8D547938D7BC&secao=Geral

Curso Vestir Consciente no Rio

"Sustentabilidade sem o belo é triste, assim como o belo sem sustentabilidade é ignorante" Fletcher



O curso mostra como é possível construir o belo, essencial à moda, considerando a sustentabilidade, essencial à manutenção da vida, a partir de uma visão sistêmica da cadeia produtiva do vestuário, dos princípios de avaliação do ciclo de vida do produto e das reflexões sobre as conexões entre a moda, o vestir e a consciência.
O curso apresenta os conceitos do Vestir Consciente com base nos fundamentos do design sustentável, nas atualidades do mercado e nas experiências dos participantes, seguindo as diretrizes da metodologia desenvolvida pelo Instituto Ecotece.
A metodologia de aprendizagem aborda o conteúdo por meio de conceitos, dinâmicas interativas e exercícios práticos em todas as aulas.

Veja o vídeo do curso: http://www.youtube.com/watch?v=sz9VVSdjQmw
Veja depoimento dos participantes de outros turmas: http://www.youtube.com/user/ecotece

Objetivo:
Capacitar o participante com os conceitos do Vestir Consciente para que possa aplicar no mercado da moda e do vestuário tendo em vista as possibilidades de ação com base no desenvolvimento sustentável e no despertar da consciência.

Público-alvo:
Profissionais e estudantes de moda e da cadeia do vestuário, pesquisa e inovação, design, empresários e demais interessados no tema.

Carga Horária:
12 horas

Local:
Ateliê BioFuton
Rua Jornalista Costa Rego 104 - São Conrado - Rio de Janeiro

Tutor: Ana Cândida Zanesco
Fundadora e presidente do Instituto Ecotece. Assessora do concurso de moda sócio-ambiental Eco Fashion Brasil. Foi responsável pelo lançamento, no Brasil, do vídeo Fibra Ética: Algodão Orgânico, em parceria com a ONG britânica PAN-UK, em 2007. Trabalhou na organização da III Conferência Latino-Americana de Algodão Orgânico em parceria com a ONG Organic Exchange, em 2008. Apresentou o conceito do Vestir Consciente na Conferência Global de Têxteis Orgânicos, na California em 2007, foi convidada da Conferência Global de Têxteis Orgânicos em Portugal, em 2008.

Informações e Inscrições: http://www.ecotece.org.br/conteudo.php?p=76&i=110

Organização:
Instituto Ecotece Ateliê BioFuton
www.ecotece.org.br www.futon.com.br

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Lixo marinho é matéria-prima de caros acessórios de moda


Enquanto caminha em sua praia favorita nas Bahamas, a designer Barbara de Vries passa uma verdadeira vassoura no ecossitema praiano. Recolhendo lixos jogados na areia ou no mar, Barbara recicla tampinhas de garrafa, restos de plástico e a forma irresponsável de se conviver com a natureza.
“É um Mundo Feito pelo Homem”, do inglês It’s a Man Made World, é o projeto desenvolvido pela artista que procura sensibilizar a população quanto a poluição das praias e, principalmente, ambiciona mudar a maneira como vemos e tratamos os nossos resíduos.
“No meu site eu espero mostrar não somente a criação, mas também destacar os enormes problemas que são causados pela poluição decorrente do plástico. Pretendo cultivar esse tema em um plano mais abrangente, retalhando informações sobre reciclagem de plástico, redução do desperdício do material e apresentando perfis de pessoas e organizações que trabalham nestas áreas”, diz a designer.

A sua coleção de brincos, colares e pulseiras feitos com o lixo marinho derivado do plástico ganha destaque pela criatividade e por um fator não menos importante: o valor. Com uma variação entre 300 e 1.000 reais, um colar, por exemplo, carrega além do conceito, um preço bastante salgado.
O valor tem explicação, para Barbara, o despertar do plástico como algo extremamente agressivo à natureza pode se assemelhar aos diamantes: ambos são “para sempre”, por isso, a ideia de criar verdadeiras “joias” com o material.

“Eu via o lixo de plástico em todo lugar e pensei - Não só os diamantes são para sempre, mas é evidente que o plástico também, e decidi utilizar os mais velhos para tornar as peças ecléticas e exclusivas”.
A européia, que já trabalhou com grandes marcas mundiais de moda, construiu um diálogo entre a criação e a reciclagem do material de maneira natural, e afirma que fazer peças como as suas pode ser um bom desafio para todas as pessoas.

“É possível transformar plástico encontrado nas praias em um acessório bonito. Eu sugiro que se você avistar algum plástico ao longo da praia recolha o máximo possível e leve para um depósito de reciclagem correto, ou mesmo para casa e deixe ele se “comunicar” com você. Não posso dizer a ninguém como o seu processo criativo deve trabalhar, cada artista tem seus próprios meios, mas pode começar pegando os materiais... "

Fonte: http://www.ecodesenvolvimento.org.br/noticias/lixo-marinho-se-transforma-em-acessorios-de-moda

Ornj Bags: das construções para as bolsas


Resistência e criatividade. Estas são características básicas de sacolas que vem alcançando vôo dos mercados e feiras para as ruas e até mesmo passarelas. Ganhando uma carga fashionista e conceitos de responsabilidade até mesmo na hora das compras, as ecobags ganham formas, cores e materiais inusitados para entrar com tudo na rotina de consumidores conscientes.
O designer David Shock foi ainda mais longe e trouxe materiais da construção civil para bolsas que não passam despercebidas: as Ornj Bags. Feitas com redes de proteção da construções civis (aquelas redes que servem como barra de isolamento para a realização de obras em vias públicas), as grandes bolsas podem servir como sacolas retornáveis ou estilosas bolsas de transportar notebooks.

Compras no mercado? As ecobags ganham cada vez mais espaço na moda e entre os consumidores que buscam expressar um pouco mais de "consciencia verde" no vestir.
"Eu estava pensando primeiro em criar um saco de roupa simples para levar minhas roupas sujas apenas a três lances de escadas abaixo, mas depois percebi poderia ser uma ecobag", comenta David, ilustrando que boas ideias podem partir de pequenas movimentações cotidianas.
Feitas de maneira artesanal, as Ornj Bags recuperam este material super durável e que teria destino incerto em lixões espalhados pela cidade. Maleável e forte, as redes são feitas por uma espécie de plástico e de quebra, em um cor super ousada que entra nas tendências modernas.

Depois de passar um pouco de tempo aprimorando o projeto, o estadunidense ficou impressionando com a variedade de modelos que poderiam ser conseguidos a partir da matéria prima e criou uma coleção inteira com as redes. Os modelos variam entre 20 e 40 dólares, uma média de 54 reais e estão disponíveis no Etsy, site de compras virtuais.

Fonte: http://www.ecodesenvolvimento.org.br/noticias/ornj-bags-das-construcoes-para-as-ecobags

Novos tecidos: Conheça o Fio de Leite


A tecnologia atrelada à inventividade tem gerado bons resultados para uma vida mais sustentável. Novos produtos, novos conceitos e novas formas de gerar e gastar energia vêm movimentando o mundo e abrindo os olhos das pessoas para uma nova postura social, mais responsável, consciente e prática.
No vestuário, não poderia ser diferente. Tecidos inteligentes, reciclados e fibras naturais chegam às prateleiras com mais frequência, mudando o olhar do consumidor para um olhar de conhecedor. Um grande exemplo foi dado pela designer Dolores Piscotta.
Manteiga, leite e queijo. O que mais pode ser feito com leite? Com criatividade e tecnologia, meias e blusas! Inacreditável? Conheça o trabalho inovador de uma designer trabalhando com tecido produzido a partir das fibras do leite de vaca.

"É quase igual ao nylon ou seda, mas é puro leite" diz Piscotta. A coleção criada pela designer tem roupas e acessórios (disponíveis para venda no site da empresa) feitos com o especial tecido, que é conseguido através de um processo químico.
Para criar a fibra, o leite líquido é desidratado e as suas proteínas são extraídas e em seguida dissolvidas em uma solução. Para finalizar, estas proteínas são colocadas em uma máquina que as une, transformando-as em um extenso fio.
Cerca de 100 quilos de leite desnatado são necessários para fazer 3 quilos da fibra, razão pela qual o tecido ainda não decolou. No entanto, o material tem potencial: não possui corante, permite maior respiração da pele, contém aminoácidos benéficos para quem usa e é tão confortável e elegante quanto a seda.

Fonte: http://www.ecodesenvolvimento.org.br/noticias/novos-tecidos-conheca-o-fio-de-leite